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terça-feira, 8 de abril de 2014

Pintura: Como Fazer.

As pinturas serão executadas de acordo com o tipo e cor indicados no projeto e nas especificações.
As  superfícies a serem pintadas deverão ser examinadas e corrigidas de todos e quaisquer defeitos de revestimentos, antes do início dos serviços. Todas as superfícies a pintar deverão estar secas; serão cuidadosamente limpas e preparadas para o tipo de pintura a que se destinam.
Cada material, face às características, sofre diferentes processos de preparação da superfície, antes de receber o acabamento.
Dentre os mais empregados, destacamos como exemplo:
Madeira    Superfície aparelhada, raspada e lixada
Rebocos    Raspados com espátula, ligeiramente lixados e  escovados.
Metais    Jateados com areia ou partículas metálicas ; escovados com escovas rotativas ou manuais de fios de aço, esmerilhados, lixados com lixas comuns ou discos abrasivos, solventes, etc.
Toda vez que uma superfície tiver sido lixada, esta será cuidadosamente limpa com uma escova e, depois, com um pano seco, para remover todo o pó, antes de aplicar a pintura.
A segunda demão de tinta e as subsequentes só poderão ser aplicados quando a anterior estiver perfeitamente seca. Quando não houver especificação do fabricante, em contrário, deverá ser observado um intervalo mínimo de 24 horas entre as diferentes aplicações. Para as tintas à base de acetato de polivinila  (PVA) e aceite um intervalo de 3 horas. Igual cuidado deverá ser tomado entre uma demão de tinta e massa, observando-se um intervalo mínimo de 24 horas.
As tintas aplicadas devem ser de primeira linha, de boa qualidade e produzidas por indústrias especializadas e de gabarito. Cada tipo de  tinta é aplicado em suas características normais: cor, viscosidade, textura, etc. Caso sua aplicação seja à pistola, a tinta é diluída de acordo com as especificações do fabricante, empregando-se o diluente próprio ou recomendado.
As tintas deve ser sempre armazenadas na embalagem original, para facilitar, a qualquer momento, sua identificação;  devem ser estocados em locais frescos e secos,  livres de intempéries.
O uso de corante, para se obter a cor desejada ou alterar a tonalidade, fica restrito a determinação expressa em Memorial Descritivo.
A película formada pela tinta sobre a superfície pintada, também chamada filme, tem sua espessura, total ou parcial, de cada demão, determinada pelo fabricante. Esta espessura varia de acordo com a pigmentação e  espécie de tinta. O critério de medição usado é o mícron, cuja leitura numérica é 0,001 mm (milésimo de milímetro).
Deverão ser dadas tantas demãos quantas forem necessárias até que sejam obtidas a  coloração uniforme desejada e tonalidade equivalente, partindo-se dos tons mais claros, para os tons mais escuros.
Cuidados especiais devem ser tomados da pintura de cantos externas. As arestas dos diversos materiais não retém a pintura, principalmente  quando a mesma ainda não se solidificou. Para que a proteção seja perfeita, tais pontos devem levar o  dobro de demãos de tinta. Para tanto, a pintura deve se prolongar de um lado para outro adjacente e deste para  aquele.
Deverão ser evitados escorrimentos ou respingos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura, tais como tijolos aparentes, lambris que serão lustrados e encerados, ferragens aparelhos de iluminação  e outros. Quando aconselhável deverão ser protegidos nos casos de pintura efetuados à pistola.
Os respingos que não puderem ser evitados, deverão ser removidos com emprego de solventes adequados, enquanto  a tinta estiver fresca.
Os trabalhos de pintura externa ou me local mal abrigados, não deverão ser executados em dias de chuva.
Amostragem
Antecede à pintura uma amostragem de cores, executada sobre a superfície idêntica aquela a ser pintada, inclusive com a mesma qualidade de tinta e preparação da base – primer – líquido base, massa, anticorrosivo, etc.
Se este critério não for seguido, a mostra não determinará a realidade e em comparação com o serviço executado, apresentará alterações.
Procedimento
A não ser que haja especificação em contrário, deverá ser observado o seguinte procedimento em relação à pintura dos diversos materiais nas obras:
1.     Rebocos
Antecede à pintura e preparação da base que compreende lixamento e raspagem com espátula para remoção das granas soltas, varrição com escova de pelo macio e aplicação de líquido base.
A pintura compreende o mínimo de 3(três) demãos de tinta e, quando especificado, aplica-se massa corrida em toda área, logo após a aplicação do líquido-base. Eventuais correções e repasses de massa, serão feitas entre a primeira e a segunda demãos de pintura.
2.     Madeira
As esquadrias  ou estruturas de madeira são pintadas com tinta óleo, esmalte, verniz ou látex. Antecede à pintura o lixamento de toda a superfície, aplicação de fundo fosco e correção com massa. São aplicadas no mínimo três demãos de tinta de acabamento.
A madeira deve ser sempre lixada com lixa fina, entre as demãos de tinta, razão pela qual a demão subseqüente somente é aplicada quando a interior estiver bem seca.
Quando tratar-se de envernizamento, a madeira deve ser melhor selecionada. O acabamento, antes da aplicação do verniz, deve ser esmerado; para tanto a madeira é lixada com lixas média e fina, após raspada com raspadeira de marceneiro.
Entre as demãos  de verniz também ocorrerá o lixamento com lixa bem fina, de preferência já usada.
As estruturas de madeira podem ser pintada com látex, desde que os elementos de fixação das peças (parafusos, braçadeiras, etc.) tenham recebido pintura anticorrosiva ou sejam galvanizados.

