Mostrando postagens com marcador instalação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador instalação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pisos drenantes: ecologicamente corretos

Escrito por Larissa Gould



Os pisos drenantes estão cada vez mais populares entre os arquitetos, eles evitam a formação de poças e drenam a água para o solo.

Pisos para áreas externas que evitam enchentes

pisos para piscinas


Piso drenante, atérmico da Hardscape

Ideais para áreas externas, principalmente beiras de piscinas, calçadas e outros espaços que ficam constantemente sujeitos a serem molhados, os revestimentos drenantes são uma solução tecnológica e sustentável para evitar acidentes e deixar os projetos esteticamente belos.
Além de deixar o ambiente mais bonito e confortável, esses revestimentos têm a função sustentável de ajudar e escoar a água para o solo.
Eles são indicados para projetos que exijam área externa com permeabilidade, podendo ser utilizado para garagens, composição de jardins, parques e até calçadas públicas.
É uma solução ecológica, pois a água escoa entre o revestimento que é poroso de forma natural, mantendo o piso seco e sem poças
É o que explica a arquiteta Barbara Oriani, ela também argumenta que esses modelos são a melhor opção para aproveitamento de áreas que necessitem de permeabilidade.

Pisos que deixam a água retornar ao solo

Os pisos drenantes absorvem a água e reduzem o risco de enchentes, pois escoam quase completamente a água (alguns modelos ultrapassam os 95% de drenagem) com muita rapidez, impedindo o acumulo do liquido.
Por não deixar poças – e também por sua qualidade antiderrapante – também aumenta a segurança das calçadas ou dos em tornos de piscinas, pois evita acidentes como quedas e escorregões.
Para os passeios públicos, a arquiteta orienta “Uma porcentagem efetiva de drenagem ideal para calçadas é de permeabilidade de 95%, reduzindo muito o empoçamento de água e enchentes”.
pisos permeáveis
A arquiteta Ana Ono usou o revestimento da Castelatto Ekko, castanho, para compor esse ambiente.
É, também, uma opção sustentável, pois, assim como em ambientes naturais, como jardins ou praias, a água é devolvida ao solo, ou seja, aos lençóis freáticos.
“Esses revestimentos possuem capacidade de vazão de água que varia de 82 a quase 100%, permitindo a drenagem das águas pluvias para o subsolo”, completos Barbara.
Por suas características sustentáveis e de proteção urbanística, esses pisos são indicados, inclusive, pelos órgãos públicos para a construção de áreas externas, já que se enquadram nas leis de áreas de permeabilidade impostas.
Com isso, conciliam-se as exigências de permeabilidade dos terrenos mantendo sua área útil.

Pisos intertravados ou drenantes ?

Eles podem ser do tipo intertravados, pisograma ou drenantes, feitos com diferentes tipos de materiais, tais como resinas, pedras ou cimetícios.
Todos eles têm a mesma função permeável, o que varia é a porcentagem de drenagem dos mesmos.
pisos intertravados
Os pisos intertravados e os drenantes tem a mesma função.
A diferença é: os intertravados são de concreto pré – fabricado, tem grande resistência ao trafego pesado, substituindo os antigos paralelepípedos.
Já a permeabilidade dos drenantes é melhor, pois, o material é poroso para a devida absorção.
No entanto, os intertravados podem ser projetados para esta finalidade, formando espaços entre os blocos e colocados até junto com grama, dando a mesma função e beleza dos pisos drenantes.

Esclarece a profissional.
piso drenante
Ambiente, projetado pelos arquitetos Eduardo Mera e Beatriz Mera, para a Casa Cor São Paulo de 2012. Piso Ekko Plus da Castelatto, nas cores rosso e cinza.
Os pisos drenantes não esquentam
Assim como pedras e areia natural, alguns revestimentos drenantes também funcionam como filtros, ao devolverem a água ao solo, portanto, melhoram sua qualidade.
Outra vantagem é o conforto térmico, pois esses revestimentos reduzem a absorção do calor.
“Possui um bom isolamento térmico, pois retém menos o calor, deixando o ambiente mais fresco, totalmente ao contrário do asfalto, por exemplo.” Completa Barbara.

