quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Execução de alvenaria

Um dos principais objetivos dos projetos de execução de alvenaria é a racionalização dos serviços, o que proporciona economia de tempo e material. Mas para que tudo corra bem, é importante que haja um bom entendimento da planta.
Com essa ferramenta em mãos, você terá todas as informações sobre os elementos de alvenaria como blocos, juntas de assentamento, vergas e contravergas, pontos de grauteamento e armação. Além de dados específicos sobre pontos de hidráulica e elétrica, elementos que interferem diretamente na execução da alvenaria.
Fique atento, pois esse tipo de planta é bem diferente das dos projetos de estrutura e arquitetura. Em geral, há uma planta baixa onde é possível visualizar a alvenaria do alto para baixo com a primeira e a segunda fiadas, que se intercalam durante a execução da parede. Já na elevação, estará especificada a localização dos vãos de portas e janelas, além do tipo de amarração dos blocos, pontos de hidráulica, elétrica, gás e outras.
Geralmente, os projetos de alvenaria são desenhados levando em conta a especificação de blocos modulares de concreto ou de cerâmica. Os tamanhos padronizados dos blocos, assim como suas posições, também são mostrados nessas plantas.



A primeira das duas ilustrações traz uma planta baixa indicando a modulação da segunda fiada de uma casa popular*. Em vermelho, está indicada a localização da parede 12, a mesma em elevação no desenho seguinte. Na elevação da parede aparecem as tubulações de água fria do banheiro e da cozinha, os blocos 'J' na última fiada, com um vergalhão de 10 mm de diâmetro e 305 cm de comprimento, que será concretado dentro das canaletas. Além dos eletrodutos e caixas de passagem das instalações elétricas.
*(modelo Casa 1.0, projetada pela Associação Brasileira de Cimento Portland)


Dicas
» A maior dificuldade quanto à leitura de projetos para execução de alvenaria é a identificação dos diferentes elementos que estão na planta, como a posição e tamanho dos blocos, eletrodutos e tubulação de água e esgoto que passam pelos furos dos blocos.
» É importante estar atento às elevações. Identifique a posição onde você observa a parede na planta. Geralmente, a indicação da posição do observador está especificada na planta baixa do projeto.
» Antes de iniciar a alvenaria, estude bem as plantas do projeto. Tire as dúvidas com o mestre-de-obras ou com o engenheiro. Jamais inicie a execução da alvenaria sem ter certeza sobre o que o projeto está especificando, pois o risco de ter de refazer o serviço é muito grande, causando atrasos no cronograma de obras e desperdício de materiais.


Reportagem: Giseli C. Cichinelli

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assentamento de piso sobre piso

 

Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas


Reportagem: Verônica Rodrigues


A aplicação de um novo revestimento sem quebrar o antigo torna do assentamento de piso sobre piso em áreas externas uma técnica prática, já que os transtornos da reforma e o tempo em que a área fica interditada são reduzidos.
O serviço é simples, mas é preciso saber os cuidados certos para a verificação, regularização e limpeza da base a ser revestida. Essas medidas são muito importantes, pois se você colocar o piso sem retirar as peças antigas que estão soltas, por exemplo, as novas placas poderão se descolar também.
Materiais como portas, janelas, tomadas e pontos de saída de água deverão ser ajustados ao novo nível, que aumentará com o recebimento da nova camada de revestimento. Já existem placas mais finas que evitam as perdas de espaço e a necessidade de modificações, como o corte de portas. Mas antes de optar por essas peças, verifique se suportam as cargas de uso da área.
A argamassa colante é indicada para o assentamento de placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias com formatos de até 45 cm x 45 cm e para bases revestidas com cerâmica, cimentados lisos, granilite, ardósia, porcelanato e pedras. No caso da ardósia ou pedras envernizadas, é necessário remover a camada de resina impregnada à superfície antes de aplicar a argamassa.
Este passo-a-passo foi realizado em uma área externa, com argamassa fabricada para esse fim, mais resistente a locais com alto tráfego.