3.     Ferro
As esquadrias e estruturas metálicas podem ser pintadas a óleo, esmalte sintético, grafite, alumínio, etc.
Pôr tratar-se de material de fácil oxidação, antes da pintura de acabamento é feita a proteção anticorrosiva de toda a peça. Esta proteção á executada na oficina pelo fornecedor, e obedecendo um critério determinando de acordo com a maior ou menor agressividade ambiental.
Neste caso emprega-se uma pintura de proteção, conforme especificações à parte.
Quando  se tratar de caixilhos,  após boa e geral limpeza, aplica-se uma demão de tinta de acabamento, antes da colocação dos vidros ou acrílicos. Após sua colocação, são aplicadas as demãos restantes.
Não é necessário lixamento entre demãos de pintura.
4.     Materiais Diversos
Outros materiais, tais como concreto aparente tijolos ou blocos à vista, fibrocimento, vidro, etc., podem ser pintados quando especificado empregando-se material que melhor  se adaptar  a cada caso, sendo indispensável o uso de líquido base.
Quando se tratar de vidros, a transformação dos mesmos de incolores em fumê os pode ser  executada  por firma especializada, a qual deve empregar material de primeira qualidade, com garantia de duração mínima de cinco anos.
As pinturas sobre fibrocimento normalmente tem pouca durabilidade. Para solucionar tal problema, recomenda-se o uso de tinta Eternit,  da Eternit, fabricada sob encomenda especial para sete material e garantia ela  fábrica no que se refere a  qualidade
Tratamento de superfície com massa corrida
Massa à base de  gesso ou PVA, aplicável sobre rebocos ou madeira, com desempenadeira  de aço ou espátula, para corrigir imperfeições ou deixe as superfície completamente plana e lisa.
Seu emprego estará condicionado a especificação do Memorial Descritivo.
Após secar, quando aplicada para cobertura de  reboco, todo a superfície é lixada e repassada, tantas vezes  quantas forem necessárias, para que a cobertura seja perfeita e corrija todas as irregularidades. As irregularidades são mais facilmente percebidas após a primeira demão de tinta, quando então deve ocorrer a nova aplicação de massa.
A aplicação  sobre a  madeira é feita após a demão de fundo Este fundo aplicado dá realce à imperfeições de madeira e a massa corrida é  aplicada somente nos trechos onde houver necessidade de correções.
A massa também pode ser aplicada sobre toda a superfície de madeira, ficando entretanto  tal serviço condicionado a especificação em Memorial Descritivo de acabamentos.
Tratamento de superfícies com massa plástica
Esta massa normalmente é composta de uma substância pastosa, à base de poliéster, de cor escura (grafite) é um catalizador quando adicionado o catalisador, a massa está pronta para uso imediato e não superior a cinco minutos, pois endurece e adquire características de grande rigidez e aderência. Deve ser preparada somente a quantidade a ser usada.
Após estar completamente seca – tempo máximo de 30 minutos – pode ser lixada, limada e esmerilhada, para acompanhar o acabamento da superficie onde foi aplicada.
Esta massa tem como principal finalidade corrigir superfícies metalicas com irregularidade, ou vedar furos que, devido às condições locais, não podem ser tratados com soldas.
Seu uso estás restrito a determinações específicas ou quando a Fiscalização assim o determinar, para corrigir defeitos ocasionados pelo transporte ou manuseio de esquadrias metálicas, desde, que sua resistência mecânica  não tenha sido alterada ou sofrido grandes deformações.
Tratamento de superfícies com extrato de nogueira
Substância corante, para madeira, solúvel em água fria. É usado para tinge madeira ou alteras seu aspecto r proporcionar efeito decorativo.
Sua aplicação fica restrita a determinação em Memorial Descritivo.
Pintura de acabamento com cal
Único material de pintura preparado na obra. Para sua preparação, usa-se cal virgem, neve ou pluma. É indispensável adicionar 300 cc de óleo de linhaça para cada 18 litros de cal preparada, a fim de que a mesma não se desprenda ao ser tocada, após aplicada e seca.
Sua aplicação é feita após ser a mesma filtrada através de saco de estopa dobrado duas vezes. A cal é preparada com o mínimo de 48 horas de antecedência e em constante agitação, para evitar a decantação.
A caiação pode ser na cor natural (branca) ou em cores, sendo que para tanto é adicionado corante em pó na  cor e tonalidade desejados. Pode ser aplicada com brocha, trincha , pincel ou rolo.
