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domingo, 24 de maio de 2015

Bactéria Severino: sua obra precisa de um micro-organismo desses

Os fãs de histórias em quadrinhos provavelmente conhecem bem o mutante Wolverine, o canadense mal-encarado que faz parte dos X-Men. Logan, o nome verdadeiro do herói, tem o poder de se regenerar rapidamente de feridas.
Agora, imaginem se sua casa tivesse esse recurso. Quando aparecesse uma rachadura, ela começasse a se recuperar sozinha, sem a necessidade de chamar o mestre de obras. Bem, talvez isso seja possível.

O concreto Wolverine

Há três anos, um grupo de pesquisadores holandeses, liderados pelo cientista Henk Jonkers, da Delft University of Technology, desenvolveram um concreto biológico que teria esse “fator de cura” igual ao do X-Men (sim, ele continua sendo concreto, e não, não tem adamantium em sua constituição). 
Os pesquisadores, então, aplicaram o material em uma construção de verdade — uma cabana de salva-vidas localizada às margens de um lago. Agora, três anos depois da invenção, eles estão bem felizes em afirmar, após várias análises, que a invenção funcionou muito bem. 
Na verdade, o bioconcreto (como é chamada a invenção) é misturado ao concreto comum, porém, com um ingrediente extra: a Bacillus subtilis — uma bactéria que produz calcário e entra em ação quando em contato com a água. É ela que dá esse toque “mágico” para o material.
Contudo, para produzir o calcário, ela precisa se alimentar. Os cientistas adicionaram açúcar à mistura, mas isso fez o concreto ficar mole e fraco. Jonkers teve a ideia de usar lactato de cálcio, colocando-o ao lado das bactérias dentro de cápsulas feitas com plástico biodegradável que eram misturadas no concreto ainda molhado.

Em testes de laboratório, a bactéria já havia sido capaz de consertar rachaduras de 0,5 milímetro de largura. Pode parecer pouco, mas já garante um aumento gigantesco na vida útil do concreto.
Quando as rachaduras começam a se formar, a água entra pelas infiltrações e abre as cápsulas onde se encontram as bactérias. Então, as danadas germinam e se alimentam do lactato que os cientistas misturam no material. Ao fazer isso, elas combinam o cálcio com íons de carbonato para formar o calcário que preenche as rachaduras. Fácil, não? 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pisos drenantes: ecologicamente corretos

Escrito por Larissa Gould



Os pisos drenantes estão cada vez mais populares entre os arquitetos, eles evitam a formação de poças e drenam a água para o solo.

Pisos para áreas externas que evitam enchentes

pisos para piscinas


Piso drenante, atérmico da Hardscape

Ideais para áreas externas, principalmente beiras de piscinas, calçadas e outros espaços que ficam constantemente sujeitos a serem molhados, os revestimentos drenantes são uma solução tecnológica e sustentável para evitar acidentes e deixar os projetos esteticamente belos.
Além de deixar o ambiente mais bonito e confortável, esses revestimentos têm a função sustentável de ajudar e escoar a água para o solo.
Eles são indicados para projetos que exijam área externa com permeabilidade, podendo ser utilizado para garagens, composição de jardins, parques e até calçadas públicas.
É uma solução ecológica, pois a água escoa entre o revestimento que é poroso de forma natural, mantendo o piso seco e sem poças
É o que explica a arquiteta Barbara Oriani, ela também argumenta que esses modelos são a melhor opção para aproveitamento de áreas que necessitem de permeabilidade.

Pisos que deixam a água retornar ao solo

Os pisos drenantes absorvem a água e reduzem o risco de enchentes, pois escoam quase completamente a água (alguns modelos ultrapassam os 95% de drenagem) com muita rapidez, impedindo o acumulo do liquido.
Por não deixar poças – e também por sua qualidade antiderrapante – também aumenta a segurança das calçadas ou dos em tornos de piscinas, pois evita acidentes como quedas e escorregões.
Para os passeios públicos, a arquiteta orienta “Uma porcentagem efetiva de drenagem ideal para calçadas é de permeabilidade de 95%, reduzindo muito o empoçamento de água e enchentes”.
pisos permeáveis
A arquiteta Ana Ono usou o revestimento da Castelatto Ekko, castanho, para compor esse ambiente.
É, também, uma opção sustentável, pois, assim como em ambientes naturais, como jardins ou praias, a água é devolvida ao solo, ou seja, aos lençóis freáticos.
“Esses revestimentos possuem capacidade de vazão de água que varia de 82 a quase 100%, permitindo a drenagem das águas pluvias para o subsolo”, completos Barbara.
Por suas características sustentáveis e de proteção urbanística, esses pisos são indicados, inclusive, pelos órgãos públicos para a construção de áreas externas, já que se enquadram nas leis de áreas de permeabilidade impostas.
Com isso, conciliam-se as exigências de permeabilidade dos terrenos mantendo sua área útil.

Pisos intertravados ou drenantes ?