Materiais


Fotos: Marcelo Scandaroli



Materiais necessários: EPIs, desempenadeira 8 mm ou raio 10 mm, martelo comum e martelo de borracha, colher de pedreiro, trena, espaçador, talhadeira, régua, nível de bolha, masseira, dosador de água, trincha, escova, caneta e esponja.


Passo 1


Fotos: Marcelo Scandaroli


Antes de iniciar a instalação, verifique se a superfície não apresenta desvios de prumo e planicidade acima do previsto pela norma de revestimentos (NBR 13.749).


Passo 2


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a batida de um martelo, cheque as peças antigas e verifique se todas estão coladas à base. O som oco ajudará a reconhecer as placas descoladas. Como o desplacamento geralmente ocorre do meio para os cantos da peça, comece o exame pelo centro.


Passo 3


Fotos: Marcelo Scandaroli


Retire as peças descoladas e corrija os espaços vazios com argamassa de areia e cimento em espessura suficiente para regularizar e nivelar a área.


Passo 4


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe e seque totalmente a superfície. Utilize produtos adequados para a remoção dos diferentes tipos de impurezas.



Passo 5


Fotos: Marcelo Scandaroli


Prepare a argamassa colante conforme as instruções do fabricante até que fique homogênea. Deixe-a descansar por 15 minutos. Depois, misture a massa novamente. Após preparada, a argamassa deve ser utilizada no máximo em duas horas e meia (tempo de caixote).



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli


As peças que serão instaladas também devem estar limpas, mas não podem ser lavadas. Utilize uma escova seca para retirar a camada de pó no verso das placas.


Passo 6


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a colher de pedreiro, coloque a argamassa na superfície e espalhe com o lado liso da desempenadeira. Como a placa deve ser assentada no máximo em 20 minutos, estenda a argamassa em áreas de até 2 m².


Passo 7


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a superfície coberta uniformemente desenhe os cordões, com o lado denteado da desempenadeira posicionado em ângulo de 60°, sem deixar que a base apareça.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se as placas tiverem área igual ou superior a 900 cm², os passos 6 e 7 também deverão ser realizados no verso da peça. Esse processo, de dupla camada, também é solicitado em áreas de alto tráfego.


Passo 8


Fotos: Marcelo Scandaroli


Assente a placa sobre a base. Não é preciso seguir a disposição do revestimento antigo. Para esmagar os cordões, pressione a peça com as mãos, movendo-a ligeiramente.



DICA


Fotos: Marcelo Scandaroli



Utilize o martelo de borracha para auxiliar no amassamento dos cordões. O som da batida ainda ajuda a identificar locais que não foram bem preenchidos com a argamassa.


Passo 9


Fotos: Marcelo Scandaroli


Durante a aplicação, faça o teste de verificação, levantando aleatoriamente algumas placas para confirmar se os cordões foram realmente esmagados sem deixar lacunas.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se houver espaços vazios, como o da foto, corrija-os. Em seguida, coloque a peça no mesmo local.


Passo 10


Fotos: Marcelo Scandaroli


Aplique os espaçadores entre as placas, demarcando os espaços para rejuntamento. Depois, retire os excessos de argamassa das juntas.


Passo 11


Fotos: Marcelo Scandaroli


Certifique-se de que as peças estão niveladas.


Passo 12


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe a área com uma esponja molhada em até 40 minutos do início da instalação. A área pode receber tráfego depois de 24 horas, mas o ideal é a liberação completa em dois dias.