É contra indicada sua aplicação como líquido-base para látex (PVA), óleo,  esmalte etc.
Aplicação
A aguada de leite de cal não deverá ser muito espessa, a fim de evitar-se a esfolicação. Para as superfícies excessivamente absorventes, será adicionada pequena quantidade de óleo de linhaça  à aguada destinada à 1ª demão de caiação.
Deverão ser aplicadas 3 demãos  no mínimo, alternadamente, em direções cruzadas.
A ultima demão de caiação nos forro deverá ser aplicada sem sentido perpendicular ao vaso de luz das janelas.
Pintura de acabamento com Têmpera ( gesso e cola )
Os serviços obedecerão as seguintes prescrições:
1.     Inicialmente deverá ser aplicada uma demão de caiação no óleo de linhaça destinada a impermeabilizar a superfície.
2.     Segunda demão em sabão de lixivia em água.
3.     A terceira demão consiste na mistura, em partes iguais do gesso e da cola, derretida à fogo, ambos diluída em leite de cal com adição de pigmento.
4.     A aplicação à brocha poderá ser batida, ou não à escova.
5.     Deverá ser observado absoluto cuidado na mistura dos pigmentos a fim de que não seja prejudicada a tonalidade escolhida.
Este tipo de pintura será executado exclusivamente noas ambientes internos.
Pintura de acabamento Epoxi
Tinta de acabamento resistente a ácidos, alcalis, abrasão e corrosão.
Pode ser aplicada como acabamento de pisos, pintura de paredes, estruturas metálicas, etc. Adere facilmente sobre as mais variadas superfícies de materiais.
Quando aplicada sobre o reboco, este deve ter boa resistência, que é obtida com adicionamento racional de cimento à argamassa de cal e areia.
Quando aplicada sobre a chapa metálica, esta deve receber antes uma demão de primer annticorrosivo, à base de zinco, zarcão ou cormato de zinco.
Aplicação
O preparo das superfícies, destinadas a receberem o acabamento Epoxi Liso Vitrificado, deverá obedecer à seguinte sistemática:
A superfície deverá ser consistente, livre de partes soltas e perfeitamente seca, em argamassa 1:3 de cimento e areia fina, peneirada em malha 16 TYLER, sem ondulações ou irregularidades e com cura mínima de 3 semanas.
A superfície deverá ser lixada e o pó resultante, eliminado. A superfície não deverá ser “queimada” com pó de cimento.
Deverá ser aplicada o rolo, uma demão de “DURON 2000” selador, que deverá secar por um período de 16 horas.
Em seguida, será aplicado, com desempenadeira, massa corrida “DURON 3000” em demãos necessárias ao perfeito alisamento da superfície.
Deverá após uma secagem de 24 horas, ser lixada e removido o pó de cada demão.
O acabamento será dado a pistola, em 2 ou mais demãos, intervaladas de 16 horas, de  “DURON 2000”, na cor e acabamento desejado. O revestimento deve atingir a espessura final mínima de 600 micra (0,6 mm).
As superfícies pintadas com este material não poderão sofrer infiltração negativa de água, motivo pelo qual deverão se perfeitamente impermeabilizadas na face oposta a da que receberá a pintura Epoxi. Não poderá  também ocorrer o surgimento de trincas ou fissuras.
Tinta à base de cimento
A pintura nas superfícies de concreto, tijolos, cimento-amianto e revestimento de argamassa, com tinta à base de cimento branco, que apresentam propriedades hidrófugas, obedecerá às instruções do respectivo fabricante e mais as seguintes:
As  superfícies depois de convenientemente limpas, serão molhadas a  fim de evitar-se excesso ou desigualdade de  absorção, devendo-se esperar que fiquem apenas úmidas, no momento da aplicação da pintura.
As superfícies de absorção normal e  uniforme serão, sem qualquer demão previa de aparelho, pintadas dom  2 demãos de tinta, no mínimo, aplicadas a brocha.
Quando as superfícies apresentarem porosidade excessiva, receberão uma demão de aparelho de tinta diluída (água e tinta na proporção de 1:1,5).
Esmalte Sintético
Tinta de acabamento para estruturas metálicas e de  madeira. Quando usada em superfícies metálicas, é aplicada sobre a base de primer; quando sobre madeira, deve ser feita correção das irregularidades com massa.
Pode ser aplicada com pincel, trincha ou revólver.  De acordo com o sistema de  aplicação a ser usado, adiciona-se solvente apropriado até atingir a viscosidade desejada para boa cobertura, desde que não prejudique sua resistência.
O esmalte deve ser de boa qualidade, para secagem e de cor firme, não se alterando entre demãos.
Seu acabamento pode ser fosco ou brilhante.

