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sábado, 18 de abril de 2015

Minicasa garante vida simples e sustentável

Em sintonia com seus valores, web designer resolveu construir um novo lar e disponibilizou 

o passo a passo do  projeto em site



Foto: Alek Lisefski
Alek Lisefski
Inspirado pela busca de uma rotina mais simples e um estilo de vida sustentável, o web designer Alek Lisefski decidiu construir uma minicasa para morar com a namorada Anjali e a cadelinha Anya. A ideia era limitar o espaço para evitar o acúmulo de roupas e objetos. Além disso, a metragem reduzida instigaria o casal a passar mais tempo na rua, em meio à natureza. Assim, o projeto resultou em um trailer personalizado de cerca de 9 m².
“É um estímulo para ter uma vida e relacionamentos mais saudáveis”, explica Lisefski nas primeiras postagens do blogdo site Tiny Project, quando a casa ainda não estava pronta. “Sem ter que pagar aluguel, poderei economizar dinheiro. Além disso, por ter uma vida menos agitada, terei mais tempo para saúde, lazer e viagens”, complementa.
minicasa-sala

Para erguer a casinha, o web designer levou um ano – sete meses dedicados à construção em si, incluindo noites e finais de semana. Ao todo, Lisefski gastou US$ 30 mil (cerca de R$ 73.600). O trabalho braçal foi todo feito por ele. Quando surgiam dúvidas e problemas, recorria à internet para encontrar soluções.
Lisefski ele escolheu fazer um trailer para ter mobilidade. Por ser considerado um veículo de passeio, existia uma limitação de altura e largura: 4,11 e 3 metros, no máximo, respectivamente.  Atualmente, a casa está “estacionada” em Sebastopol, uma cidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Como o projeto teve uma repercussão bastante positiva, Lisefski desenvolveu um arquivo para download com detalhes de como construir o mini-imóvel, que pode ser adquirido no site e custa a partir de US$ 200 (R$ 488, aproximadamente).
minicasa-quarto
minicasa-escritório
minicasa-fachada
minicasa-cozinha
minicasa-banheiro
minicasa
minicasa-cozinha
minicasa-cama
minicasa-jantar
minicasa-teto
minicasa-fachada

Fotos: Alek Lisefski

terça-feira, 10 de junho de 2014

Arquiteto cria casa totalmente integrada em 45m²






Em três anos, o arquiteto Alex Nogueira viu sair do papel o projeto da casa totalmente integrada. Nem loft e nem container. Em 45m², ele fez sala, cozinha, quarto e banheiro de uma forma livre, aberta e arejada.

De estrutura metálica e apenas com uma parede de concreto, que sustenta todo o entorno da casa, ele inaugurou o lar de forma retangular aos 30 anos, em maio de 2013, no bairro Rita Vieira, em Campo Grande.

“Eu queria alguma coisa parecida com o que acreditava que poderia ter. Para os clientes, você quer falar, mas quando não conhecem, eles têm medo, fica em dúvida, mas como era minha”. Alex investiu. Fora o terreno e pertences pessoais, ele gastou em média R$ 90 mil. Parece muito para um espaço construído de 45m². No entanto, levando em conta a escolha de materiais e o próprio projeto, se vê que é válido.

Alex diz que loft não é, porque o conceito nasceu das ocupações dos galpões ingleses e a estrutura ali é diferente, foi construída para ser uma casa. Já o container tem uma dimensão bem menor. “Eu diria que é uma casa que buscou ser o mais integrada possível”, resume.

Estrutura
Para entrar se abre a porta da frente, para o jardim, uma única porta de vidro separa o imóvel do deck que leva ao amplo gramado.

Na única parede de alvenaria, o concreto é protagonista. Além de segurar a casa, trouxe um ar mais ‘rústico’ ao imóvel. Abaixo, a parede foi revestida com pedra, uma solução que no fim casou esteticamente para o problema. Um dos entraves quando a arquitetura é ousada assim, é achar mão de obra qualificada.

O contorno retangular da casa foi feito por viga metálica, sem uma coluna aparente. No projeto, Alex quis dar uma sensação de flutuar. Um dos benefícios de uma casa suspensa é a ventilação. “Vem por cima, dentro e baixo”, define.

O vento é o suficiente a ponto de evitar instalações de ar condicionado ou ventiladores. “Sou dependente da ventilação, é bem comum dormir com tudo aberto”, diz. O telhado tem quatro camadas, justamente para frear o calor. “Ternite, isolamento metálico e isopor e por fim, o gesso acartonado que dá a cobertura da parede”, enumera.

Na prática, Alex transpassou muito da própria personalidade. “Ao mesmo tempo em que é muito aberto e reflete como eu sou, é meio metódico. Tudo reto, sem curvas”, exemplifica mostrando o balcão feito de viga metálica na cozinha.

Os móveis e eletrodomésticos são todos de primeira. Geladeira, forno e fogão eram comprados no início dos anos, ao longo da construção, durante os saldões. Já os móveis foram todos planejados e em parte, desenhados pelo próprio arquiteto.

A cama vira gaveteiro. Nas laterais, parte das roupas ficam guardadas. Já a frente abriga a sapateira. Na janela, uma arara permite pendurar camisas e outras roupas. Além do armário ficar dividido entre portas acima e abaixo do balcão onde fica a televisão.