Confira outras dicas
Dê preferência ao uso da desempenadeira raio 10 mm no serviço em que é necessária a dupla camada de argamassa. Essa ferramenta pode fazer de uma só vez o que a desempenadeira 8 mm faria em duas etapas.
Fotos: Marcelo Scandaroli








A técnica "bolão" não é recomendada para argamassas colantes. A aplicação da massa somente no centro e nos cantos da peça facilita seu desplacamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli






Apoio técnico: Diogo Gonçalves e Ecilio Lima, assistente de Produto e instrutor técnico, respectivamente, da Weber Quartzolit, e Ercio Thomaz,  pesquisador do Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).

Fotos: Marcelo Scandaroli


Fonte:
Revista Equipe de Obra Assentamento de piso sobre piso - Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas Construção e Reforma

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ORIENTACOES SOLARES

Uma das principais dúvidas que as pessoas têm no momento de escolher um imóvel, para comprar ou alugar, ou mesmo ao planejar uma construção, é a questão das orientações solares.
De maneira geral, para quem vive no hemisfério sul (ao sul da linha do equador), caso de quase todo o Brasil, pode-se dizer que a orientação norte (quando as janelas são voltadas para o norte) é a que atende de maneira mais satisfatória as principais demandas da maioria dos usuários, a saber: um nível mínimo de insolação diária, Sol quando se precisa de calor (inverno), e sombra quando não se quer calor (verão). Quanto mais para o sul se vive, mais válido é este conceito. Isto se deve à variação dos ângulos que o Sol forma com a superfície da Terra em seu movimento aparente, nas diferentes épocas do ano. No inverno, as fachadas voltadas para o norte recebem insolação quase que o dia todo, pois o Sol forma um ângulo pequeno em relação à superfície da Terra em seu percurso. No verão, como o ângulo que o Sol forma com a superfície da Terra em seu percurso é bem maior, a tendência é a de que passe sobre as coberturas do edifícios. Desta forma, um pequeno beirado nas coberturas sobre as fachadas voltadas para o norte, já proporcionaria sombra para as mesmas.
A orientação sul é a mais problemática, pois não recebe Sol em nenhum momento no inverno (exemplo: Porto Alegre) e, no verão, recebe apenas nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde (isto varia conforme a latitude, quanto mais se aproxima do equador, mais horas de Sol se tem na fachada sul e vice-versa). Fachadas voltadas para o sul somente são favoráveis em ambientes em que o Sol é totalmente indesejado, tais como estúdios de som, laboratórios fotográficos e salas de projeção. Mesmo assim, é preciso cuidar-se os problemas decorrentes da falta de insolação, como a umidade e o mofo, por exemplo
As orientações leste e oeste têm características similares em termos de insolação, embora em momentos diferentes do dia. As fachadas voltadas para o leste recebem Sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). Nas fachadas voltadas para o oeste ocorre o contrário, recebem Sol pela tarde (do meio-dia ao ocaso). Em geral, ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste, apesar de receberem o mesmo número de horas de Sol, porque recebem Sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida (ver Curiosidades/Habitações Troglodíticas). (Fonte: MASCARÓ, Lúcia R. de - "Energia na Edificação" - Projeto Editores Associados - 1986)

Gráfico representativo do movimento aparente do Sol no hemisfério sul, em relação a uma edificação. O ângulo "A" é pequeno no verão e aumenta no inverno. O ângulo "B", pelo contrário, é grande no verão e diminui no inverno.

A tabela abaixo procura definir, de maneira prática, as orientações mais recomendáveis para os diferentes ambientes de uma edificação. Ambientes comerciais e industriais não foram relacionados pois podem ter premissas diferenciadas, dependendo das atividades neles desenvolvidas
TABELA DE ORIENTAÇÕES RECOMENDADAS (VÁLIDA PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL)