É preciso saber instalar o piso drenante!

Não faltam cores ou modelos para todos os tipos de projetos.
Mas, atenção!
Para garantir a permeabilidade dessas peças, seu assentamento não é feito de maneira convencional – com argamassa e sobre contra-piso – já que nesse processo a característica drenante do piso é anulada.



“A permeabilidade desses pisos está ligada a sua correta instalação.”
“Só a correta instalação garante a durabilidade do seu revestimento e sua efetividade como o correto escoamento da água” enfatiza a arquiteta.

Etapas do assentamento do piso drenante

A instalação do revestimento drenante consiste no correto assentamento do piso.
  • A contenção lateral deve ser realizada com antecedência possibilitando o travamento do piso assentado.
  • &nbps;
  • O solo deve ser preparado com uma enxada, preparado com os caimentos necessários para o perfeito escoamento.

  • Feito todo o processo corretamente, após a colocação e compactação do produto a liberação para o transito de pessoas e veículos é imediata.

Com esses pisos, os projetos podem unir sustentabilidade, urbanismo e praticidade, já que possibilitam a drenagem de água para o solo, evitam enchentes e possuem fácil manutenção (comparado a outros revestimentos para área externa).

Manutenção e limpeza dos pisos permeáveis

Só é necessário tomar os devidos cuidados na hora da limpeza, como por exemplo, não utilizar ácidos ou produtos de limpeza que sejam de base ácida.
Para limpar a sujeira acumulada na superfície do material, a melhor alternativa é utilizar lavadoras de alta pressão para a manutenção de sua função drenante.
É a dica da profissional.
pisos permeaveis
Projeto da arquiteta Silvia Lapenta que utilizou o revestimento Ekko, na cor castanho, da Castelatto.

Outros materiais naturais, como grama ou seixos, também permitem a drenagem, mas, muitas vezes, são de difícil manutenção e limpeza.
A arquiteta ainda dá uma dica final para a utilização desses revestimentos nos projetos:
“Sua função indicada para áreas externas não impede sua utilização em um jardim de inverno de uma residência – que tenha algum contato externo – para fazer alguma composição de paisagismo ou algum tipo de paginação diferente”.
Mas, adverte “É um revestimento bem rústico, por ser de material poroso ele acaba dando melhores acabamentos em áreas externas”.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assentamento de piso sobre piso

 

Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas


Reportagem: Verônica Rodrigues


A aplicação de um novo revestimento sem quebrar o antigo torna do assentamento de piso sobre piso em áreas externas uma técnica prática, já que os transtornos da reforma e o tempo em que a área fica interditada são reduzidos.
O serviço é simples, mas é preciso saber os cuidados certos para a verificação, regularização e limpeza da base a ser revestida. Essas medidas são muito importantes, pois se você colocar o piso sem retirar as peças antigas que estão soltas, por exemplo, as novas placas poderão se descolar também.
Materiais como portas, janelas, tomadas e pontos de saída de água deverão ser ajustados ao novo nível, que aumentará com o recebimento da nova camada de revestimento. Já existem placas mais finas que evitam as perdas de espaço e a necessidade de modificações, como o corte de portas. Mas antes de optar por essas peças, verifique se suportam as cargas de uso da área.
A argamassa colante é indicada para o assentamento de placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias com formatos de até 45 cm x 45 cm e para bases revestidas com cerâmica, cimentados lisos, granilite, ardósia, porcelanato e pedras. No caso da ardósia ou pedras envernizadas, é necessário remover a camada de resina impregnada à superfície antes de aplicar a argamassa.
Este passo-a-passo foi realizado em uma área externa, com argamassa fabricada para esse fim, mais resistente a locais com alto tráfego.



Materiais


Fotos: Marcelo Scandaroli



Materiais necessários: EPIs, desempenadeira 8 mm ou raio 10 mm, martelo comum e martelo de borracha, colher de pedreiro, trena, espaçador, talhadeira, régua, nível de bolha, masseira, dosador de água, trincha, escova, caneta e esponja.