Eles podem ser do tipo intertravados, pisograma ou drenantes, feitos com diferentes tipos de materiais, tais como resinas, pedras ou cimetícios.
Todos eles têm a mesma função permeável, o que varia é a porcentagem de drenagem dos mesmos.
pisos intertravados
Os pisos intertravados e os drenantes tem a mesma função.
A diferença é: os intertravados são de concreto pré – fabricado, tem grande resistência ao trafego pesado, substituindo os antigos paralelepípedos.
Já a permeabilidade dos drenantes é melhor, pois, o material é poroso para a devida absorção.
No entanto, os intertravados podem ser projetados para esta finalidade, formando espaços entre os blocos e colocados até junto com grama, dando a mesma função e beleza dos pisos drenantes.

Esclarece a profissional.
piso drenante
Ambiente, projetado pelos arquitetos Eduardo Mera e Beatriz Mera, para a Casa Cor São Paulo de 2012. Piso Ekko Plus da Castelatto, nas cores rosso e cinza.
Os pisos drenantes não esquentam
Assim como pedras e areia natural, alguns revestimentos drenantes também funcionam como filtros, ao devolverem a água ao solo, portanto, melhoram sua qualidade.
Outra vantagem é o conforto térmico, pois esses revestimentos reduzem a absorção do calor.
“Possui um bom isolamento térmico, pois retém menos o calor, deixando o ambiente mais fresco, totalmente ao contrário do asfalto, por exemplo.” Completa Barbara.

É preciso saber instalar o piso drenante!

Não faltam cores ou modelos para todos os tipos de projetos.
Mas, atenção!
Para garantir a permeabilidade dessas peças, seu assentamento não é feito de maneira convencional – com argamassa e sobre contra-piso – já que nesse processo a característica drenante do piso é anulada.



“A permeabilidade desses pisos está ligada a sua correta instalação.”
“Só a correta instalação garante a durabilidade do seu revestimento e sua efetividade como o correto escoamento da água” enfatiza a arquiteta.

Etapas do assentamento do piso drenante

A instalação do revestimento drenante consiste no correto assentamento do piso.
  • A contenção lateral deve ser realizada com antecedência possibilitando o travamento do piso assentado.
  • &nbps;
  • O solo deve ser preparado com uma enxada, preparado com os caimentos necessários para o perfeito escoamento.

  • Feito todo o processo corretamente, após a colocação e compactação do produto a liberação para o transito de pessoas e veículos é imediata.

Com esses pisos, os projetos podem unir sustentabilidade, urbanismo e praticidade, já que possibilitam a drenagem de água para o solo, evitam enchentes e possuem fácil manutenção (comparado a outros revestimentos para área externa).

Manutenção e limpeza dos pisos permeáveis

Só é necessário tomar os devidos cuidados na hora da limpeza, como por exemplo, não utilizar ácidos ou produtos de limpeza que sejam de base ácida.
Para limpar a sujeira acumulada na superfície do material, a melhor alternativa é utilizar lavadoras de alta pressão para a manutenção de sua função drenante.
É a dica da profissional.
pisos permeaveis
Projeto da arquiteta Silvia Lapenta que utilizou o revestimento Ekko, na cor castanho, da Castelatto.

Outros materiais naturais, como grama ou seixos, também permitem a drenagem, mas, muitas vezes, são de difícil manutenção e limpeza.
A arquiteta ainda dá uma dica final para a utilização desses revestimentos nos projetos:
“Sua função indicada para áreas externas não impede sua utilização em um jardim de inverno de uma residência – que tenha algum contato externo – para fazer alguma composição de paisagismo ou algum tipo de paginação diferente”.
Mas, adverte “É um revestimento bem rústico, por ser de material poroso ele acaba dando melhores acabamentos em áreas externas”.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Casas Trogloditas

Les Roches de Tayac é uma cidade bonita, no município de Dordogne, no sudoeste da França, que, a primeira vista parece ser esmagada sob o penhasco. A cidade está repleta de inúmeras grutas, cavernas e habitações trogloditas, cuja história remonta a mais de 28000 anos. 
As cavernas pré-históricas ao redor de Les Roches contém alguns dos achados arqueológicos mais significativos do paleolítico superior (de cerca de 40000 a 10000 anos atrás) e paleolítico médio (200000 a 40000 anos atrás), períodos que incluem, além de esqueletos, ferramentas, pingentes e joias e desenhos de paredes extensos. A área é visitada por milhares de turistas a cada ano.

Há dezenas de cavernas e grutas em Les Roches, incluindo numerosas fortalezas medievais construídas nas rochas, uma igreja fortificada e muitos museus. Les Roches contém cerca de 150 sítios pré-históricos que datam do Paleolítico e cerca de 25 cavernas decoradas, que foram designadas coletivamente um patrimônio mundial pela UNESCO em 1979.


Fonte: http://www.acvariedades.com.br/2014/06/casas-trogloditas-e-as-cavernas-de-les.html#.VUIzcvnF8UN

sexta-feira, 30 de maio de 2014

AutoCAD

Aqui está uma matéria muito completa sobre programas asados em Engenharia, Arquitetura e Design.

Por  Wendley Souza.

