Mostrando postagens com marcador Civil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Civil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de junho de 2015

Contêineres de navio se tornam matéria-prima para a construção de casas

 
Pré-fabricados, resistentes, baratos e portáteis, os contêineres de transporte de carga reúnem uma série de características que credenciam seu uso como "matéria-prima estrutural" para a produção de casas. É verdade que a adaptação não é simples: eles precisam passar por um rigoroso processo de seleção e transformação antes de poderem compor as construções, o que exige conhecimento técnico especializado.

O desenvolvimento de detalhes técnicos, como a interface entre os caixilhos e o contêiner, por exemplo, também exige domínio do sistema por parte do projetista. Outra necessidade é a elaboração de um plano de logística para descarregamento e posicionamento do recipiente de carga no terreno. Mesmo com tamanha complexidade, a tecnologia ainda pode se mostrar uma opção economicamente viável em projetos residenciais, com a vantagem adicional de dar novo uso a um material que já havia cumprido com sua função no transporte de cargas.

Os contêineres High Cube de 40 pés que têm 2,89 m de altura, 12,19 m de comprimento e 2,44 m de largura - são os mais empregados na construção de casas em função do pé-direito maior, que favorece, por exemplo, o embutimento das instalações no forro de gesso. Os recipientes usados custam cerca R$ 9,5 mil e, depois de adaptados para a construção civil, têm durabilidade estimada de 90 anos, desde que sejam realizadas intervenções periódicas de manutenção.

"Trata-se de um mercado diferenciado, voltado para as pessoas que querem inovar com algo diferente das construções em alvenaria", afirma José Eleutério Jardim, diretor do Grupo IRS, empresa especializada na reforma e modificação de contêineres para a construção civil. "Estamos reciclando e dando forma aos contêineres que seriam descartados e se tornariam sucata", diz Jardim.

Seleção

Os contêineres normalmente chegam à obra parcialmente adaptados, com aberturas recortadas, molduras soldadas (que substituem os contramarcos) e instalações técnicas embutidas. A seleção técnica do produto que será usado no projeto residencial é a primeira etapa do processo, que acontece ainda no terminal de contêineres. "Excluímos os contêineres com ataque químico, problemas estruturais e com tetos danificados", afirma Ronaldo Hultmann, presidente e diretor geral da Delta Containers, empresa paranaense que comercializa os recipientes de carga já transformados para projetos arquitetônicos. Os recipientes de carga são examinados e manuseados por mão de obra especializada, treinada segundo os critérios internacionais do The Institute of International Container Lessors (IICL), órgão que estabelece as normas relativas aos contêineres.

Depois de escolhidos, os contêineres passam por serviços de serralheria (corte, solda e moldura). Os cortes, quase sempre feitos por máquinas de plasma com ar comprimido, devem ser executados com precisão para evitar soldas adicionais, causadoras de eletrólise ou problemas estruturais. "Discos de corte ou lixadeiras são usados quando há necessidade de emendar peças que tenham cortes com ângulos de 45o", diz Pablo Castilho, responsável técnico da Delta.

Após os cortes, segue-se às etapas de limpeza, remoção de graxa e tratamento abrasivo, que é feito com granalha de aço em contêineres novos (com carepa de laminação). "Em outros casos, é feita uma limpeza mecânica com escova e lixadeira rotativas e pistola de agulha. Posteriormente, aplica- -se a pintura anticorrosão com sistema airless", complementa Castilho.

Primeiro projeto

Projeto piloto do arquiteto Danilo Corbas, a casa da Granja Vianna, em Cotia (SP), concebida para ser sua residência, teve boa parte das atividades executadas no canteiro, já que os recipientes chegaram à obra somente com os vãos recortados. "A casa levou sete meses para ser finalizada. Teria levado cinco se todo o material estivesse disponível no tempo da obra e não no dos fornecedores", justifica o arquiteto.

Na morada do arquiteto, destacam-se uma cobertura verde, que capta águas pluviais para irrigação do jardim, e os grandes vãos e aberturas que proporcionam espaços integrados. "Vencer o vão não foi problema, mas sim a vibração e um provável curvamento, que foi combatido com o posicionamento do corpo da escada e com os pilaretes da caixilharia", complementa o autor do projeto, que considera a criatividade e a experiência importantes para quem vai projetar ou executar construções com contêineres.

"Se não tiver experiência no campo, o arquiteto deve contar com o respaldo de um engenheiro experiente", aconselha. Para ele, um dos itens mais difíceis de se lidar em um projeto desse tipo é a interface dos caixilhos com o contêiner, cujo painel corrugado pode repuxar das formas mais inesperadas, dependendo do corte feito. "É possível usar caixilhos convencionais, mas os contramarcos devem ter uma base especial", alerta.

Quando questionado sobre como seria a base ideal, Corbas evitou dar informações e fornecer detalhes técnicos que elucidassem visualmente o sistema. "Não divulgo todos os detalhes por estratégia comercial", justifica o arquiteto. O mesmo fez a Delta Containers. "Trata- se de um segredo de produção", afirma Ronaldo Hultmann.