Passo 1


Fotos: Marcelo Scandaroli


Antes de iniciar a instalação, verifique se a superfície não apresenta desvios de prumo e planicidade acima do previsto pela norma de revestimentos (NBR 13.749).


Passo 2


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a batida de um martelo, cheque as peças antigas e verifique se todas estão coladas à base. O som oco ajudará a reconhecer as placas descoladas. Como o desplacamento geralmente ocorre do meio para os cantos da peça, comece o exame pelo centro.


Passo 3


Fotos: Marcelo Scandaroli


Retire as peças descoladas e corrija os espaços vazios com argamassa de areia e cimento em espessura suficiente para regularizar e nivelar a área.


Passo 4


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe e seque totalmente a superfície. Utilize produtos adequados para a remoção dos diferentes tipos de impurezas.



Passo 5


Fotos: Marcelo Scandaroli


Prepare a argamassa colante conforme as instruções do fabricante até que fique homogênea. Deixe-a descansar por 15 minutos. Depois, misture a massa novamente. Após preparada, a argamassa deve ser utilizada no máximo em duas horas e meia (tempo de caixote).



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli


As peças que serão instaladas também devem estar limpas, mas não podem ser lavadas. Utilize uma escova seca para retirar a camada de pó no verso das placas.


Passo 6


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a colher de pedreiro, coloque a argamassa na superfície e espalhe com o lado liso da desempenadeira. Como a placa deve ser assentada no máximo em 20 minutos, estenda a argamassa em áreas de até 2 m².


Passo 7


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a superfície coberta uniformemente desenhe os cordões, com o lado denteado da desempenadeira posicionado em ângulo de 60°, sem deixar que a base apareça.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se as placas tiverem área igual ou superior a 900 cm², os passos 6 e 7 também deverão ser realizados no verso da peça. Esse processo, de dupla camada, também é solicitado em áreas de alto tráfego.


Passo 8


Fotos: Marcelo Scandaroli


Assente a placa sobre a base. Não é preciso seguir a disposição do revestimento antigo. Para esmagar os cordões, pressione a peça com as mãos, movendo-a ligeiramente.



DICA


Fotos: Marcelo Scandaroli



Utilize o martelo de borracha para auxiliar no amassamento dos cordões. O som da batida ainda ajuda a identificar locais que não foram bem preenchidos com a argamassa.


Passo 9


Fotos: Marcelo Scandaroli


Durante a aplicação, faça o teste de verificação, levantando aleatoriamente algumas placas para confirmar se os cordões foram realmente esmagados sem deixar lacunas.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se houver espaços vazios, como o da foto, corrija-os. Em seguida, coloque a peça no mesmo local.


Passo 10


Fotos: Marcelo Scandaroli


Aplique os espaçadores entre as placas, demarcando os espaços para rejuntamento. Depois, retire os excessos de argamassa das juntas.


Passo 11


Fotos: Marcelo Scandaroli


Certifique-se de que as peças estão niveladas.


Passo 12


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe a área com uma esponja molhada em até 40 minutos do início da instalação. A área pode receber tráfego depois de 24 horas, mas o ideal é a liberação completa em dois dias.



Confira outras dicas
Dê preferência ao uso da desempenadeira raio 10 mm no serviço em que é necessária a dupla camada de argamassa. Essa ferramenta pode fazer de uma só vez o que a desempenadeira 8 mm faria em duas etapas.
Fotos: Marcelo Scandaroli








A técnica "bolão" não é recomendada para argamassas colantes. A aplicação da massa somente no centro e nos cantos da peça facilita seu desplacamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli






Apoio técnico: Diogo Gonçalves e Ecilio Lima, assistente de Produto e instrutor técnico, respectivamente, da Weber Quartzolit, e Ercio Thomaz,  pesquisador do Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).

Fotos: Marcelo Scandaroli


Fonte:
Revista Equipe de Obra Assentamento de piso sobre piso - Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas Construção e Reforma