AutoCAD é um software do tipo CAD — computer aided design ou projeto assistido por computador — criado e comercializado pela Autodesk, Inc. desde 1982. É utilizado principalmente para a elaboração de peças de desenho técnico em duas dimensões (2D) e para criação de modelos tridimensionais (3D). Além dos desenhos técnicos, o software vem disponibilizando, em suas versões mais recentes, vários recursos para visualização em diversos formatos. É amplamente utilizado em arquitetura, design de interiores, engenharia mecânica e em vários outros ramos da indústria.

Alguns conceitos básicos 

CAD - A sigla CAD vem do inglês "Computer Aidded Design" que significa Desenho Assistido por Computador. Na verdade são programas (softwares) para computador específicos para geração de desenhos e projetos.

CAE – “Computer Aidded Enginner” – é uma etapa que realiza em “protótipos”, exercer em desenhos virtuais as cargas e esforços cuja tal peça vai sofrer em seu trabalho ou sua utilização.

CAM - A sigla CAM também vem do inglês "Computer Aidded Manufacturing" que significa Fabricação Assistida por Computador. Esse é um passo posterior ao CAD, (na Mecânica) se caracteriza pela geração de códigos específicos interpretáveis por máquinas operatrizes utilizadas na fabricação de peças.

GIS – (Geografic Information Sistem) Sistema de geoprocessamento – Sistema para processar e gerar imagens cartográficas, mapeamento e elaboração de bases cartográficas e bancos de dados.

AutoCAD - O AutoCAD é um programa (software), que se enquadra no conceito de tecnologia CAD e é utilizado mundialmente para a criação de projetos em computador. Na verdade, AutoCAD é o nome de um produto, assim como Windows, Office (Word, Excel,...), etc. Existem outros softwares de CAD como MicroStation, VectorWorks, IntelligentCad; para modelamento tridimensional e paramétricos como Catia, Pro Engineer, Solid Works, Solid Edges, etc.

Autodesk - Autodesk é o nome da empresa que desenvolve e comercializa o AutoCAD.

Tela de abertura 

Nesta tela nos é solicitado intervir de modo a escolher o sistema de medidas a ser trabalhado no AutoCAD. No Brasil, é bastante comum o uso do sistema métrico.
Clique aqui para exapandir a figura!
Figura 1 – tela de abertura do AutoCAD 2000
A tela gráfica 

Após escolhermos o sistema de medidas, o AutoCAD conclui o processo de inicialização e fica disponível para as entradas de comandos via teclado ou desenhos por meio do teclado. Antes de prosseguirmos aos comandos iniciais, é interessante observarmos que após a digitação de um comando, é imprescindível que a tecla seja pressionada, para efetivação.

2. Comandos iniciais

Line
Acesso por menu: Draw > Line
Via teclado: Line ou, no modo abreviado, L

Dado o comando, independente do modo, aparece no área de comandos “Specify first point” (em Inglês, “Especifique primeiro ponto”). Este ponto pode ser definido de várias formas: podemos simplesmente clicar com o botão esquerdo do mouse na área gráfica, ou ainda, digitar a coordenada referente ao ponto exato onde queremos iniciar a linha. Após especificarmos o primeiro ponto, é solicitado o próximo ponto (“Specify next point”), que pode ser definido igualmente ao primeiro. E assim o programa continua solicitando o próximo ponto, até que pressionemos a tecla para finalizar a operação.

Uma utilidade muito importante é o ORTO, que serve para desenharmos com ângulos de 90° e seus derivados. A tecla F8 faz ativar / desativar o ORTO.

Caso eu queira selecionar um objeto, podemos pulsar um clique diretamente sobre ele, ou ainda usar as opções de quadro de seleção. Quando eu seleciono, da esquerda para a direita, a área de seleção tem que passar por todo o objeto para selecioná-lo efetivamente, ao passo que fazendo o processo da direita para a esquerda, basta que a área de seleção “toque” em alguma parte do objeto para que o todo seja selecionado. Caso queira cancelar algum comando, não importante quantos passos tenham sido processados, basta pressionar a tecla .


Circle
Acesso por menu: Draw > Circle
Via teclado: Circle ou, no modo abreviado, C

Inicialmente acionado o comando, pede-se um ponto que é o centro do circulo, que pode ser aleatório ou um centro determinado. Agora é somente digitar o valor do raio do nosso circulo.

Opções de circle:
3P – Desenha círculo através de 3 pontos
2P – Desenha círculo através de 2 pontos
TTR – Desenha círculo tangente a dois objetos selecionados e a especificação do raio.


Offset
Acesso por menu: Modify > Offset
Via teclado: Offset ou, no modo abreviado, O

Uma tradução livre para este comando seria “equidistância”, ou seja, permite que eu faça um objeto similar a um outro, especificando apenas a distância de um ao outro. Uma vez escolhido a ferramenta, nos é solicitado para digitarmos a distância desejada; em seguida, especificamos o objeto que queremos uma cópia equidistante. Finalmente, nos é solicitado que cliquemos em qual lado do objeto (ou interna ou externamente, no caso de objetos fechados) para que possa ser criada a cópia.