Fonte:http://www.obra24horas.com.br/materias/tecnologia-e-sustentabilidade/conteineres-de-navio-se-tornam-materia-prima-para-a-construcao-de-casas

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Paredes Moldadas In-Loco

1No inicio do século passado,  Thomas Edison já idealizava um processo de construção  mais racional, utilizando paredes pré-moldadas, fundidas no próprio  canteiro de obras na posição horizontal, para depois serem  erguidas para a posição definitiva na vertical.Em 1910,  uma igreja foi a primeira construção a ser erguida nos Estados  Unidos seguindo essa ideia. A partir da década de 40, este  processo passou a ser o preferido dos norte-americanos, por reduzir significativamente os custos e prazos de conclusão  da obra.
 
Aqui no Brasil, a construção industrializada de paredes e lajes  de concreto moldados in loco só começou a ser estudada e desenvolvida  a partir da década de 90.Atualmente, as principais empresas que oferecem  esse sistema são a Bilden, Inpar e Sergus.
 
Com algumas variações na sistemática de produção,  o processo tem como base o conceito de construção industrializada,  tendência mundial que vem ocupando cada vez mais espaço na cadeia  de construtiva brasileira. O objetivo é oferecer custos reduzidos sem  prejuízo da qualidade, segurança na construção,  diminuição da necessidade de mão-de-obra, eliminação  das patologias da alvenaria e redução nos prazos de entrega  de obras.
 
PAREDES PERMITEM QUALQUER PROJETO DE ARQUITETURA  
 
2
A Bilden Tecnologia em Processos Construtivos é  uma das empresas que se especializaram em construções baseadas  no sistema de paredes autoportantes pré-moldadas no próprio  canteiro de obras.Segundo Sérgio Coelho, presidente da Bilden, “a  pré-moldagem in loco é comprovadamente mais econômica  do que a alvenaria convencional, os pré-fabricados ou a estrutura metálica”.
 
O sistema utilizado pela Bilden consiste, basicamente, na utilização  de paredes com painéis arquitetônicos, autoportantes, pré-moldados  em concreto armado, em grandes dimensões (40 a 70 m²), fundidos  no próprio canteiro na posição horizontal, sobre piso  de alta planicidade, previamente executado e nivelado a laser.Após  atingirem a resistência necessária, os painéis são  erguidos para a posição definitiva, na vertical, com o auxilio  de guindastes apropriados.
Uma das vantagens desse sistema é que permite a realização  de projetos de qualquer tamanho, com ofrmas regulares ou irregulares, e ampla  variedade de tratamentos decorativos. 
 
”Este é o processo executivo de qualquer projeto de arquitetura.Não  restringimos a criatividade do arquiteto e viabilizamos o projeto com maior  rapidez, utilizando concreto de 25 a 30 MPa com slump entre 10 e 12”,  comenta Sérgio Coelho.
 

CONSTRUÇÃO POPULAR  COM QUALIDADE E RAPIDEZ
  
Visando oferecer ao mercado um sistema que viabilizasse  a construção de edifícios voltado para o público  de menor poder aquisitivo, sem que houvesse a perda de desempenho e qualidade  , a InPar desenvolveu, depois de anos de estudos e visitas a diversos países,  o “Projeto Viver” . O Projeto consiste em um sistema de construção  baseado na utilização de paredes in loco, lajes planas nervuradas  com fôrmas plásticas, esquadrias de PVC e instalações  acessíveis em shafts e entre forros.
 
A parede é concretada em gabaritos, que , posteriormente, são  substituídas por caixilhos, parafusados e colados com silicone estrutural.
 
Na avaliação do eng. Nelson Faversani Junior, gerente de obras  da InPar, esse sistema permite uma significativa redução nos  prazos para conclusão da obra,resultando em considerável economia  no custo final do empreendimento.As paredes de concreto moldadas in loco também  são bastante eficientes em termos de isolamento térmico e acústico,  alem de eliminar problemas sérios de patologias de alvenaria.
 
A definição das características do concreto também  foi fundamental para o “Projeto Viver”.”A princípio,  achamos que seria necessário usar um concreto altamente plástico.Quando  visitamos as obras que estavam sendo desenvolvidas na Itália e Israel,  vimos que elas utilizavam concretos com slump 8. Após muitas pesquisas  , chegamos ao traço que adotamos hoje, de slump 12 com pedra 1. Mas  o fundamental para o nosso empreendimento é contar com concreto dosado  em central de excelente qualidade”, explica o eng. Faversani. A especificação  do fck é 20 MPa, com atenção especial para a composição  dos agregados e a proporção entre areia e brita.
 