“Dá para fazer tudo. É só quebrar certos padrões. É bom que as pessoas possam ver que dá para fazer coisa diferente e queiram experimentar também. Afinal, arquitetura é essa experiência. Todo mundo quer vestir a mesma coisa?”

A ideia de Alex foi publicada no site ArchDaily, página privilegiada de lançamentos de projetos de arquitetos de todo o mundo.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ORIENTACOES SOLARES

Uma das principais dúvidas que as pessoas têm no momento de escolher um imóvel, para comprar ou alugar, ou mesmo ao planejar uma construção, é a questão das orientações solares.
De maneira geral, para quem vive no hemisfério sul (ao sul da linha do equador), caso de quase todo o Brasil, pode-se dizer que a orientação norte (quando as janelas são voltadas para o norte) é a que atende de maneira mais satisfatória as principais demandas da maioria dos usuários, a saber: um nível mínimo de insolação diária, Sol quando se precisa de calor (inverno), e sombra quando não se quer calor (verão). Quanto mais para o sul se vive, mais válido é este conceito. Isto se deve à variação dos ângulos que o Sol forma com a superfície da Terra em seu movimento aparente, nas diferentes épocas do ano. No inverno, as fachadas voltadas para o norte recebem insolação quase que o dia todo, pois o Sol forma um ângulo pequeno em relação à superfície da Terra em seu percurso. No verão, como o ângulo que o Sol forma com a superfície da Terra em seu percurso é bem maior, a tendência é a de que passe sobre as coberturas do edifícios. Desta forma, um pequeno beirado nas coberturas sobre as fachadas voltadas para o norte, já proporcionaria sombra para as mesmas.
A orientação sul é a mais problemática, pois não recebe Sol em nenhum momento no inverno (exemplo: Porto Alegre) e, no verão, recebe apenas nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde (isto varia conforme a latitude, quanto mais se aproxima do equador, mais horas de Sol se tem na fachada sul e vice-versa). Fachadas voltadas para o sul somente são favoráveis em ambientes em que o Sol é totalmente indesejado, tais como estúdios de som, laboratórios fotográficos e salas de projeção. Mesmo assim, é preciso cuidar-se os problemas decorrentes da falta de insolação, como a umidade e o mofo, por exemplo
As orientações leste e oeste têm características similares em termos de insolação, embora em momentos diferentes do dia. As fachadas voltadas para o leste recebem Sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). Nas fachadas voltadas para o oeste ocorre o contrário, recebem Sol pela tarde (do meio-dia ao ocaso). Em geral, ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste, apesar de receberem o mesmo número de horas de Sol, porque recebem Sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida (ver Curiosidades/Habitações Troglodíticas). (Fonte: MASCARÓ, Lúcia R. de - "Energia na Edificação" - Projeto Editores Associados - 1986)

Gráfico representativo do movimento aparente do Sol no hemisfério sul, em relação a uma edificação. O ângulo "A" é pequeno no verão e aumenta no inverno. O ângulo "B", pelo contrário, é grande no verão e diminui no inverno.

A tabela abaixo procura definir, de maneira prática, as orientações mais recomendáveis para os diferentes ambientes de uma edificação. Ambientes comerciais e industriais não foram relacionados pois podem ter premissas diferenciadas, dependendo das atividades neles desenvolvidas
TABELA DE ORIENTAÇÕES RECOMENDADAS (VÁLIDA PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL)


Ambiente
Norte
Nordeste
Leste
Sudeste
Sul
Sudoeste
Oeste
Noroeste
salas de estar e de refeições
R
RRA
NR
A
A
R
jardins de invernoRRANRNRNRRR
salas de TV / projeção
R
RRA
A
A
A
R
estúdios de som / laboratórios fotográficos
NR
NRNRA
R
A
NR
NR
dormitórios
R
RRA
NR
A
A
R
closets
R
RRA
NR
A
R
R
cozinhas
R
RRA
NR
A
A
R
banheiros
R
RRA
NR
A
R
R
garagens
R
RRA
A
A
R
R
despensas
R
RRA
NR
A
R
R
adegas (sem janelas)AANRRRRNRA
escritórios
R
RRA
NR
A
A
R
consultórios
R
RRA
NR
A
A
R
laboratórios
R
RRA
NR
A
A
R
R = Recomendado / A = Aceitável / NR = Não Recomendado
Observações:
  • Fala-se em "movimento aparente do Sol" porque do ponto de observação dos habitantes da Terra, ela parece estática, dando a impressão de que é o Sol que se movimenta em relação à ela, quando na realidade ocorre o contrário. Os movimentos da Terra são a rotação (giro em torno de seu eixo), que dura 24 horas e leva à existência de dias e noites, e a translação (órbita elíptica em torno do Sol), que dura 1 ano, e leva à existência das diferentes estações.
  • Tudo o que se disse em relação às virtudes da orientação norte e aos problemas da orientação sul, é válido somente para o hemisfério sul. No hemisfério norte inverte-se a situação e o sul passa a ser a orientação mais favorável, passando a orientação norte a ser a menos favorável. As orientações leste e oeste mantêm as mesmas características nos dois hemisférios.
Fonte: http://www.cimentoeareia.com.br/orientacoes.htm