Aplicação

As tintas serão entregues na obra em sua embalagem original de fábrica e  intacta; as tonalidades, poderão ser preparadas ou não na obra.
Deve ser evitada a sedimentação dos pigmentos e componentes mais densos das tintas em latas, recomendando-se  agitá-las vigorosa e periodicamente com espátula limpa.
As tintas só poderão ser afinadas ou diluídas com solventes apropriados e de acordo com  as instruções do respectivo fabricante.
Cada demão de tinta será lixada e espanada  antes da aplicação de nova demão.
Não será  aplicada a pintura a óleo em superfície recém previstas que ainda apresentem  umidade.
Tinta A Óleo
Tinta de acabamento, aplicável sobre superfícies metálicas, madeira, rebocos, etc.
Pode ser aplicada com pincel, trincha ou rolo, convenientemente diluída de acordo com o tipo de aplicação, sem prejudicar suas características de resistência, a qual originalmente já é precária (após endurecida solta-se ao ser raspada  com a unha) .
Antecede esta pintura, uma demão de primer, apropriado para cada caso.
Face à sua baixa resistência e aderência,  recomenda-se a sua aplicação sobre as superfícies porosas, tais como madeiras e rebocos. Sua pigmentação altera-se quando em contato  direto com os raios solares, motivo pelo qual não pode haver retoques.
Aplicação
A pintura de  superfícies com tinta à base de óleo obedecerá às instruções do respectivo fabricante e mais as seguintes:
As tintas serão entregues na obra em sua  embalagem original de fabrica e intacta; as tonalidades poderão ser preparadas ou não na obra.
deve ser evitada a sedimentação dos pigmentos e  componentes mais densos das pinturas em latas, recomendando-se agita-las rigorosa e periodicamente com espátula limpa.
As tintas só poderão ser afinadas ou diluídas com solventes apropriados e de acordo com as instruções do respectivo fabricante.
Cada demão de tinta será lixada e empanada  antes da aplicação de nova demão.
Não será aplicada a pintura a  óleo em superfícies recém revestidas que ainda apresentem umidade.
Vernizes
Material de acabamento , transparente , não podendo ser aplicado sobre primer. Usado na sua viscosidade original.
Pode ser  transparente e incolor, dá realce às características naturais do material  pintado. Como conseqüências, os materiais a serem envernizados devem sofrer melhor seleção e receber acabamento mais esmerado.
Pode ser aplicado com trincha, pincel ou pistola.
Os  orifícios provenientes da aplicação de pregos, [parafusos, etc., deverão ser obturados antes do envernizamento com massa  preparada (verniz, gesso, um pouco de óleo de linhaça e corante para alcançar  a cor natural da madeira).
Esquadrias externas de madeira, bem como peças de madeira exposta ao tempo aplicadas em composições de fachadas (testeiras, face inferior de beirais, pergulados, painéis, etc.) poderão, quando determinado pelo projeto, ser envernizadas desde que se aplique verniz  plástico a base de poliuretano, comumente chamado de verniz de barco.
Tinta a base de Látex ( PVA )
Trata-se, de tinta pronta para uso,  fabricada à base de acetato de ponivinila (PVA), solúvel em água.
É  aplicável sobre rebocos, madeiras, concreto, tijolos ou blocos à vista e cimento amianto. Outras superfícies, tais como cerâmica, pastilhas, litocerâmica etc., aceitam pintura látex, entretanto a  aderência se  dará  por tempo limitado. (aproximadamente 12 meses).
O tempo de secagem para  este tipo  de tinta é relativamente curto  mais ou  menos duas  horas – podendo ocorrer aceleração ou  retardamento, conforme as condições de ventilação do ambiente.
Aceita retoques com grande facilidade, sem  deixar defeitos, mesmo  depois de  algumas  semanas da sua aplicação, desde que se use a  tinta produzida na mesma época.
Podem ser  usadas  bisnagas  de corantes para se obter  a  cor  ou tonalidade desejadas.