EDIFÍCIO DE 13 PAVIMENTOS EM 26 DIAS ÚTEIS

Já a construtora Sergus desenvolveu um sistema  de que esta viabilizando a construção de edifícios,com  alta qualidade e alta produtividade , cuja tecnologia consiste em paredes  e lajes estruturais de concreto armado moldadas no local com o uso de fôrmas  tipo túnel.Para os pavimentos-tipo a espessura mínima das paredes  é de 12 cm e das lajes é de 8 cm.
 
Na avaliação do eng. Adalberto Magina, coordenador de qualidade  da Sergus, esse sistema permite a racionalização da construção,  em função de ciclos diários de montagem e desmontagem  das fôrmas metálicas.”Com isso, conseguimos uma rapidez  significativa na execução do edifício , pois produzimos  dois apartamentos por ciclo de operação. Considerando-se quatro  apartamentos por pavimento, as paredes e lajes são concluídas  em aproximadamente 26 dias úteis para um edifício de 13 pavimentos”.
 
O objetivo de agilizar a construção mantendo-se a qualidade  do empreendimento leva a uma natural preocupação com as características  do concreto utilizado. “Para viabilizar este tipo de sistema construtivo,  o concreto tem de ser de excelente qualidade, com alta resistência inicial,  já que temos sempre que desenformar concretagem no dia seguinte”,  analisa Adalberto. “Por este motivo, as próprias empresas prestadoras  de serviços de concretagem fizeram parceria conosco,contribuindo para  garantir a qualidade de nossos produtos”. O concreto empregado neste  caso é de 25 MPa, com slump 18.
 
O sistema construtivo utilizado pela Sergus foi avaliado pelo IPT no que diz  respeito as condições técnicas de produção,  controle da qualidade e desempenho estrutural, acústico, térmico,  estanqueidade à água, durabilidade e segurança ao fogo,  tendo sido considerado adequado às condições de uso,  conforme Referencia Técnica RT IPT n°11, de junho de 2000.
 
Créditos: Jornal Tecnologia do concreto armado  N. 13


terça-feira, 9 de junho de 2015

Dicas para Reforma e Ampliação de Residências

Reformar a casa não é tarefa fácil. É preciso avaliar as estruturas, elencar as possibilidades, levantar os custos, entre uma série de passos que você não pode dar sozinho: há profissionais especializados para te ajudar nessa empreitada. 


Confira a seguir o que você precisa saber antes de reformar ou ampliar sua casa e vá muito além do famoso “puxadinho”. 

Etapas pré-obra 

Quando se pensa em construir, não há uma receita de bolo exata, mas há uma série de etapas e precauções importantes a seguir para garantir a qualidade final da obra. No caso da reforma ou ampliação de uma casa, o primeiro passo é pensar: o que será reformado e ou ampliado? 

Para ajudar nessa primeira tomada de decisões, solicite o auxílio de um profissional de arquitetura. Além de orientar como pode ser feita a mudança pretendida, o arquiteto também pode oferecer outras opções para a sua reforma. De acordo como o engenheiro Thomas Carmona, diretor da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), o arquiteto também pode auxiliar na burocracia da operação: “é fundamental realizar um levantamento geométrico da estrutura existente e conseguir toda documentação que esteja disponível, o que diminuirá a necessidade de prospecções no local e, fatalmente, reduzirá custos”, alerta. 

Vale lembrar que quando a reforma tiver como proposta alterações da estrutura original do imóvel (independente do grau de mudanças) é obrigatório dar entrada no alvará de aprovação e execução para reforma. Depois de concluída a obra, é preciso também solicitar o certificado de conclusão, mais conhecido como “habite-se”. 

Após essa primeira etapa de tomada de decisões, é preciso caminhar para colocar as ideias em prática. Nesta fase, é preciso avaliar as estruturas para saber quais necessidades e cuidados essas requerem ao serem reformadas e ou ampliadas. Nascem aí os projetos de arquitetura, estrutura e instalações da obra, documentos a serem desenvolvidos pelo profissional contratado. A partir de tais projetos, é possível prever quais operações serão realizadas, levantar quais e quantos materiais serão utilizados e, então, solicitar orçamentos de custos. 

Materiais e reforços 

A escolha dos materiais deve ter como base a expectativa que se tem da obra finalizada. Na ampliação de uma casa, por exemplo, é importante pontuar quais os materiais que constituem essa casa e qual o tipo de reforço que ela deve receber para ser ampliada. A necessidade de se reforçar uma estrutura pode ser fruto de vícios construtivos em alguma ou em várias fases da execução, e pode ser causada a partir da alteração da destinação da estrutura ou da necessidade de adequação a novas condições de carregamento. 

Não há um tipo de restrição quanto à aplicação dos materiais: uma obra em concreto pode receber reforço em aço e vice e versa. “Perante a cultura da mão de obra da construção civil e as situações normalmente encontradas em reformas e ampliações, os reforços mais comuns são em concreto armado com aumento de seções e inclusão de elementos em estrutura metálica. Outras opções também podem ser empregadas, mas dependerão de um cuidado maior na seleção da mão-de-obra a ser empregada na execução”, aponta o diretor da Abece. 