Ambiente
Norte
Nordeste
Leste
Sudeste
Sul
Sudoeste
Oeste
Noroeste
salas de estar e de refeições
R
RRA
NR
A
A
R
jardins de invernoRRANRNRNRRR
salas de TV / projeção
R
RRA
A
A
A
R
estúdios de som / laboratórios fotográficos
NR
NRNRA
R
A
NR
NR
dormitórios
R
RRA
NR
A
A
R
closets
R
RRA
NR
A
R
R
cozinhas
R
RRA
NR
A
A
R
banheiros
R
RRA
NR
A
R
R
garagens
R
RRA
A
A
R
R
despensas
R
RRA
NR
A
R
R
adegas (sem janelas)AANRRRRNRA
escritórios
R
RRA
NR
A
A
R
consultórios
R
RRA
NR
A
A
R
laboratórios
R
RRA
NR
A
A
R
R = Recomendado / A = Aceitável / NR = Não Recomendado
Observações:
  • Fala-se em "movimento aparente do Sol" porque do ponto de observação dos habitantes da Terra, ela parece estática, dando a impressão de que é o Sol que se movimenta em relação à ela, quando na realidade ocorre o contrário. Os movimentos da Terra são a rotação (giro em torno de seu eixo), que dura 24 horas e leva à existência de dias e noites, e a translação (órbita elíptica em torno do Sol), que dura 1 ano, e leva à existência das diferentes estações.
  • Tudo o que se disse em relação às virtudes da orientação norte e aos problemas da orientação sul, é válido somente para o hemisfério sul. No hemisfério norte inverte-se a situação e o sul passa a ser a orientação mais favorável, passando a orientação norte a ser a menos favorável. As orientações leste e oeste mantêm as mesmas características nos dois hemisférios.
Fonte: http://www.cimentoeareia.com.br/orientacoes.htm

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dicas para armazenar dez tipos de insumos


Daniel Beneventi

1 AREIA E BRITA
Local: em baias planas, cercadas próximas ao portão de materiais. Caso o local seja descoberto, devem ficar sob cobertura de zinco ou lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: evitar contato direto com o terreno, que deve de preferência ser pavimentado e apresentar contenções laterais para evitar escoamento devido à chuva.
Espaço: para 10 m³ de areia ou brita, com altura de 80 cm, o espaço deve ser de cerca de 12,5 m².

2 CIMENTO E CAL
Local: ambiente fechado e isento  de umidade.
Prazo: por no máximo 30 dias.
Orientações: sobre estrados de madeira com os sacos isolados do piso e afastados 30 cm das paredes, em pilhas com no máximo dez sacos, no caso do cimento, e 15 sacos, no caso da cal. Forrar para evitar a umidade do solo.
Espaço: para 200 sacos de cimento de  50 kg cada, o espaço mínimo deve ser de 9 m². Para 200 sacos de cal de 20 kg cada, o espaço mínimo é de 5 m².

3 MADEIRA PARA FÔRMAS
Local: chapas de compensados podem ser armazenadas em local aberto, sempre cobertas com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: armazenar sobre pontaletes e não deixar em contato com o solo. Seguir as orientações do fabricante quanto ao número máximo de chapas a serem empilhadas. Geralmente, as pilhas devem ter 0,5 m de altura. Podem ser empilhadas seguindo normas de tabicamento (colocação de ripas transversais para que o ar possa circular livremente entre as peças).
Espaço: cerca de 5 m² para até 30 chapas.
Daniel Beneventi

4 TELHAS CERÂMICAS
Local: podem ser colocadas em local aberto e arejado, porém coberto. Caso contrário, deve-se cobri-las com lona plástica, preservando da ação das intempéries.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser acondicionadas verticalmente, em até três fiadas sobrepostas, sobre camada de areia, em local plano, evitando contato com terra ou barro. A parte superior das telhas, onde fica o pré-furo, deve ficar voltada para baixo. Evitar mudanças constantes de local, transportando-as em definitivo para montagem do telhado.
Espaço: cerca de 6 m².