Aplicação
As tintas a  base de látex são aplicadas em 2 demãos de acabamento, no  mínimo. Em caso  de limpeza,  recomenda-se  o uso de pano úmido e sabão neutro, sendo vedado  o emprego de qualquer tipo de detergente ou abrasivo. Deve-se,  ainda,  observar o seguinte:
As trintas vem prontas para o  uso, bastando agitá-las antes das aplicação.
As paredes novas  em  geral não  exigem qualquer preparação prévia, sendo a  aplicação direta; entretanto, poderá ser aplicado, previamente, líquido impermeabilizantes ou selador, caso as características de reboco assim o, exigirem (reboco áspero e poroso)
Tinta à  base de  Alumínio
Tinta na cor e pigmento  de alumínio, pronta para uso,  aplicada como acabamento sobre primer anticorrosivo  em estruturas ou caixilhos metálica. Possui boa resistência e pode ser  usada tanto em interiores como em exteriores.
Antes  e durante sua aplicação é necessário ser bem agitada visto há rápida separação entre pigmento e solvente.
Após secagem adquire  ligeira alteração na tonalidade, não devendo alterar—se quando exposta às intempéries e  após secar.
Não podem ser aplicadas demãos  espessas visto que escorre com facilidade.
Tinta à base de Grafite
Tinta na mesma cor – grafite – aplicável como acabamento sobre superfície metálicas, com base anticorrosiva.
Passa de brilhante quando aplicada, para fosca após secagem.
Pode ser usada para pintura de paredes de granito natural irregular, madeira, rebocos, telhas de barro, etc. Adere com facilidade sobre  as mais variadas superfícies e secagem aproximadamente  três horas.

Aplicação
Todas a peças  de serralheira serão entregues na obra de preferência  sem nenhuma pintura  prévia; essas peças serão cuidadosamente limpas com escova de aço, eliminando—se toda ferrugem ou sujeira existente, e depois  com lixa de esmeril molhada  com  querosene.
Tintas anticorrosivas
As pinturas  anticorrosivas são sempre empregadas como preservativos indispensáveis nas estruturas ou esquadrias  metálicas, independentemente do teor de agressividade do local onde foram instalados.
Sua aplicação, quando em ferragens novas, é feita após limpeza perfeita de lixas, ou outro processo mais adequado em função das condições do material, porem removendo toda a  casca de laminação, gorduras, óleos, graxas  ou oxidação  em formação.
A preservação anticorrosiva  é executada tão logo as partes das peças unidas com solda tenham sido concluídas. Se forem fixadas com rebites, a  aplicação do anticorrosivo será feita antes das rebitagem, nos furos e rebites, principalmente nas faces em contato, inclusive  as não visíveis.
Quando se tratar de peças fixadas ou unidas por parafusos, estas são protegidas quando  a montagem provisória na oficina e após montagem local.
Todas as construções metálicas são entregues na obra com uma demão geral de tinta anticorrosiva. Após instalações  são repassadas, e se for o casa, totalmente repintadas, para corrigir os danos provocados pelo transporte e manuseio das peças.
As tintas anticorrosivas, em linhas gerais, devem ser à base de pó-de-zinco, epoxi.-betume, zarcão, etc.
Como medida preventiva, principalmente quando a agressividade ambiental for violenta, os tipos convencionais de anticorrosivos devem ser postos  de lado e usado um estabilizador  e neutralizador  de ferrugem, da linha corroless, aplicado conforme instruções  do fabricante, mesmo que  a oxidação ainda não esteja iniciada.
Em se tratando de estruturas metálicas, cuja  oxidação já vem ocorrendo quer esteja instalada ou por instalar, usa—se o Corrolless I e II, aplicado sobre a ferrugem, após remover somente as cascas soltas com escova de aço manual ou rotativa.
Quando for prevista a  fácil corrosão, a pintura de acabamento também deve ser  resistente, devendo neste caso a tinta de  acabamento ser composta de borracha clorada, poliuretano ou Epoxi.
Critérios de Medição
1. Alvenarias
Interna, externa, pedras irregulares, etc., deduzindo-se vãos maiores do que 2 m2, inclusive – m2.
2.     Portas
Medida da folha x 3 – m2
3.     Caixilhos de Ferro
Medida dos Caixilhos x 2 – m2
4. Estruturas Planas/Ferro ou Madeira
Área de projeção da cobertura – m2
5. Estruturas em Aço ou  Inclinadas/Ferro ou Madeira
Área de projeção da cobertura – m2
6. Caixilhos com Venezianas
Medida do vão x 3 – m2
Nota: Estão compreendidos limpeza para remoção de material aderido, lixamento e demão de primer anticorrosivo, fundo fosco  ou líquido base.
A aplicação de impermeabilizante é tarefa complementar e não considerada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Forros diversificados para cada necessidade e ambiente