Com estes três comandos já podemos criar vários desenhos, desta forma, tentemos criar o simples desenho abaixo:

Figura 2 – figura a ser reproduzida
A fim de facilitar, por exemplo, a construção de uma linha que cruze exatamente o centro, é interessante fazermos uso da ‘paleta’ “Object snap” (clique com botão direito em qualquer espaço da barra de ferramentas, e selecione “Object snap”):

Figura 3 – barra object snap
Esta paleta nos permite desenhar com referências. Devemos explorá-la para que saibamos utilizá-la com destreza.

Extend
Acesso por menu: Modify > Extend
Via teclado: Extend ou, no modo abreviado, Ex

Em poucas palavras, podemos dizer que este comando permite extender uma linha até o encontro de um objeto por nós especificado.

Rectangle
Acesso por menu: Draw > Rectangle
Via teclado: Rectangle ou, no modo abreviado, Rec

Inicialmente o comando pede um ponto, que pode ser aleatório ou um ponto determinado. A partir desse ponto podemos gerar um retângulo por uma diagonal imaginária, onde podemos clicar um ponto para gerar um retângulo aleatório ou inserir uma coordenada.

Opções de Rectangle:
CHAMFER – Opção de chanfrar todos os cantos do retângulo com medidas definidas
ELEVATION – Opção de criação de retângulo elevado a uma medida ao plano 0(zero) 3D
FILLET – Opção de arredondar todos os cantos definindo um raio
THIKENESS – Opção especifica uma “extrusão” do retângulo em 3D
WIDTH – Opção de definir espessuras de linhas de seu retângulo

Arc
Acesso por menu: Draw > Arc
Via teclado: Arc ou, no modo abreviado, A

Resumidamente, este comando permite desenhar arcos, a partir de 3 pontos ou do centro.

Figura 4 - arco Hatch
Acesso por menu: Draw > Hatch
Via teclado: Hatch ou, no modo abreviado, H

Permite criar hachuras (sombreados) nas figuras. No modo “user defined” posso especificar o tipo de hachura, o ângulo de sua inclinação e o espaçamento entre as linhas de hachuras.

Figura 5 - hatch
A “fluência” em todo processo de aprendizagem é adquirida com a prática, portanto, pratiquemos:




quarta-feira, 19 de março de 2014

INVESTIMENTOS EM QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E NO VAREJO SÃO DESTAQUES DA ABERTURA DA FEICON BATIMAT 2014

18 mar 2014
Segundo Ministro Mauro Borges,indústria da construção representa 50% do crédito existente no país. Feira da construção civil chega a 20ª edição com 457 novos expositores.

São Paulo, março de 2014 – Investimentos robustos por parte do Estado de São Paulo e foco do governo federal em capacitação de mão de obra foram duas tônicas importantes na abertura da Feicon Batimat – 20º Salão Internacional da Construção, que acontece de 18 a 22 de março, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Os investimentos do Estado de São Paulo, focados em parcerias público-privadas foram um dos principais temas do secretário estadual da Habitação, Silvio Torres. “Até 2014, a gestão atual investiu R$ 80 bilhões em obras de transporte público, saneamento, hospitais e habitação”. Entre os destaques apresentados pelo secretário, a construção 20.200 casas na região central de São Paulo e outras 1.700 na antiga comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, louvou a agenda positiva do setor. “A construção civil é 50% do crédito existente no país. Ou seja, R$ 110 bilhões entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014, o que só pode representar uma indústria que vai bem. O meu desafio agora é melhorar a qualificação de mão de obra. Por isso, vamos levar o Pronatec do Brasil Maior para a construção civil, customizando essa qualificação para o setor. O MEC já disponibilizou 500 mil vagas com esse intuito.”

Tais proporções corroboram os números da Feicon Batimat apresentados pelo presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado Juan Pablo De Vera. “Teremos 130 mil compradores/visitantes qualificados em contato com 1.050 marcas, dentre elas 457 novos expositores. As revendas e home centers estão aqui”. Ele citou como exemplo justamente um dos keynotes da abertura, o CEO da Sodimac-Dicico, Dimitrios Markakis, que prevê a chegada de número cada vez maior de grandes redes estrangeiras de olho no mercado brasileiro. “O big box virá para o Brasil, essa é a aposta dos grandes operadores do varejo mundial”.

“Nosso setor representa 144 mil lojas, 2 milhões de empregos diretos apenas no comércio, em todos os municípios brasileiros, apresentou Cláudio Conz, presidente da Anamaco, e fevereiro bateu todos os recordes em geração de empregos. A previsão de crescimento do setor feita pela entidade  é de 7%, frente a 4,5% do ano passado. A Abramat, através do presidente Walter Cover, anunciou uma parceria com a Anamaco para programa de qualificação profissional. “O setor representa de 8% a 10% do PIB e emprega 10 milhões de trabalhadores, movimentando R$ 150 bilhões. Estamos otimistas para 2014, e esperamos crescer 5%.”

O presidente da CBIC-Câmara Brasileira da Indústria da Construçao,, Paulo Simão, ressaltou que o país saiu de baixo crescimento décadas passadas, e agora tem na indústria da construção civil um agente de destaque. Porém, tem como um dos grandes gargalos no custa da construção imobiliária a burocracia. “O custo médio final tem uma alta de 12% a 31% por excesso de burocracia”.

