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terça-feira, 9 de junho de 2015

Dicas para Reforma e Ampliação de Residências

Reformar a casa não é tarefa fácil. É preciso avaliar as estruturas, elencar as possibilidades, levantar os custos, entre uma série de passos que você não pode dar sozinho: há profissionais especializados para te ajudar nessa empreitada. 


Confira a seguir o que você precisa saber antes de reformar ou ampliar sua casa e vá muito além do famoso “puxadinho”. 

Etapas pré-obra 

Quando se pensa em construir, não há uma receita de bolo exata, mas há uma série de etapas e precauções importantes a seguir para garantir a qualidade final da obra. No caso da reforma ou ampliação de uma casa, o primeiro passo é pensar: o que será reformado e ou ampliado? 

Para ajudar nessa primeira tomada de decisões, solicite o auxílio de um profissional de arquitetura. Além de orientar como pode ser feita a mudança pretendida, o arquiteto também pode oferecer outras opções para a sua reforma. De acordo como o engenheiro Thomas Carmona, diretor da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), o arquiteto também pode auxiliar na burocracia da operação: “é fundamental realizar um levantamento geométrico da estrutura existente e conseguir toda documentação que esteja disponível, o que diminuirá a necessidade de prospecções no local e, fatalmente, reduzirá custos”, alerta. 

Vale lembrar que quando a reforma tiver como proposta alterações da estrutura original do imóvel (independente do grau de mudanças) é obrigatório dar entrada no alvará de aprovação e execução para reforma. Depois de concluída a obra, é preciso também solicitar o certificado de conclusão, mais conhecido como “habite-se”. 

Após essa primeira etapa de tomada de decisões, é preciso caminhar para colocar as ideias em prática. Nesta fase, é preciso avaliar as estruturas para saber quais necessidades e cuidados essas requerem ao serem reformadas e ou ampliadas. Nascem aí os projetos de arquitetura, estrutura e instalações da obra, documentos a serem desenvolvidos pelo profissional contratado. A partir de tais projetos, é possível prever quais operações serão realizadas, levantar quais e quantos materiais serão utilizados e, então, solicitar orçamentos de custos. 

Materiais e reforços 

A escolha dos materiais deve ter como base a expectativa que se tem da obra finalizada. Na ampliação de uma casa, por exemplo, é importante pontuar quais os materiais que constituem essa casa e qual o tipo de reforço que ela deve receber para ser ampliada. A necessidade de se reforçar uma estrutura pode ser fruto de vícios construtivos em alguma ou em várias fases da execução, e pode ser causada a partir da alteração da destinação da estrutura ou da necessidade de adequação a novas condições de carregamento. 

Não há um tipo de restrição quanto à aplicação dos materiais: uma obra em concreto pode receber reforço em aço e vice e versa. “Perante a cultura da mão de obra da construção civil e as situações normalmente encontradas em reformas e ampliações, os reforços mais comuns são em concreto armado com aumento de seções e inclusão de elementos em estrutura metálica. Outras opções também podem ser empregadas, mas dependerão de um cuidado maior na seleção da mão-de-obra a ser empregada na execução”, aponta o diretor da Abece. 

Apesar de o concreto ser mais utilizado nas obras, devido justamente ao fator cultural citado pelo engenheiro Thomas Carmona, o aço traz algumas vantagens, principalmente no caso de reformas e ampliações. Isso por que o material traz mais velocidade e limpeza à obra, o que reflete em uma menor interferência no cotidiano da residência em obras. 

Uma opção interessante é o drywall, paredes de gesso acartonado que tem como estrutura perfis metálicos. O sistema permite que se levante uma parede em apenas quatro horas. Além da velocidade, o drywall traz mais flexibilidade ao projeto. Como é mais leve (22kg por metro quadrado, contra 120kg da alvenaria), pode ser instalado independentemente de vigas, o que reduz em 10% os gastos com fundações. 

Avaliações quanto a reforços estruturais são de responsabilidade de um profissional de engenharia civil. Se você vai reformar ou ampliar sua casa ou qualquer outra edificação, solicite orientações desse profissional. 