Apesar de o concreto ser mais utilizado nas obras, devido justamente ao fator cultural citado pelo engenheiro Thomas Carmona, o aço traz algumas vantagens, principalmente no caso de reformas e ampliações. Isso por que o material traz mais velocidade e limpeza à obra, o que reflete em uma menor interferência no cotidiano da residência em obras. 

Uma opção interessante é o drywall, paredes de gesso acartonado que tem como estrutura perfis metálicos. O sistema permite que se levante uma parede em apenas quatro horas. Além da velocidade, o drywall traz mais flexibilidade ao projeto. Como é mais leve (22kg por metro quadrado, contra 120kg da alvenaria), pode ser instalado independentemente de vigas, o que reduz em 10% os gastos com fundações. 

Avaliações quanto a reforços estruturais são de responsabilidade de um profissional de engenharia civil. Se você vai reformar ou ampliar sua casa ou qualquer outra edificação, solicite orientações desse profissional. 

Obra em andamento 

Começou a reforma, e agora? Agora é acompanhar. Nada de deixar a obra nas mãos dos pedreiros. “É importante garantir que a obra tenha acompanhamento de profissional, engenheiro ou arquiteto, com experiência em execução, com visitas à obra cuja periodicidade dependerá do vulto da intervenção. Recomenda-se o mínimo de uma visita semanal, a fim de orientar e acompanhar tecnicamente as etapas de execução”, explica Carmona. 

Quando devo reformar? 

A manutenção de uma edificação depende do material que foi empregado e, principalmente, dos detalhes construtivos. O engenheiro Thomas Carmona explica: “caso sejam ambientes internos protegidos, as ações de manutenção são necessárias em prazos bastante convenientes, geralmente superiores há 20 anos. No caso de ambientes externos, a estrutura de concreto, se bem executada, apresenta prazos de manutenção superiores aos da estrutura metálica, que merece atenção constante quanto à sua proteção”. 

É importante não deixar que a casa clame por uma reforma, como no caso de rachaduras aparentes e estruturas desgastadas. Já a ampliação vem com a necessidade de cada um. Um quarto a mais para o bebê que vai chegar, uma cozinha maior, espaço para lazer, e por aí vai. 

Puxadinho de qualidade 

Independente se é reforma ou ampliação, alguns cuidados são universais: “vale a pena investir em projeto, planejamento e numa contratação de execução consistentes, para evitar futuros problemas com gastos não previstos, qualidade inferior ao esperado e atrasos no cronograma”, reforça o engenheiro e diretor da Abece, Thomas Carmona. 


Fonte:http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=43&Cod=1698


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Execução de contrapiso autonivelante

Indicado para recuperação e nivelamento de bases de concreto, o sistema de contrapiso autonivelante foi desenvolvido na Europa na década de 1980. No Brasil, as primeiras utilizações do produto datam de 1990. Atualmente, empreendimentos comerciais, industriais e projetos de equipamentos urbanos - como o estádio do Maracanã - estão utilizando a solução. Mas apesar de seu uso em obras expressivas, o desconhecimento da tecnologia ainda é o maior fator impeditivo para a análise criteriosa do seu custo - benefício, o que tem freado a disseminação em larga escala.