Os forros e os revestimentos são partes importantes na estrutura e na decoração do imóvel, porque auxiliam bastante nas instalações elétricas, luminotécnicas, térmicas e acústicas. O forro pode ser instalado sob qualquer cobertura, das formas mais diferentes possíveis. Algumas vezes ele recebe o papel de protagonista, como quando é recortado por sancas de luz. “Mas deve ser usado respeitando a individualidade e a intenção que cada um exige. Para isso, existem diversas opções de modelos e preços”, ressalta a engenheira e especialista em decoração, Izabel Souki.

Atualmente, os forros de gesso estão entre os mais encontrados em obras no Brasil. Ele é bastante prático e rápido de fazer, além de existirem muitas empresas e autônomos especializados no assunto. O sistema consiste de uma superfície de gesso presa por arames à cobertura ou a uma estrutura intermediária de forma que, por baixo, o usuário veja apenas um plano liso. Izabel explica que o forro de gesso está basicamente dividido em duas grandes opções: o forro em placas (pequenas), que é mais barato, e o forro de drywall (grandes placas), que tem mais facilidade para trabalhar curvas e detalhes, inclusive pode ser usado na parede.

O perfeito alinhamento entre as placas também demanda um ótimo instalador. Uma vez instalado, o forro de gesso pode ser facilmente furado para instalação de luminárias, além de poder receber qualquer tipo de pintura e detalhes.

Existem, ainda, os clássicos forros de madeira prontos, que muitos conhecem por lambri (na verdade lambri é um tipo de revestimento para as paredes) e que são de instalação simples: as ripas vêm com um encaixe do tipo macho e fêmea e devem ser pregados ou parafusados a distâncias regulares, numa estrutura de madeira auxiliar, ou diretamente na laje. Vários tipos de madeira e acabamentos para esse tipo de forro são encontrados no mercado, e é possível, também, realizar variações com vernizes e tintas. Entretanto, há forros de madeira projetados sob medida que são impossíveis de serem alterados.

Outra alternativa são os forros metálicos, mais raros de encontrar no Brasil. Há tipos bastante diferentes, mas, no geral, podem ser divididos em dois grandes grupos: os lisos e os compostos. Os forros metálicos lisos são constituídos por finas chapas metálicas, usualmente perfuradas ou também podem ser estampadas com alto ou baixo relevo, como se encontrava em uma espécie de forro metálico muito comum nos anos 60 em bares e padarias. Já os forros compostos são como elementos vazados colocados na horizontal. “Temos diversos tipos disponíveis, mas provavelmente, o mais comum é o do tipo colméia: um quadriculado com cerca de 10 centímetros de altura. Este forro foi bastante popular nos anos 80 e era encontrado na maioria dos grandes shoppings dessa época”, detalha Izabel.

Já os forros modulares são muito comuns em escritórios e ambientes corporativos. São chamados de forros modulares ou removíveis porque são formados por um conjunto de estrutura metálica (que, em geral, fica semi-aparente), e dos fechamentos, que são placas de tamanhos variáveis apenas apoiadas sobre essas estruturas metálicas. Assim, caso seja necessário ter acesso à rede elétrica, sprinklers, detectores de fumaça, alarmes ou outras instalações, isso ocorre de forma muito rápida e prática. A troca de elementos também é bastante simples.

Os forros de PVC chegaram ao mercado a partir da década de 90 e são bastante comuns atualmente. Trata-se basicamente de lâminas de PVC com uma pequena estrutura interna e que encaixam entre si. Essas lâminas possuem diferentes larguras, conforme os padrões de cada fabricante, e são afixadas de acordo com cada sistema. Quase todos os forros de postos de gasolina contemporâneos, por exemplo, são de PVC. O material é leve e tem preço muito competitivo. Izabel alerta: “Não é indicado para pintura, mas é passível de limpeza, o que é muito interessante dependendo da aplicação. Um lado negativo é a questão dos acabamentos, que apresentam uma linha mais ou menos restrita”.

A engenheira aponta que, além dos mais tradicionais citados acima, outros produtos podem ser usados como forros, por exemplo, tecidos, bambu e palha. “Pesquisar é a melhor alternativa antes de executar o seu forro. Verifique como ele irá se ancorar na cobertura e quais as possibilidades de harmonia com os outros elementos de sua construção. E, se possível, sempre procure um especialista para orientar sobre a opção ideal”, finaliza Izabel.