Obra em andamento 

Começou a reforma, e agora? Agora é acompanhar. Nada de deixar a obra nas mãos dos pedreiros. “É importante garantir que a obra tenha acompanhamento de profissional, engenheiro ou arquiteto, com experiência em execução, com visitas à obra cuja periodicidade dependerá do vulto da intervenção. Recomenda-se o mínimo de uma visita semanal, a fim de orientar e acompanhar tecnicamente as etapas de execução”, explica Carmona. 

Quando devo reformar? 

A manutenção de uma edificação depende do material que foi empregado e, principalmente, dos detalhes construtivos. O engenheiro Thomas Carmona explica: “caso sejam ambientes internos protegidos, as ações de manutenção são necessárias em prazos bastante convenientes, geralmente superiores há 20 anos. No caso de ambientes externos, a estrutura de concreto, se bem executada, apresenta prazos de manutenção superiores aos da estrutura metálica, que merece atenção constante quanto à sua proteção”. 

É importante não deixar que a casa clame por uma reforma, como no caso de rachaduras aparentes e estruturas desgastadas. Já a ampliação vem com a necessidade de cada um. Um quarto a mais para o bebê que vai chegar, uma cozinha maior, espaço para lazer, e por aí vai. 

Puxadinho de qualidade 

Independente se é reforma ou ampliação, alguns cuidados são universais: “vale a pena investir em projeto, planejamento e numa contratação de execução consistentes, para evitar futuros problemas com gastos não previstos, qualidade inferior ao esperado e atrasos no cronograma”, reforça o engenheiro e diretor da Abece, Thomas Carmona. 


Fonte:http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=43&Cod=1698


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dicas para armazenar dez tipos de insumos


Daniel Beneventi

1 AREIA E BRITA
Local: em baias planas, cercadas próximas ao portão de materiais. Caso o local seja descoberto, devem ficar sob cobertura de zinco ou lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: evitar contato direto com o terreno, que deve de preferência ser pavimentado e apresentar contenções laterais para evitar escoamento devido à chuva.
Espaço: para 10 m³ de areia ou brita, com altura de 80 cm, o espaço deve ser de cerca de 12,5 m².

2 CIMENTO E CAL
Local: ambiente fechado e isento  de umidade.
Prazo: por no máximo 30 dias.
Orientações: sobre estrados de madeira com os sacos isolados do piso e afastados 30 cm das paredes, em pilhas com no máximo dez sacos, no caso do cimento, e 15 sacos, no caso da cal. Forrar para evitar a umidade do solo.
Espaço: para 200 sacos de cimento de  50 kg cada, o espaço mínimo deve ser de 9 m². Para 200 sacos de cal de 20 kg cada, o espaço mínimo é de 5 m².

3 MADEIRA PARA FÔRMAS
Local: chapas de compensados podem ser armazenadas em local aberto, sempre cobertas com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: armazenar sobre pontaletes e não deixar em contato com o solo. Seguir as orientações do fabricante quanto ao número máximo de chapas a serem empilhadas. Geralmente, as pilhas devem ter 0,5 m de altura. Podem ser empilhadas seguindo normas de tabicamento (colocação de ripas transversais para que o ar possa circular livremente entre as peças).
Espaço: cerca de 5 m² para até 30 chapas.
Daniel Beneventi

4 TELHAS CERÂMICAS
Local: podem ser colocadas em local aberto e arejado, porém coberto. Caso contrário, deve-se cobri-las com lona plástica, preservando da ação das intempéries.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser acondicionadas verticalmente, em até três fiadas sobrepostas, sobre camada de areia, em local plano, evitando contato com terra ou barro. A parte superior das telhas, onde fica o pré-furo, deve ficar voltada para baixo. Evitar mudanças constantes de local, transportando-as em definitivo para montagem do telhado.
Espaço: cerca de 6 m².

5 LOUÇAS SANITÁRIAS
Local: devem ser acondicionadas em lugar coberto, nos pavimentos onde serão instaladas, evitando contato
com material agressivo ou abrasivo.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser mantidas nas embalagens originais. O ideal é empilhar conforme instruções do fabricante. Todas as partes devem estar protegidas com papel ou plástico para evitar contato com os apoios. Quando não for possível, posicionar ripas de madeira entre as peças para evitar riscos e contato direto entre as superfícies.
Espaço: cerca de 20 m².