A FEICON BATIMAT tem entrada gratuita para profissionais do setor credenciados pelo site www.feicon.com.br. Além da exposição,o evento conta com uma ampla grade de conferências, proporcionando ao público um painel completo de atualização profissional.

Mais Informações

FEICON BATIMAT – 20º Salão Internacional da Construção
Data: 18 a 22 de março de 2014
Horário: terça à sexta-feira das 11h às 20h | Sábado das 10h às 17h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana São Paulo – SP
Mais informações: www.feicon.com.br


Fonte : http://www.feicon.com.br/pt-br/Multimidia/Releases/Releases-do-Evento/INVESTIMENTOS-EM-QUALIFICACAO-PROFISSIONAL-E-NO-VAREJO-SAO-DESTAQUES-DA-ABERTURA-DA-FEICON-BATIMAT-2014

terça-feira, 11 de março de 2014

Sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na Construção Civil


“O mercado que representa de 15 a 20% do PIB e 20% do emprego no Brasil precisa ser protagonista do debate sobre sustentabilidade”, afirma Mario Prestes Monzoni Neto, professor e coordenador do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVCes) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).  Assim como nos demais setores, segundo ele, não há uma unanimidade de como as empresas vêm e lidam com o tema.  Mas houve uma grande evolução nos últimos dez anos. “Muitas companhias já percebem a geração de valor e de oportunidades relacionadas às ações sustentáveis. Mas nós ainda estamos no início de um processo. É o começo de uma nova e o fim de uma velha economia e elas estão coexistindo, com esquizofrenias e polaridades.”

Segundo Monzoni, para colaborar com a evolução do tema sustentabilidade no setor da construção civil, é necessário ter líderes desse segmento dispostos a discutir e pensar em soluções. “Vamos construir um futuro que dê conta de olhar o meio ambiente com respeito, olhar a população local, ao redor, e também ter lucro. Isso é um desafio para os gestores, mas é importante e possível achar alternativas dentro desse contexto”.

A cadeia da construção civil é muito ampla, envolve empresas de materiais de construção, construtoras, projetos de hidrelétricas e entidades setoriais. “Qualquer ação faz a diferença.  As construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, por exemplo, acabaram de lançar, com o Instituto Ethos, o Guia Metodológico para Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na Engenharia e Construção.  O que já é um avanço porque mostra como eles estão se articulando para o uso de ferramentas sobre o assunto.  Muitas empresas com capital aberto também já começam a perceber que os investidores perguntam sobre questões sustentáveis e cobram isso”, comenta o professor.

A certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é outro investimento que, em pouco tempo, toda a sociedade vai conhecer e saber de seus benefícios.  “É muito fácil, já que as questões ambientais e econômicas andam juntas.  É bom para o meio ambiente e economicamente também é melhor”, ressalta.  Para ele, em pouco tempo não será possível operar no mercado sem esse tipo de certificação.  Será praticamente obrigatória. 

Governança
Outro exemplo do progresso do setor é o estabelecimento e divulgação do conceito green building no Brasil.  “Há alguns anos não havia a discussão sobre um investimento inicial maior em green building em contrapartida com as consequentes reduções de custos a longo prazo”, diz Monzoni, acrescentando que o principal desafio está nas grandes obras. “É necessário achar o direcionamento entre a necessidade e a infraestrutura, e ao mesmo tempo, de respeito entre o ambiente e a população local.  Às vezes, os modelos e os incentivos que são colocados em cima da mesa fazem com que a trombada entre essas duas questões seja bem grande. Se, por exemplo, houver um incentivo da geração de energia a curto prazo, haverá uma tensão do meio ambiente e da sociedade local.  É complexo, mas é necessário trabalhar a tecnologia social para se achar uma solução, e ela existe”. E explica: “É uma proposta de longo prazo, que envolve governança entre articulação política, instrumentos financeiros e econômicos para apoiar atividades sustentáveis nesse território e indicadores para monitorar esse desenvolvimento. É trazer para o âmbito local a discussão que se dá no global, as grandes questões da Rio+20, como Economia Verde Inclusiva, Governança entre outros temas.
É pensar em como construir uma agenda e como ela será governada. A empresa é um entre outros atores, e como monitorar se o caminho está certo?”, questiona.

Referindo-se ao PAC, programa do governo federal que representa investimentos da ordem de R$ 1 trilhão, Monzoni indaga: “E como fazemos dentro desse novo contexto de sustentabilidade?  É possível?”.  Ele entende que sim e completa: “É necessário aprender com o passado, não cometer os mesmos erros e ter uma tecnologia social para esse grande investimento, afinal, a indústria da construção é quem vai ficar com grande parte dessa verba, porque é a fornecedora de todos os empreendedores”. 