5 LOUÇAS SANITÁRIAS
Local: devem ser acondicionadas em lugar coberto, nos pavimentos onde serão instaladas, evitando contato
com material agressivo ou abrasivo.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser mantidas nas embalagens originais. O ideal é empilhar conforme instruções do fabricante. Todas as partes devem estar protegidas com papel ou plástico para evitar contato com os apoios. Quando não for possível, posicionar ripas de madeira entre as peças para evitar riscos e contato direto entre as superfícies.
Espaço: cerca de 20 m².

6 TIJOLOS E BLOCOS
Local: podem ser armazenados a céu aberto, em terreno nivelado, desde que cobertos com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: para mil unidades, recomenda-se espaço de 8 m2. A partir de 1,2 m até 1,4 m de altura, a pilha deve ser escalonada ao centro com inclinação aproximada de 10%. Podem ser empilhados segundo o princípio de amarração, ou seja, dispostos em fiadas, com variação no sentido dos blocos, de forma que a pilha tenha mais estabilidade. É recomendável executar contrapiso na área de estocagem.
Espaço: a área reservada deverá ser suficiente para armazenar múltiplos de uma carga de caminhão, que será determinada pelo tipo de bloco e veículo do fornecedor. O planejamento de entregas deve ser feito em função da execução da obra, de forma a reduzir ao máximo o estoque.
Daniel Beneventi

7 VERGALHÕES
Local:
lugar seco e protegido de intempéries. Podem ser armazenados em prateleiras, cavaletes ou empilhados no piso. O aço deve ficar em pilhas organizadas conforme a bitola. Para a separação das pilhas de aço devem ser utilizadas estacas de madeira em vez de perfis metálicos.
Prazo: não devem ficar expostos a céu aberto por mais de 90 dias.
Orientações: separados por bitola, pois a identificação visual é difícil e apenas o CA-50 possui o diâmetro nominal gravado. Podem ser armazenados em locais abertos, de preferência cobertos com lona plástica. Evitar estocar sobre lajes recém-concretadas para não causar sobrecarga.
Espaço: área de cerca 3 m x 15 m. Em geral, o comprimento mínimo deve ser de 15 m, com largura mínima que permita armazenar o aço conforme a bitola.

8 ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO
Local:
devem ser estocadas em locais fechados, com baixa umidade e isentos  de pó ou poeira, sem contato com materiais abrasivos.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser guardadas na própria embalagem em posição horizontal. Evitar respingos de argamassa.
Espaço: cerca de 20 m².

9 TUBOS E CONEXÕES DE PVC
Local:
em locais fechados, tais como almoxarifados, organizados por bitolas, ou, pelo menos, cobertos, livres da ação direta do sol.
Prazo: sem restrições.
Orientações: os tubos devem ser escorados lateralmente e as pilhas não podem ultrapassar 1,8 m de altura. Também podem ser acomodados em ganchos fixados nas paredes. Criar prateleiras para organização do estoque de acordo com as dimensões.
Espaço: a estocagem de tubos de PVC deve prever que uma das dimensões da instalação tenha, no mínimo, 6 m de comprimento. A área deve ser de cerca de 2 m x 7 m.
Daniel Beneventi
10 TINTAS

Local: almoxarifado, depósito ou sala de armazenamento bem ventilada, com paredes, pisos e tetos de material não combustível. A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis, com exceção das produzidas à base de água.
Prazo: observar prazo de validade impresso na embalagem.
Orientações: em prateleiras que devem ser firmes e resistentes para suportar o peso das latas. A temperatura do ar no ambiente não deverá exceder a 40ºC. Podem ser empilhados dez galões ou cinco baldes de 18 l. Ao guardar, prever a possibilidade de tirar as latas mais antigas primeiro.
Espaço: o espaço mínimo disponível é de 2 m2.