Marcelo scandaroli
Figura 1 - Contrapiso autonivelante aplicado
Tecnologia autonivelante
O contrapiso autonivelante ( figura 1) é um sistema composto por uma argamassa à base de cimento de alto desempenho, autoadensável, autonivelante, bombeável monocomponente e bastante fluida, de fácil aplicação. Em pisos de áreas internas e externas de tráfego moderado, cria uma superfície lisa, plana e de acabamento fino. Pode ser usado com sucesso para reabilitar, regularizar e nivelar contrapisos novos e antigos, desde que seja corretamente especificado e aplicado para essas finalidades. Particularmente, apresenta ótimos resultados em situações em que há alta exigência de planimetria, como garagens, estacionamentos, pátios e pisos industriais.
A alta produtividade na aplicação, a liberação rápida para a execução de outros serviços ou para o uso do ambiente (24 horas, contra os 14 dias necessários para cura dos pisos cimentícios convencionais), a qualidade e o desempenho são os principais diferenciais do contrapiso autonivelante. Por apresentar alta fluidez, o produto é autoadensável e autonivelante, características que permitem seu espalhamento natural, dispensando grandes esforços físicos ou procedimentos mais complexos para a sua aplicação e, consequentemente, necessidade de alta capacitação dos operários. O seu uso, no entanto, é contraindicado em áreas de aclives ou declives e sobre solo com umidade ascendente (recomenda-se realizar impermeabilização prévia da base). A aplicação também deve ser evitada em ambientes expostos a agentes químicos e em contato com óleos e graxas, sob pena de ocorrer queda de resistência, desagregações, fissuras e manchamentos.
Produtividade
Sua aplicação mecanizada, por meio de misturadora e bomba, proporciona alta produtividade com redução expressiva do tempo de execução do piso e, por sua vez, do cronograma de obra. Somado ao tempo de preparo da base - em geral, serviço executado em 2,5 dias -, a produtividade média por ciclo chega a 800 m²/ dia. Vale ressaltar que as condições da base e do ambiente e a espessura final requerida no projeto influenciam diretamente na produtividade. Quanto menor a espessura, maior será a produtividade: um piso com espessura de 1,0 cm pode apresentar uma produtividade potencial de 2.000 m²/dia (sem contar o tempo de preparo da base). Outros fatores decisivos nessa análise serão a liberação de frentes de trabalho (o que exigirá planejamento da obra para que a produção seja potencializada, evitando paradas no processo), e a disposição das juntas na base, dos elementos construtivos (tais como pilares) e dos equipamentos pesados existentes no local que receberá a aplicação.
O número de trabalhadores estimados para a execução dos serviços, em geral, é de quatro a cinco operários em média por frente de trabalho: dois ajudantes envolvidos nas tarefas de mistura do produto e de dois a três nas etapas de preparo da base, aplicação e acabamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Figura 2 - Ferramentas e EPIs necessários: óculos, capacete, protetor auricular, luvas, máscara, vassoura de pelo, rastelo, fita de polietileno expandido, demarcador, broxa e sapatilha de prego
Características técnicas
O contrapiso autonivelante industrial apresenta as seguintes propriedades:
 Resistência ao arrancamento: > 1,0 MPa;
 Resistência à flexão aos 28 dias: 7,5 MPa (EN 13.892);
 Resistência à compressão aos 28 dias: 29 MPa (EN 13.892);
 Resistência à abrasão: 5 RWA 10 (EN 13892);
 Tempo em aberto da mistura (20°C): 15 a 20 minutos.
Composição
O sistema é composto por:
 Camada seladora - tem a função de vedar todos os poros da base, potencializando a aderência do produto;
 Camada regularizadora - contrapiso autonivelante à base de cimento (com função de regularizar e nivelar) de espessura variável em função do desnível da base.
Para o bom desempenho, no entanto, o sistema deverá atender prioritariamente aos requisitos de resistência à compressão, à flexão e superficial (abrasiva), aderência à base, nivelamento, planicidade e acabamento compatível com os revestimentos finais previstos em projeto.
Projeto
Antes de executar o serviço, é altamente recomendável conhecer todos os detalhes do projeto e realizar uma vistoria prévia no local para uma análise técnica da base, avaliando todos os detalhes que possam influenciar no comportamento do piso, tais como:
 Área do piso;
 Espessura mínima e máxima da camada que será aplicada sobre o piso;
 Disposição das juntas de dilatação;
 Disposição de pilares;
 Condições da base (no caso de pisos antigos, é fundamental avaliar se a superfície está íntegra, sem fragmentação, resíduos, revestimentos, manchas de óleo ou presença de elementos químicos);
 Uso destinado ao piso (identificar cargas pontuais, trânsito de veículos pesados e exposição a agentes químicos);
 Tipo de fechamento e cobertura (exposição a sol, vento e chuva).
Normas técnicas
Ainda não há normas técnicas brasileiras que regulamentam o contrapiso à base de cimento, portanto, as normas referenciais são as europeias:
 EN 13.892-2:2002 Methods of Test for Screed Materials. Determination of Flexural and Compressive Strength (resistência à compressão e à flexão);
 EN 13.454-2:2003 Binders, Composite Binders and Factory Made Mixtures or Floor Screeds Based on Calcium Sulfate. Test Methods (nível de retração);
 EN 13.501-1:2007 Fire Classification of Construction Products and Building Elements. Classification Using Test Data from Reaction to Fire Tests (resistência ao fogo);
 EN 13.892-4:2002 Methods of Test for Screed Materials. Determination of Wear Resistance-BCA (resistência à abrasão).
Figura 3 - Fresadora Figura 4 - Aspirador de pó industrial Figura 5 - Misturadora mecânica e bomba
Testes e ensaios
Os testes de qualidade são realizados por lote de produto considerando os seguintes ensaios: resistência à compressão, à flexão, superficial e retração. Na obra, antes da aplicação do produto, deve-se realizar o ensaio de fluidez (flow test), de forma a assegurar a fluidez ótima na aplicação.
Detalhes do processo executivo
O aplicador deverá utilizar as ferramentas e os EPIs indicados na figura 2. O uso da fresadora (figura 3) é indicado quando as condições do substrato para aplicação do produto forem impróprias, situação comum em bases antigas ou até mesmo novas (quando mal- executadas). Com o equipamento, é possível fazer a retirada da camada superficial da base atingindo uma camada mais resistente e proporcionar, desse modo, uma melhor ancoragem do contrapiso autonivelante.
Depois da fresagem, é necessário varrer a base para retirar o excesso de pó gerado no processo. A limpeza mais "fina" deverá ser feita com um aspirador industrial (figura 4).
Utilizar um misturar mecânico e uma bomba acoplada (figura 5), assegurando, respectivamente, maior homogeneidade da mistura e alta produtividade na aplicação.
Figura 6 - Preparo da base Figura 7 - Fresagem