Fonte:
www.obra24horas.com.br/materias/decoracao-de-interiores/forros-diversificados-para-cada-necessidade-e-ambiente

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a calcular o consumo de chapas, pontaletes e sarrafos para fazer fôrmas de madeira

Madeira para fôrmas



Reportagem: Daniele Rissi





A fôrma é o elemento que molda a geometria das peças estruturais - vigas, lajes, pilares e outras. Essa etapa tem muita influência nos custos da obra. Pode ocorrer muito desperdício de madeira e também, se a estrutura não ficar aprumada e nivelada, vai ser preciso mais argamassa para "consertar" a estrutura torta ou muito irregular.
Como há diversos tipos e formatos de pilares e vigas de concreto, com alturas diferentes, não há uma regra básica para calcular a quantidade de madeira. As fôrmas precisam ser projetadas e construídas para suportar o peso do concreto até ele endurecer. Nas grandes obras, as fôrmas são projetadas por um consultor especializado, que vai ajudar a reduzir desperdício com cortes errados e vai calcular quantas vezes a fôrma pode ser usada, entre outras coisas. Nós vamos ver a seguir a quantidade de madeira necessária para fazer um pilar, uma viga e uma laje.




RECOMENDAÇÕES
» Veja se as chapas e outras madeiras não apresentam defeitos nem estão podres
» Verifique se a carpintaria tem todas as ferramentas para executar o trabalho
» Confira os projetos de instalações de água, esgoto, elétrica, telefone etc.
» Estude o projeto de fôrmas
» Confira se existem frestas nas fôrmas que podem deixar o concreto vazar
» Verifique o peso próprio dos operários e equipamentos
» Tenha cuidado para não danificar as fôrmas ao vibrar o concreto para preencher as fôrmas

Veja o exemplo de cálculo proposto pelo projetista:

No final, serão necessários:
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)

Apoio técnico: engenheiro Nilton Nazar, da Hold Engenharia; engenheiro Carlos Grazina, da Cyrela Construtora e engenheiro Paulo Assahi, da Assahi Engenharia.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dicas para armazenar dez tipos de insumos


Daniel Beneventi

1 AREIA E BRITA
Local: em baias planas, cercadas próximas ao portão de materiais. Caso o local seja descoberto, devem ficar sob cobertura de zinco ou lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: evitar contato direto com o terreno, que deve de preferência ser pavimentado e apresentar contenções laterais para evitar escoamento devido à chuva.
Espaço: para 10 m³ de areia ou brita, com altura de 80 cm, o espaço deve ser de cerca de 12,5 m².

2 CIMENTO E CAL
Local: ambiente fechado e isento  de umidade.
Prazo: por no máximo 30 dias.
Orientações: sobre estrados de madeira com os sacos isolados do piso e afastados 30 cm das paredes, em pilhas com no máximo dez sacos, no caso do cimento, e 15 sacos, no caso da cal. Forrar para evitar a umidade do solo.
Espaço: para 200 sacos de cimento de  50 kg cada, o espaço mínimo deve ser de 9 m². Para 200 sacos de cal de 20 kg cada, o espaço mínimo é de 5 m².

3 MADEIRA PARA FÔRMAS
Local: chapas de compensados podem ser armazenadas em local aberto, sempre cobertas com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: armazenar sobre pontaletes e não deixar em contato com o solo. Seguir as orientações do fabricante quanto ao número máximo de chapas a serem empilhadas. Geralmente, as pilhas devem ter 0,5 m de altura. Podem ser empilhadas seguindo normas de tabicamento (colocação de ripas transversais para que o ar possa circular livremente entre as peças).
Espaço: cerca de 5 m² para até 30 chapas.
Daniel Beneventi

4 TELHAS CERÂMICAS
Local: podem ser colocadas em local aberto e arejado, porém coberto. Caso contrário, deve-se cobri-las com lona plástica, preservando da ação das intempéries.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser acondicionadas verticalmente, em até três fiadas sobrepostas, sobre camada de areia, em local plano, evitando contato com terra ou barro. A parte superior das telhas, onde fica o pré-furo, deve ficar voltada para baixo. Evitar mudanças constantes de local, transportando-as em definitivo para montagem do telhado.
Espaço: cerca de 6 m².

5 LOUÇAS SANITÁRIAS
Local: devem ser acondicionadas em lugar coberto, nos pavimentos onde serão instaladas, evitando contato
com material agressivo ou abrasivo.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser mantidas nas embalagens originais. O ideal é empilhar conforme instruções do fabricante. Todas as partes devem estar protegidas com papel ou plástico para evitar contato com os apoios. Quando não for possível, posicionar ripas de madeira entre as peças para evitar riscos e contato direto entre as superfícies.
Espaço: cerca de 20 m².