6 TIJOLOS E BLOCOS
Local: podem ser armazenados a céu aberto, em terreno nivelado, desde que cobertos com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: para mil unidades, recomenda-se espaço de 8 m2. A partir de 1,2 m até 1,4 m de altura, a pilha deve ser escalonada ao centro com inclinação aproximada de 10%. Podem ser empilhados segundo o princípio de amarração, ou seja, dispostos em fiadas, com variação no sentido dos blocos, de forma que a pilha tenha mais estabilidade. É recomendável executar contrapiso na área de estocagem.
Espaço: a área reservada deverá ser suficiente para armazenar múltiplos de uma carga de caminhão, que será determinada pelo tipo de bloco e veículo do fornecedor. O planejamento de entregas deve ser feito em função da execução da obra, de forma a reduzir ao máximo o estoque.
Daniel Beneventi

7 VERGALHÕES
Local:
lugar seco e protegido de intempéries. Podem ser armazenados em prateleiras, cavaletes ou empilhados no piso. O aço deve ficar em pilhas organizadas conforme a bitola. Para a separação das pilhas de aço devem ser utilizadas estacas de madeira em vez de perfis metálicos.
Prazo: não devem ficar expostos a céu aberto por mais de 90 dias.
Orientações: separados por bitola, pois a identificação visual é difícil e apenas o CA-50 possui o diâmetro nominal gravado. Podem ser armazenados em locais abertos, de preferência cobertos com lona plástica. Evitar estocar sobre lajes recém-concretadas para não causar sobrecarga.
Espaço: área de cerca 3 m x 15 m. Em geral, o comprimento mínimo deve ser de 15 m, com largura mínima que permita armazenar o aço conforme a bitola.

8 ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO
Local:
devem ser estocadas em locais fechados, com baixa umidade e isentos  de pó ou poeira, sem contato com materiais abrasivos.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser guardadas na própria embalagem em posição horizontal. Evitar respingos de argamassa.
Espaço: cerca de 20 m².

9 TUBOS E CONEXÕES DE PVC
Local:
em locais fechados, tais como almoxarifados, organizados por bitolas, ou, pelo menos, cobertos, livres da ação direta do sol.
Prazo: sem restrições.
Orientações: os tubos devem ser escorados lateralmente e as pilhas não podem ultrapassar 1,8 m de altura. Também podem ser acomodados em ganchos fixados nas paredes. Criar prateleiras para organização do estoque de acordo com as dimensões.
Espaço: a estocagem de tubos de PVC deve prever que uma das dimensões da instalação tenha, no mínimo, 6 m de comprimento. A área deve ser de cerca de 2 m x 7 m.
Daniel Beneventi
10 TINTAS

Local: almoxarifado, depósito ou sala de armazenamento bem ventilada, com paredes, pisos e tetos de material não combustível. A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis, com exceção das produzidas à base de água.
Prazo: observar prazo de validade impresso na embalagem.
Orientações: em prateleiras que devem ser firmes e resistentes para suportar o peso das latas. A temperatura do ar no ambiente não deverá exceder a 40ºC. Podem ser empilhados dez galões ou cinco baldes de 18 l. Ao guardar, prever a possibilidade de tirar as latas mais antigas primeiro.
Espaço: o espaço mínimo disponível é de 2 m2.

Consequências do armazenamento inadequado
Areia e brita: sem pavimentação pode haver contaminação do estoque pelo solo.
Cimento e cal: endurecem e estragam ao ficar em contato com umidade.
Esquadrias de alumínio: problemas com riscos e avarias dimensionais.
Louças sanitárias: quebra, riscos e avarias.
Madeira para fôrmas: deformação, empenamento e deterioração devido à umidade.
Tijolos e blocos: variações dimensionais dos blocos, quebras e perdas de material, além de questões de ergonomia e segurança, que podem afetar os operários. Por isso, as pilhas devem ter no máximo 1,4 m de altura.
Tintas: comprometimento da qualidade das tintas e perigo de incêndio.
Telhas cerâmicas: dilatações higrotérmicas e quebras.
Tubos e conexões de PVC: deterioração pela luz solar, além de perdas por danos e quebras.
Vergalhões: se ficarem em contato com o solo e expostos às intempéries podem sofrer corrosão.


CG feita por Daniel Beneventi