Recomenda-se manter uma central única de mistura em um ponto estratégico da obra, preferencialmente em um local com fácil acesso ao recebimento de materiais e à estocagem deles e a uma distância adequada até o ponto de aplicação.
É imprescindível fazer uma vistoria preliminar no local, observando detalhadamente a área de aplicação e verificando pontos necessários para uma recuperação prévia, como necessidade ou não de tratamento de fissuras, de cavidades acentuadas e de fresamento, por exemplo. Antes de iniciar a execução do serviço, é importante verificar se o local apresenta instalações adequadas para a utilização dos equipamentos. Tanto os pontos de elétrica como os de hidráulica devem ser exclusivos para o sistema (que requer alimentação constante devido à alta produtividade) e dimensionados para atender às necessidades dos equipamentos a serem usados.
Se necessário, realiza-se o tratamento prévio de fissuras da base e regularizam- se cavidades acentuadas ( figura 6). Em obras industriais, a etapa de preparo da base deve ser reforçada, assim como o produto que será aplicado, justamente por conta das cargas que serão aplicadas sobre o piso. No uso residencial, por exemplo, dispensa-se a etapa de fresagem do piso.
A base deve estar íntegra, seca, sem sujeira ou material solto e isenta de material contaminante ou oleoso. Nessas condições, a base deve ser preparada com fresamento (figura 7) ou polimento com disco de vídea. A raspagem deve ser feita em sentidos cruzados.
A superfície deve ser varrida com vassoura, a fim de retirar a sujeira grossa da base (figura 8). Em seguida, o pó será aspirado. O não cumprimento desses procedimentos prejudicará a aderência da argamassa na base, prejudicando o desempenho do sistema.
Com a superfície corretamente preparada, raspada, limpa e seca, aplicar a primeira camada de selante, utilizando uma vassoura de pelo limpa para fazer o espalhamento do produto (figura 9). Reaplicar o selante após quatro horas ou se a primeira camada estiver seca ao tato.
Aplicar uma fita de polietileno expandido nos cantos inferiores das paredes e em peças estruturais existentes no local, a fim de absorver qualquer movimentação. Demarcar a base em panos de acordo com a disposição das juntas de dilatação do piso (figuras 10 e 11).
Misturar o produto obedecendo à quantidade de água indicada pelo fabricante, utilizando um misturador mecânico. Para pequenas superfícies, a mistura pode ser feita em balde com haste metálica acoplada a uma furadeira profissional. Para grandes áreas, utilizar um misturador mecânico adequado que garanta a homogeneidade da mistura, atendendo à maior demanda de aplicação.
Para verificar a fluidez da argamassa, deve-se realizar o flow test despejando a massa sobre o gabarito nivelado (figura 12). A argamassa deve atingir o limite da marcação azul.
Aplicar a mistura sobre a camada seladora seca, respeitando a espessura final (figura 13). A aplicação é rápida e o consumo é de aproximadamente 1,7 kg/m²/mm.
Imediatamente após a aplicação, usar um rolo quebra-bolhas ou um rastelo denteado para remover o ar aprisionado (figura 14). Esperar 24 horas, até o endurecimento do piso, retirar as demarcações e recortar as rebarbas da fita de polietileno expandido. Em caso de aplicação de pintura, recomenda-se o lixamento prévio da superfície.
Figura 8 - Limpeza Figura 9 - Selante
Figura 10 - Fita de polietileno expandido Figura 11 - Demarcação das juntas de dilatação
Figura 12 - Flow test Figura 13 - Aplicação
Figura 14 - Acabamento

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro-Habitação Sustentável

Uma equipe de projetistas eslovacos concebeu uma micro-habitação sustentável e amiga do ambiente, capaz de produzir a sua própria energia. 

Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
O interior da “Ecocápsula”, com apenas 8 metros quadrados de área, foi otimizado para abrigar duas pessoas e permitir aproveitar, da forma mais eficiente possível, o espaço disponível. O exterior é revestido com elementos fotovoltaicos de elevada eficiência, possuindo também uma turbina eólica retrátil de 750 W.
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagem do Dia: Ecocápsulas Poderão Ser o Futuro da Micro Habitação Sustentável
Imagens (adaptadas): via Ecocapsule

domingo, 24 de maio de 2015

Bactéria Severino: sua obra precisa de um micro-organismo desses

Os fãs de histórias em quadrinhos provavelmente conhecem bem o mutante Wolverine, o canadense mal-encarado que faz parte dos X-Men. Logan, o nome verdadeiro do herói, tem o poder de se regenerar rapidamente de feridas.
Agora, imaginem se sua casa tivesse esse recurso. Quando aparecesse uma rachadura, ela começasse a se recuperar sozinha, sem a necessidade de chamar o mestre de obras. Bem, talvez isso seja possível.