Principais momentos
Criado em 2003, os Gvces surgiu com o objetivo de inserir o tema sustentabilidade dentro de uma escola de negócios, o que ocorreu de duas maneiras: por meio da grade curricular e, também, explorando a relação da escola com a comunidade empresarial, governo e políticas públicas. “Isso pensando em uma transformação maior da sociedade, para outro tipo de desenvolvimento”, comenta o coordenador.

“Começamos pequenos e tínhamos uma origem mais forte do tema de sustentabilidade na indústria financeira, já que eu vinha de um trabalho nessa área.  E continuamos trabalhando o assunto na indústria financeira e mercado de capitais”, explica Neto.  Como consequência, uma das grandes realizações dos Gvces foi a criação, em 2005, do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), junto a BM&Bovespa e a International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial.  “É uma grande conquista e marco da história do Gvces. Temos uma contribuição muito forte nesse projeto.  Somos responsáveis pela metodologia e questionário”, comemora.

No mesmo contexto, a participação do Gvces no Guia Exame de Sustentabilidade, do grupo Abril, também é destaque. “O guia tem uma exposição grande e trabalha com um universo muito maior.  Para se ter uma ideia, são cerca de 180 empresas somente este ano”, diz o professor.

De 2004 a 2011, o Gvces sediou e dirigiu o “New Ventures Brasil”, um programa de apoio a empreendedores que buscava incorporar a sustentabilidade em seus modelos de negócio. “Promovíamos as inovações ambientais de pequenos e médios empresários, seja de novos materiais, biodiversidade, manejo, orgânico etc. e apresentávamos em um Fórum de Investidores”, diz o coordenador.

Outro tema importante para o centro de estudos é o desenvolvimento local. “Por meio de um trabalho em parceria com a Alcoa, empresa apoiadora da iniciativa, chamado Indicadores de Juruti, e em conjunto com a população paraense do município de mesmo nome – local de inserção de um grande empreendimento de bauxita da Alcoa – conseguimos desenvolver conhecimento no tema de desenvolvimento local, com a inserção de empresas e grandes empreendimentos, em particular na Amazônia”, comenta Neto.  Segundo ele, há uma nova onda de grandes investimentos na Amazônia e com o trabalho da Alcoa foi possível construir conhecimento do que seria uma inserção responsável, com discussões e debates sobre o tema.  “Chamaria isso de uma tecnologia social que envolve não somente a gestão de impacto, mas a construção de pactos, de articulação política e reconstrução de futuro comum junto à sociedade”, explica.

O clima é outro assunto relevante na história da instituição. “Somos bastante conhecidos por meio do programa brasileiro GHG Protocol, que completa cinco anos em 2013, e visa criar uma cultura de inventário de dados de efeito estufa no setor empresarial corporativo.  O programa reúne 106 organizações – um aumento de 450% desde o começo da iniciativa, em 2008 – dos mais variados tamanhos e dimensões, representando 16 setores da economia brasileira”, afirma o professor.

A questão do consumo sustentável, tanto do setor privado quanto de compras públicas, também é abordada pela entidade. “Hoje já virou política pública.  Mas, em 2004, quando começamos a discutir o assunto, as pessoas achavam que era desculpa para aumentar os preços.  E, atualmente, o governo federal tem gente trabalhando com isso”, ressalta.  Outra ação de importante contribuição junto à sociedade na produção de informação e conhecimento é a revista mensal Página 22 que já está em sua sétima edição.

Segundo o coordenador, o tema sustentabilidade já foi bastante difundido internamente na FGV. “Hoje já existe uma pasta dentro do lato sensu sobre gestão de sustentabilidade.  E, na graduação, há uma disciplina que é reconhecida e sucesso de público e de crítica, que é a formação integrada para sustentabilidade.  É uma inovação na formação de alunos na gestão empresarial e pública, porque além da aula formal, os alunos fazem muita viagem de campo, vão para a Amazônia conhecer Belo Monte, para o Pará ver a biodiversidade, já foram para o Mato Grosso saber mais sobre agronegócio, entre outras”.  Além de trabalhar outras janelas de aprendizado, como Tai Chi, dança, artes etc. “Afinal, nem todo o conhecimento entra pela maneira formal e um power point. Acredito que essa disciplina seja algo inovador também na relação aluno e escola”, completa.


Fonte: http://obra24horas.com.br/materias/tecnologia-e-sustentabilidade/sustentabilidade-ganha-cada-vez-mais-relevancia-na-construcao-civil

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Custos de Construção

Projetos Residenciais e Comerciais


O site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui informações valiosas sobre o Brasil, suas riquezas e características. Na texto abaixo, mostra de uma maneira simples e direta como calcular o custo de uma obra.