Consequências do armazenamento inadequado
Areia e brita: sem pavimentação pode haver contaminação do estoque pelo solo.
Cimento e cal: endurecem e estragam ao ficar em contato com umidade.
Esquadrias de alumínio: problemas com riscos e avarias dimensionais.
Louças sanitárias: quebra, riscos e avarias.
Madeira para fôrmas: deformação, empenamento e deterioração devido à umidade.
Tijolos e blocos: variações dimensionais dos blocos, quebras e perdas de material, além de questões de ergonomia e segurança, que podem afetar os operários. Por isso, as pilhas devem ter no máximo 1,4 m de altura.
Tintas: comprometimento da qualidade das tintas e perigo de incêndio.
Telhas cerâmicas: dilatações higrotérmicas e quebras.
Tubos e conexões de PVC: deterioração pela luz solar, além de perdas por danos e quebras.
Vergalhões: se ficarem em contato com o solo e expostos às intempéries podem sofrer corrosão.


CG feita por Daniel Beneventi



sábado, 3 de setembro de 2011

Tecnologia 3D permite a cliente construir seu futuro apartamento na internet

Projeção 3D feita pela internet

Uma tecnologia que cria ambientes em 3D apresenta novas maneiras de interação entre o cliente e o produto imobiliário.
O usuário pode passear pelo apartamento, modificando-o à sua maneira. "Funciona como se fosse um jogo de video game. Além de conhecer o espaço antes de ele existir, a pessoa pode editá-lo", explica Diogo Parreiras, diretor da empresa Softzone, que criou a ferramenta Imóvel Interativo.
As escalas do ambiente virtual são verdadeiras. Mas mesmo com as medidas das paredes apresentadas, Parreiras admite que, olhando apenas pela internet, a pessoa pode perder a noção do espaço. O que pode ajudar o usuário a se achar é a comparação da proporcionalidade dos objetos, afirma.
Logo Mais
Em breve, as plataformas 3D também possibilitarão a compra do imóvel já pela internet. "Temos um software que anexa os documentos necessários. Depois, o cliente deverá apenas assinar papéis presencialmente", afirma Parreiras.
No entanto, ele não descarta a importância de ficar atento na compra, combinando o virtual com a presença real, já que não se adquire um imóvel todos os dias.
Enquanto a compra on-line não chega, o que tem disponível hoje é a possibilidade de montar o apartamento on-line e, depois, entrar em contato pelo telefone para solicitar a execução da obra, explica Anderson Mancini, diretor de produção da Neotix.
Isso já é feito em alguns empreendimentos da construtora MaxHaus. "Uma planta de 70 m² pode ser dividida pelo cliente, sem necessidade de sair de casa, contratar arquiteto ou decorador", diz Mancini.
Experiência
Após uma semana do lançamento, cerca de 200 projetos de apartamentos virtuais foram criados por usuários do MaxHaus. A publicitária Larissa Santiago, 24, experimentou a novidade e achou interessante poder colocar e retirar objetos dentro do imóvel.
"Chamou atenção também ter a visão de fora do prédio e simular a entrada nele", diz ela. "Só achei que poderia ter mais opções para trocar sofás e cortinas", completa.
O requisito para utilizar a ferramenta virtual é a ter internet banda larga, pois a modalidade discada não comporta o 3D adequadamente.

Fonte: http://www.obra24horas.com.br/materias/tecnologia-e-sustentabilidade/tecnologia-3d-permite-a-cliente-construir-seu-futuro-apartamento-na-internet-

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dicionário da Construção

Aqui estão algumas palavras curiosas usadas em reforma e construção. Para ver o dicionario completo acesse:

http://www.fazfacil.com.br/reforma_construcao/dicionario_construcao_a.html

ABA CORRIDA - Varanda em sacada que corre ao longo da cimalha de um prédio estético.

ABAULAR - Dar forma curva, arqueada, a uma superfície, a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético.

BALAÚSTRE - Pequena coluna ou pilar em metal, madeira, pedra ou alvenaria que, alinhada lado a lado, sustenta corrimãos e guarda-corpos. Tem origem no latim balaustium, nome da flor de romã, cuja forma inspirou os primeiros balaústres.