O concreto Wolverine

Há três anos, um grupo de pesquisadores holandeses, liderados pelo cientista Henk Jonkers, da Delft University of Technology, desenvolveram um concreto biológico que teria esse “fator de cura” igual ao do X-Men (sim, ele continua sendo concreto, e não, não tem adamantium em sua constituição). 
Os pesquisadores, então, aplicaram o material em uma construção de verdade — uma cabana de salva-vidas localizada às margens de um lago. Agora, três anos depois da invenção, eles estão bem felizes em afirmar, após várias análises, que a invenção funcionou muito bem. 
Na verdade, o bioconcreto (como é chamada a invenção) é misturado ao concreto comum, porém, com um ingrediente extra: a Bacillus subtilis — uma bactéria que produz calcário e entra em ação quando em contato com a água. É ela que dá esse toque “mágico” para o material.
Contudo, para produzir o calcário, ela precisa se alimentar. Os cientistas adicionaram açúcar à mistura, mas isso fez o concreto ficar mole e fraco. Jonkers teve a ideia de usar lactato de cálcio, colocando-o ao lado das bactérias dentro de cápsulas feitas com plástico biodegradável que eram misturadas no concreto ainda molhado.

Em testes de laboratório, a bactéria já havia sido capaz de consertar rachaduras de 0,5 milímetro de largura. Pode parecer pouco, mas já garante um aumento gigantesco na vida útil do concreto.
Quando as rachaduras começam a se formar, a água entra pelas infiltrações e abre as cápsulas onde se encontram as bactérias. Então, as danadas germinam e se alimentam do lactato que os cientistas misturam no material. Ao fazer isso, elas combinam o cálcio com íons de carbonato para formar o calcário que preenche as rachaduras. Fácil, não? 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Que cuidados tomar ao contratar a mão de obra para uma reforma ou construção?

por Arqºs Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz

Se você pensa em fazer sua obra diretamente com um empreiteiro, sem o gerenciamento ou acompanhamento de um profissional da área, como um engenheiro ou arquiteto, existem
alguns cuidados que devem ser tomados. 
Adicionar legenda

Alguns destes cuidados são interessantes de serem observados, seja para obras maiores, como a reforma inteira de uma residência como para obras pequenas como uma reforma de um banheiro. 

1. Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos “faz-tudo” no mercado que na verdade não fazem nada. 

2. Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes! 

3. Reveja se tudo está contemplado - Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro. 

4. Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado “x” tempo para a obra e um adicional de “y” tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso. 

5. Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação. 

6. Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra. 

7. Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo? 

8. Seguro de obra - Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio. 

9. Entenda a metodologia - Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho. 

10. Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não “sufoque” o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra. 

11. Faça um recebimento de obra - Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação. 

A maior parte da obra gera pequenos problemas e algumas preocupações. A postura com que você acompanha esse processo é muitas vezes fundamental e pode fazer a diferença entre ver o seu sonho ser erguido ou ver tudo se transformar num pesadelo. Caso os problemas estejam incomodando ao ponto de você estar infeliz, está na hora de chamar um profissional da área para interceder. 

Boa sorte com a sua obra e tente se divertir! 




Fonte:www.casaeimoveis.uol.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pisos drenantes: ecologicamente corretos

Escrito por Larissa Gould



Os pisos drenantes estão cada vez mais populares entre os arquitetos, eles evitam a formação de poças e drenam a água para o solo.

Pisos para áreas externas que evitam enchentes

pisos para piscinas


Piso drenante, atérmico da Hardscape

Ideais para áreas externas, principalmente beiras de piscinas, calçadas e outros espaços que ficam constantemente sujeitos a serem molhados, os revestimentos drenantes são uma solução tecnológica e sustentável para evitar acidentes e deixar os projetos esteticamente belos.
Além de deixar o ambiente mais bonito e confortável, esses revestimentos têm a função sustentável de ajudar e escoar a água para o solo.
Eles são indicados para projetos que exijam área externa com permeabilidade, podendo ser utilizado para garagens, composição de jardins, parques e até calçadas públicas.
É uma solução ecológica, pois a água escoa entre o revestimento que é poroso de forma natural, mantendo o piso seco e sem poças
É o que explica a arquiteta Barbara Oriani, ela também argumenta que esses modelos são a melhor opção para aproveitamento de áreas que necessitem de permeabilidade.