Fonte -http://teen.ibge.gov.br/biblioteca/livros-on-line/369-teen/mao-na-roda/custos-da-construcao-civil/2003-custos-da-construcao-civil

Saber quanto custa a realização de uma construção depende do levantamento de um conjunto de preços de materiais básicos e de salários das categorias profissionais da construção civil. É possível comparar a variação deste custo no tempo e no espaço através de números, que são chamados de índices. Neste caso, índices de custo da construção civil.
O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), produzido pelo IBGE, fornece os custos e os índices de custo do metro quadrado de uma construção no canteiro de obras, não incluindo compra de terreno, administração e equipamentos mecânicos, dentre outros.
Abaixo você encontra uma ilustração simplificada de como se calcula o custo de uma construção.
Como se calcula o custo de uma construção

Primeiro passo: definição do projeto, isto é, o conjunto de desenhos (plantas) que mostram detalhadamente o que se quer construir.
Segundo passo: definição dos serviços (etapas) necessários à execução da obra.
Exemplos: fundações, estrutura, alvenaria (paredes externas e internas), instalação hidráulica e elétrica, revestimentos etc.
Terceiro passo: definição das características de cada serviço, ou seja, sua especificação.
Exemplos:



    Serviços Especificações
    Alvenaria Em tijolo maciço ou furado
    Instalação hidráulica Em ferro galvanizado ou PVC
    Revestimentos em
    azulejos
    Branco ou colorido
    Pintura Com tinta PVA ou acrílica
    Pisos de salas Tábua corrida ou carpete
    Cobertura (telhado) Telhas de barro ou fibrocimento
Quarto passo: é o levantamento da quantidade de cada serviço.
Exemplos:



  • área total para levantamento das paredes externas e internas;
  • área total de paredes que irão receber revestimento em azulejos;
  • área total de paredes a serem pintadas etc.
Quinto passo: tendo-se o serviço e sua especificação, pode-se definir os materiais e mão-de-obra (categorias profissionais), e as quantidades necessárias para sua execução.


    Materiais + mão-de-obra (com quantidades) = composição de custo
Exemplo: Para se construir 1 m2 de parede com tijolo maciço são necessários:
    Descrição Quantidade
    Materiais Tijolo maciço 0,0159 milheiro
    Cimento 0,0284 sc.50kg
    Areia grossa 0,0077 m3
    Mão-de-obra Pedreiro 0,5999 h
    Servente 0,6599 h
Sexto passo: corresponde à pesquisa de preços dos materiais e salários indicados nas composições de custos, isto é, que serão utilizados na execução da obra.
    Sétimo passo: equivale ao cálculo do custo propriamente dito, realizado em três etapas:


    • de início calcula-se o custo por unidade de cada serviço, multiplicando-se as quantidades de material e mão-de-obra (quinto passo) pelos preços e salários (sexto passo);
    • em seguida é obtido o custo total de cada serviço, multiplicando-se o custo por unidade pela quantidade do serviço (quarto passo);
    • finalmente, chega-se ao custo final da edificação que se deseja
    • construir, somando-se os custos totais de todos os serviços.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Acessibilidade em edificações

Por Rodnei Corsini

Para um acesso universal, uma edificação com escadas fixas ou rolantes deve ter rampas ou elevadores como alternativa ou, então, uma plataforma elevatória. As escadas que levam em conta a acessibilidade já preveem algumas características - como corrimão, sinalização dos degraus etc. - que não bastam, evidentemente, para garantir o acesso de maneira autônoma e segura a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Confira quais são as diretrizes para esses mecanismos de acessibilidade.
Daniel Beneventi
Clique aqui para ver infográfico


1) Sinalização

As normas de acessibilidade destacam os cuidados com a sinalização. Deve haver sinais sonoros (nos elevadores) e táteis - Braille e piso tátil. Além disso, as escadas com plataforma e as suas alternativas devem ser indicadas com os seguintes sinais visuais:
Rampa Elevador Escada rolante com degrau para cadeira de rodas Escada com plataforma móvel
2) Rampas
Todo piso com inclinação superior a 5% é considerado uma rampa. A inclinação (i) da rampa é obtida em um cálculo em que se multiplica a altura (h) por 100 e se divide esse resultado pelo comprimento (c) da projeção horizontal: i = (h × 100)/c. Para inclinação entre 6,25% e 8,33% devem ser previstas áreas planas, de descanso, a cada 50 m de percurso. A inclinação transversal máxima aceitável é de 2% e a largura mínima recomendável é de 1,5 m, sendo o mínimo admissível 1,2 m. As rampas devem ter, ainda, um corrimão duplo com altura de 0,92 m e 0,7 m, respectivamente.
3) Elevadores
Os elevadores devem ter cabine com dimensões mínimas de 1,1 m x 1,4 m. Devem exibir a identificação do pavimento em ambos os lados do batente, respeitando a altura entre 0,9 m e 1,10 m, visível a partir do interior da cabine e do acesso externo. É preciso, também, que tenham um espelho fixado na parede oposta à porta para permitir que o cadeirante veja a indicação do pavimento. Os botões devem estar entre 0,89 m e 1,35 m de altura do piso.
4) Plataformas elevatórias
As plataformas elevatórias podem ter percurso vertical ou inclinado. Para uso público, devem ter no mínimo 0,9 m x 1,4 m. A projeção do seu percurso deve ser sinalizada no piso. Os pavimentos atendidos pelas plataformas devem ter dispositivos de comunicação para solicitar auxílio. Como não é normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o equipamento deve atender as seguintes normas técnicas internacionais: ISO 9386-1/2000 (elevação vertical) e ISO 9386-2/2000 (elevação inclinada).
5) Plataforma vertical
Em edificações de uso público, essa plataforma pode ser usada para vencer desníveis de até 2 m. Se for usada um modelo enclausurado, pode-se usar para desníveis de até 9 m.
6) Plataforma inclinada
Deve ter parada programada nos patamares da escada ou, pelo menos, a cada 3,2 m de desnível. Caso ela obstrua a escada, deve-se usar um dispositivo basculante. Deve ser previsto, ainda, assento escamoteável para atender também pessoas com mobilidade reduzida.