BALDRAME - Designação genérica dos alicerces de alvenaria. Conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação. Peças de madeira que se apóiam nos alicerces de alvenaria e que recebem o vigamento do soalho. Ver Fundação

CALEFAÇÃO - Qualquer sistema de aquecimento para interiores.

CALIÇA - Pó de cal. Resto de demolição

DOLOMITA - Pedra formada por carbonato de cálcio e magneto. Tem como principal característica a semelhança com o mármore carrara.

ENCUNHAMENTO - Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura, de forma que o acabamento fique coeso.

FLANCO - Parte lateral da construção.

FLECHA - Deslocamento perpendicular de seção da estrutura construída limitando-se conforme Normalização em geral 1/350 do vão, usa-se aplicar a contra-flecha antes da concretagem melhorando o aspecto da peça estrutural em lajes e vigas. Altura da Tesoura. Porção do raio entre a corda e o arco.

GRELHA - Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Também a peça de suporte nas churrasqueiras.

GRÉS - Material cerâmico duro, denso, opaco e não-poroso, composto de argila e feldspato. Sua dureza varia desde a grande resistência ao risco e ao choque até as pedras que se esboroam com a pressão dos dedos.

ITACOLOMI - Rocha antiderrapante usada em sua forma bruta. Encontrada em Minas Gerais.

JIRAU - Estrado ou laje em piso à meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Não confundir com mezanino ou meio-piso.



JORRAMENTO - É a inclinação da parede ou muro com espessura da base superior à do topo.

LAMBREQUIM - Ornamento recortado em madeira que arremata forros e beirais

PAREDE SOLTEIRA - Parede que não chega até o forro.

[Piso+06.JPG]


POSTIGO - Pequena abertura ou fresta. Pequeno vão feito a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de uma divisão para outra. Portinhola aberta sobre a folha de uma porta maior.
São muitas palavras diferentes!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novidade! Siding PVC

Revestimento externo em PVC
O LP Siding Vinílico é o revestimento em PVC para uso externo que oferece excelente custo/benefício para sua construção por ser um produto resistente, leve, durável, rápido de instalar e de baixa manutenção.
Aplicações
Pode ser aplicado como revestimento de paredes externas. É uma ótima opção para fachadas residenciais e comerciais no Sistema CES (Construção Energitérmica Sustentável), também conhecido como Sistema Framing, reformas e revitalizações de construções convencionais.
Vantagens
  • Beleza: Siding e acessórios com fino acabamento
  • Facilidade de instalação: Revestimento em uma única etapa de forma rápida, limpa e simples.
  • Economia: Baixa manutenção e dispensa pintura.
  • Facilidade de manutenção: Basta lavar com água para manter sempre o aspecto de novo
  • Versatilidade: Adapta-se a qualquer projeto arquitetônico
  • Durabilidade: Resistente a ação de intempéries, raios UV, poluição e maresia
  • Resistência: Não quebra e nem racha
Composição
Perfis rígidos de PVC (policloreto de vinila)
Dimensões

Peça
Dimensão (m)Peso (kg)Cores
Siding Vinílico0,20x3,801,54Branco Bege
Siding Alemão0,20x3,801,60Cinza
Cantoneira Externa3,001,40Branco
Cantoneira Interna3,000,96Branco
Perfil de Início3,800,96Branco
Perfil de Arremate3,800,76Branco
Perfil de Término3,800,62Branco
Moldura3,800,34Branco
       


                                         

Desempenho
Resistente a ação de intempéries e mantém-se sempre com aspecto de novo.
Durabilidade
Garantia: 20 anos.


Fonte: http://www.lpbrasil.com.br/produtos/lp-siding-vinilico.html

Algumas fotos de casas que usam esse revestimento


Foto do site: http://www.ecotechsolutions.com.br/servicosDet.php?srv=5