Pisos que deixam a água retornar ao solo

Os pisos drenantes absorvem a água e reduzem o risco de enchentes, pois escoam quase completamente a água (alguns modelos ultrapassam os 95% de drenagem) com muita rapidez, impedindo o acumulo do liquido.
Por não deixar poças – e também por sua qualidade antiderrapante – também aumenta a segurança das calçadas ou dos em tornos de piscinas, pois evita acidentes como quedas e escorregões.
Para os passeios públicos, a arquiteta orienta “Uma porcentagem efetiva de drenagem ideal para calçadas é de permeabilidade de 95%, reduzindo muito o empoçamento de água e enchentes”.
pisos permeáveis
A arquiteta Ana Ono usou o revestimento da Castelatto Ekko, castanho, para compor esse ambiente.
É, também, uma opção sustentável, pois, assim como em ambientes naturais, como jardins ou praias, a água é devolvida ao solo, ou seja, aos lençóis freáticos.
“Esses revestimentos possuem capacidade de vazão de água que varia de 82 a quase 100%, permitindo a drenagem das águas pluvias para o subsolo”, completos Barbara.
Por suas características sustentáveis e de proteção urbanística, esses pisos são indicados, inclusive, pelos órgãos públicos para a construção de áreas externas, já que se enquadram nas leis de áreas de permeabilidade impostas.
Com isso, conciliam-se as exigências de permeabilidade dos terrenos mantendo sua área útil.

Pisos intertravados ou drenantes ?

Eles podem ser do tipo intertravados, pisograma ou drenantes, feitos com diferentes tipos de materiais, tais como resinas, pedras ou cimetícios.
Todos eles têm a mesma função permeável, o que varia é a porcentagem de drenagem dos mesmos.
pisos intertravados
Os pisos intertravados e os drenantes tem a mesma função.
A diferença é: os intertravados são de concreto pré – fabricado, tem grande resistência ao trafego pesado, substituindo os antigos paralelepípedos.
Já a permeabilidade dos drenantes é melhor, pois, o material é poroso para a devida absorção.
No entanto, os intertravados podem ser projetados para esta finalidade, formando espaços entre os blocos e colocados até junto com grama, dando a mesma função e beleza dos pisos drenantes.

Esclarece a profissional.
piso drenante
Ambiente, projetado pelos arquitetos Eduardo Mera e Beatriz Mera, para a Casa Cor São Paulo de 2012. Piso Ekko Plus da Castelatto, nas cores rosso e cinza.
Os pisos drenantes não esquentam
Assim como pedras e areia natural, alguns revestimentos drenantes também funcionam como filtros, ao devolverem a água ao solo, portanto, melhoram sua qualidade.
Outra vantagem é o conforto térmico, pois esses revestimentos reduzem a absorção do calor.
“Possui um bom isolamento térmico, pois retém menos o calor, deixando o ambiente mais fresco, totalmente ao contrário do asfalto, por exemplo.” Completa Barbara.

É preciso saber instalar o piso drenante!

Não faltam cores ou modelos para todos os tipos de projetos.
Mas, atenção!
Para garantir a permeabilidade dessas peças, seu assentamento não é feito de maneira convencional – com argamassa e sobre contra-piso – já que nesse processo a característica drenante do piso é anulada.



“A permeabilidade desses pisos está ligada a sua correta instalação.”
“Só a correta instalação garante a durabilidade do seu revestimento e sua efetividade como o correto escoamento da água” enfatiza a arquiteta.

Etapas do assentamento do piso drenante

A instalação do revestimento drenante consiste no correto assentamento do piso.
  • A contenção lateral deve ser realizada com antecedência possibilitando o travamento do piso assentado.
  • &nbps;
  • O solo deve ser preparado com uma enxada, preparado com os caimentos necessários para o perfeito escoamento.

  • Feito todo o processo corretamente, após a colocação e compactação do produto a liberação para o transito de pessoas e veículos é imediata.

Com esses pisos, os projetos podem unir sustentabilidade, urbanismo e praticidade, já que possibilitam a drenagem de água para o solo, evitam enchentes e possuem fácil manutenção (comparado a outros revestimentos para área externa).

Manutenção e limpeza dos pisos permeáveis

Só é necessário tomar os devidos cuidados na hora da limpeza, como por exemplo, não utilizar ácidos ou produtos de limpeza que sejam de base ácida.
Para limpar a sujeira acumulada na superfície do material, a melhor alternativa é utilizar lavadoras de alta pressão para a manutenção de sua função drenante.
É a dica da profissional.
pisos permeaveis
Projeto da arquiteta Silvia Lapenta que utilizou o revestimento Ekko, na cor castanho, da Castelatto.

Outros materiais naturais, como grama ou seixos, também permitem a drenagem, mas, muitas vezes, são de difícil manutenção e limpeza.
A arquiteta ainda dá uma dica final para a utilização desses revestimentos nos projetos:
“Sua função indicada para áreas externas não impede sua utilização em um jardim de inverno de uma residência – que tenha algum contato externo – para fazer alguma composição de paisagismo ou algum tipo de paginação diferente”.
Mas, adverte “É um revestimento bem rústico, por ser de material poroso ele acaba dando melhores acabamentos em áreas externas”.