Fontes: Normas ABNT NBR 9050 e NBR 13.994, livro "Mobilidade Acessível na Cidade de São Paulo" (Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - 2005).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a calcular o consumo de chapas, pontaletes e sarrafos para fazer fôrmas de madeira

Madeira para fôrmas



Reportagem: Daniele Rissi





A fôrma é o elemento que molda a geometria das peças estruturais - vigas, lajes, pilares e outras. Essa etapa tem muita influência nos custos da obra. Pode ocorrer muito desperdício de madeira e também, se a estrutura não ficar aprumada e nivelada, vai ser preciso mais argamassa para "consertar" a estrutura torta ou muito irregular.
Como há diversos tipos e formatos de pilares e vigas de concreto, com alturas diferentes, não há uma regra básica para calcular a quantidade de madeira. As fôrmas precisam ser projetadas e construídas para suportar o peso do concreto até ele endurecer. Nas grandes obras, as fôrmas são projetadas por um consultor especializado, que vai ajudar a reduzir desperdício com cortes errados e vai calcular quantas vezes a fôrma pode ser usada, entre outras coisas. Nós vamos ver a seguir a quantidade de madeira necessária para fazer um pilar, uma viga e uma laje.




RECOMENDAÇÕES
» Veja se as chapas e outras madeiras não apresentam defeitos nem estão podres
» Verifique se a carpintaria tem todas as ferramentas para executar o trabalho
» Confira os projetos de instalações de água, esgoto, elétrica, telefone etc.
» Estude o projeto de fôrmas
» Confira se existem frestas nas fôrmas que podem deixar o concreto vazar
» Verifique o peso próprio dos operários e equipamentos
» Tenha cuidado para não danificar as fôrmas ao vibrar o concreto para preencher as fôrmas

Veja o exemplo de cálculo proposto pelo projetista:

No final, serão necessários:
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)

Apoio técnico: engenheiro Nilton Nazar, da Hold Engenharia; engenheiro Carlos Grazina, da Cyrela Construtora e engenheiro Paulo Assahi, da Assahi Engenharia.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dicionário da Construção

Aqui estão algumas palavras curiosas usadas em reforma e construção. Para ver o dicionario completo acesse:

http://www.fazfacil.com.br/reforma_construcao/dicionario_construcao_a.html

ABA CORRIDA - Varanda em sacada que corre ao longo da cimalha de um prédio estético.

ABAULAR - Dar forma curva, arqueada, a uma superfície, a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético.

BALAÚSTRE - Pequena coluna ou pilar em metal, madeira, pedra ou alvenaria que, alinhada lado a lado, sustenta corrimãos e guarda-corpos. Tem origem no latim balaustium, nome da flor de romã, cuja forma inspirou os primeiros balaústres.


BALDRAME - Designação genérica dos alicerces de alvenaria. Conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação. Peças de madeira que se apóiam nos alicerces de alvenaria e que recebem o vigamento do soalho. Ver Fundação

CALEFAÇÃO - Qualquer sistema de aquecimento para interiores.

CALIÇA - Pó de cal. Resto de demolição

DOLOMITA - Pedra formada por carbonato de cálcio e magneto. Tem como principal característica a semelhança com o mármore carrara.

ENCUNHAMENTO - Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura, de forma que o acabamento fique coeso.

FLANCO - Parte lateral da construção.

FLECHA - Deslocamento perpendicular de seção da estrutura construída limitando-se conforme Normalização em geral 1/350 do vão, usa-se aplicar a contra-flecha antes da concretagem melhorando o aspecto da peça estrutural em lajes e vigas. Altura da Tesoura. Porção do raio entre a corda e o arco.

GRELHA - Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Também a peça de suporte nas churrasqueiras.

GRÉS - Material cerâmico duro, denso, opaco e não-poroso, composto de argila e feldspato. Sua dureza varia desde a grande resistência ao risco e ao choque até as pedras que se esboroam com a pressão dos dedos.

ITACOLOMI - Rocha antiderrapante usada em sua forma bruta. Encontrada em Minas Gerais.

JIRAU - Estrado ou laje em piso à meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Não confundir com mezanino ou meio-piso.



JORRAMENTO - É a inclinação da parede ou muro com espessura da base superior à do topo.

LAMBREQUIM - Ornamento recortado em madeira que arremata forros e beirais

PAREDE SOLTEIRA - Parede que não chega até o forro.

[Piso+06.JPG]


POSTIGO - Pequena abertura ou fresta. Pequeno vão feito a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de uma divisão para outra. Portinhola aberta sobre a folha de uma porta maior.
São muitas palavras diferentes!