6 TIJOLOS E BLOCOS
Local: podem ser armazenados a céu aberto, em terreno nivelado, desde que cobertos com lona plástica.
Prazo: sem restrições.
Orientações: para mil unidades, recomenda-se espaço de 8 m2. A partir de 1,2 m até 1,4 m de altura, a pilha deve ser escalonada ao centro com inclinação aproximada de 10%. Podem ser empilhados segundo o princípio de amarração, ou seja, dispostos em fiadas, com variação no sentido dos blocos, de forma que a pilha tenha mais estabilidade. É recomendável executar contrapiso na área de estocagem.
Espaço: a área reservada deverá ser suficiente para armazenar múltiplos de uma carga de caminhão, que será determinada pelo tipo de bloco e veículo do fornecedor. O planejamento de entregas deve ser feito em função da execução da obra, de forma a reduzir ao máximo o estoque.
Daniel Beneventi

7 VERGALHÕES
Local:
lugar seco e protegido de intempéries. Podem ser armazenados em prateleiras, cavaletes ou empilhados no piso. O aço deve ficar em pilhas organizadas conforme a bitola. Para a separação das pilhas de aço devem ser utilizadas estacas de madeira em vez de perfis metálicos.
Prazo: não devem ficar expostos a céu aberto por mais de 90 dias.
Orientações: separados por bitola, pois a identificação visual é difícil e apenas o CA-50 possui o diâmetro nominal gravado. Podem ser armazenados em locais abertos, de preferência cobertos com lona plástica. Evitar estocar sobre lajes recém-concretadas para não causar sobrecarga.
Espaço: área de cerca 3 m x 15 m. Em geral, o comprimento mínimo deve ser de 15 m, com largura mínima que permita armazenar o aço conforme a bitola.

8 ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO
Local:
devem ser estocadas em locais fechados, com baixa umidade e isentos  de pó ou poeira, sem contato com materiais abrasivos.
Prazo: sem restrições.
Orientações: devem ser guardadas na própria embalagem em posição horizontal. Evitar respingos de argamassa.
Espaço: cerca de 20 m².

9 TUBOS E CONEXÕES DE PVC
Local:
em locais fechados, tais como almoxarifados, organizados por bitolas, ou, pelo menos, cobertos, livres da ação direta do sol.
Prazo: sem restrições.
Orientações: os tubos devem ser escorados lateralmente e as pilhas não podem ultrapassar 1,8 m de altura. Também podem ser acomodados em ganchos fixados nas paredes. Criar prateleiras para organização do estoque de acordo com as dimensões.
Espaço: a estocagem de tubos de PVC deve prever que uma das dimensões da instalação tenha, no mínimo, 6 m de comprimento. A área deve ser de cerca de 2 m x 7 m.
Daniel Beneventi
10 TINTAS

Local: almoxarifado, depósito ou sala de armazenamento bem ventilada, com paredes, pisos e tetos de material não combustível. A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis, com exceção das produzidas à base de água.
Prazo: observar prazo de validade impresso na embalagem.
Orientações: em prateleiras que devem ser firmes e resistentes para suportar o peso das latas. A temperatura do ar no ambiente não deverá exceder a 40ºC. Podem ser empilhados dez galões ou cinco baldes de 18 l. Ao guardar, prever a possibilidade de tirar as latas mais antigas primeiro.
Espaço: o espaço mínimo disponível é de 2 m2.

Consequências do armazenamento inadequado
Areia e brita: sem pavimentação pode haver contaminação do estoque pelo solo.
Cimento e cal: endurecem e estragam ao ficar em contato com umidade.
Esquadrias de alumínio: problemas com riscos e avarias dimensionais.
Louças sanitárias: quebra, riscos e avarias.
Madeira para fôrmas: deformação, empenamento e deterioração devido à umidade.
Tijolos e blocos: variações dimensionais dos blocos, quebras e perdas de material, além de questões de ergonomia e segurança, que podem afetar os operários. Por isso, as pilhas devem ter no máximo 1,4 m de altura.
Tintas: comprometimento da qualidade das tintas e perigo de incêndio.
Telhas cerâmicas: dilatações higrotérmicas e quebras.
Tubos e conexões de PVC: deterioração pela luz solar, além de perdas por danos e quebras.
Vergalhões: se ficarem em contato com o solo e expostos às intempéries podem sofrer corrosão.


CG feita por Daniel Beneventi