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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Execução de contrapiso autonivelante

Indicado para recuperação e nivelamento de bases de concreto, o sistema de contrapiso autonivelante foi desenvolvido na Europa na década de 1980. No Brasil, as primeiras utilizações do produto datam de 1990. Atualmente, empreendimentos comerciais, industriais e projetos de equipamentos urbanos - como o estádio do Maracanã - estão utilizando a solução. Mas apesar de seu uso em obras expressivas, o desconhecimento da tecnologia ainda é o maior fator impeditivo para a análise criteriosa do seu custo - benefício, o que tem freado a disseminação em larga escala.

Marcelo scandaroli
Figura 1 - Contrapiso autonivelante aplicado
Tecnologia autonivelante
O contrapiso autonivelante ( figura 1) é um sistema composto por uma argamassa à base de cimento de alto desempenho, autoadensável, autonivelante, bombeável monocomponente e bastante fluida, de fácil aplicação. Em pisos de áreas internas e externas de tráfego moderado, cria uma superfície lisa, plana e de acabamento fino. Pode ser usado com sucesso para reabilitar, regularizar e nivelar contrapisos novos e antigos, desde que seja corretamente especificado e aplicado para essas finalidades. Particularmente, apresenta ótimos resultados em situações em que há alta exigência de planimetria, como garagens, estacionamentos, pátios e pisos industriais.
A alta produtividade na aplicação, a liberação rápida para a execução de outros serviços ou para o uso do ambiente (24 horas, contra os 14 dias necessários para cura dos pisos cimentícios convencionais), a qualidade e o desempenho são os principais diferenciais do contrapiso autonivelante. Por apresentar alta fluidez, o produto é autoadensável e autonivelante, características que permitem seu espalhamento natural, dispensando grandes esforços físicos ou procedimentos mais complexos para a sua aplicação e, consequentemente, necessidade de alta capacitação dos operários. O seu uso, no entanto, é contraindicado em áreas de aclives ou declives e sobre solo com umidade ascendente (recomenda-se realizar impermeabilização prévia da base). A aplicação também deve ser evitada em ambientes expostos a agentes químicos e em contato com óleos e graxas, sob pena de ocorrer queda de resistência, desagregações, fissuras e manchamentos.
Produtividade
Sua aplicação mecanizada, por meio de misturadora e bomba, proporciona alta produtividade com redução expressiva do tempo de execução do piso e, por sua vez, do cronograma de obra. Somado ao tempo de preparo da base - em geral, serviço executado em 2,5 dias -, a produtividade média por ciclo chega a 800 m²/ dia. Vale ressaltar que as condições da base e do ambiente e a espessura final requerida no projeto influenciam diretamente na produtividade. Quanto menor a espessura, maior será a produtividade: um piso com espessura de 1,0 cm pode apresentar uma produtividade potencial de 2.000 m²/dia (sem contar o tempo de preparo da base). Outros fatores decisivos nessa análise serão a liberação de frentes de trabalho (o que exigirá planejamento da obra para que a produção seja potencializada, evitando paradas no processo), e a disposição das juntas na base, dos elementos construtivos (tais como pilares) e dos equipamentos pesados existentes no local que receberá a aplicação.
O número de trabalhadores estimados para a execução dos serviços, em geral, é de quatro a cinco operários em média por frente de trabalho: dois ajudantes envolvidos nas tarefas de mistura do produto e de dois a três nas etapas de preparo da base, aplicação e acabamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Figura 2 - Ferramentas e EPIs necessários: óculos, capacete, protetor auricular, luvas, máscara, vassoura de pelo, rastelo, fita de polietileno expandido, demarcador, broxa e sapatilha de prego
Características técnicas
O contrapiso autonivelante industrial apresenta as seguintes propriedades:
 Resistência ao arrancamento: > 1,0 MPa;
 Resistência à flexão aos 28 dias: 7,5 MPa (EN 13.892);
 Resistência à compressão aos 28 dias: 29 MPa (EN 13.892);
 Resistência à abrasão: 5 RWA 10 (EN 13892);
 Tempo em aberto da mistura (20°C): 15 a 20 minutos.
Composição
O sistema é composto por:
 Camada seladora - tem a função de vedar todos os poros da base, potencializando a aderência do produto;
 Camada regularizadora - contrapiso autonivelante à base de cimento (com função de regularizar e nivelar) de espessura variável em função do desnível da base.
Para o bom desempenho, no entanto, o sistema deverá atender prioritariamente aos requisitos de resistência à compressão, à flexão e superficial (abrasiva), aderência à base, nivelamento, planicidade e acabamento compatível com os revestimentos finais previstos em projeto.
Projeto
Antes de executar o serviço, é altamente recomendável conhecer todos os detalhes do projeto e realizar uma vistoria prévia no local para uma análise técnica da base, avaliando todos os detalhes que possam influenciar no comportamento do piso, tais como:
 Área do piso;
 Espessura mínima e máxima da camada que será aplicada sobre o piso;
 Disposição das juntas de dilatação;
 Disposição de pilares;
 Condições da base (no caso de pisos antigos, é fundamental avaliar se a superfície está íntegra, sem fragmentação, resíduos, revestimentos, manchas de óleo ou presença de elementos químicos);
 Uso destinado ao piso (identificar cargas pontuais, trânsito de veículos pesados e exposição a agentes químicos);
 Tipo de fechamento e cobertura (exposição a sol, vento e chuva).
Normas técnicas
Ainda não há normas técnicas brasileiras que regulamentam o contrapiso à base de cimento, portanto, as normas referenciais são as europeias:
 EN 13.892-2:2002 Methods of Test for Screed Materials. Determination of Flexural and Compressive Strength (resistência à compressão e à flexão);
 EN 13.454-2:2003 Binders, Composite Binders and Factory Made Mixtures or Floor Screeds Based on Calcium Sulfate. Test Methods (nível de retração);
 EN 13.501-1:2007 Fire Classification of Construction Products and Building Elements. Classification Using Test Data from Reaction to Fire Tests (resistência ao fogo);
 EN 13.892-4:2002 Methods of Test for Screed Materials. Determination of Wear Resistance-BCA (resistência à abrasão).
Figura 3 - Fresadora Figura 4 - Aspirador de pó industrial Figura 5 - Misturadora mecânica e bomba
Testes e ensaios
Os testes de qualidade são realizados por lote de produto considerando os seguintes ensaios: resistência à compressão, à flexão, superficial e retração. Na obra, antes da aplicação do produto, deve-se realizar o ensaio de fluidez (flow test), de forma a assegurar a fluidez ótima na aplicação.
Detalhes do processo executivo
O aplicador deverá utilizar as ferramentas e os EPIs indicados na figura 2. O uso da fresadora (figura 3) é indicado quando as condições do substrato para aplicação do produto forem impróprias, situação comum em bases antigas ou até mesmo novas (quando mal- executadas). Com o equipamento, é possível fazer a retirada da camada superficial da base atingindo uma camada mais resistente e proporcionar, desse modo, uma melhor ancoragem do contrapiso autonivelante.
Depois da fresagem, é necessário varrer a base para retirar o excesso de pó gerado no processo. A limpeza mais "fina" deverá ser feita com um aspirador industrial (figura 4).
Utilizar um misturar mecânico e uma bomba acoplada (figura 5), assegurando, respectivamente, maior homogeneidade da mistura e alta produtividade na aplicação.
Figura 6 - Preparo da base Figura 7 - Fresagem

Recomenda-se manter uma central única de mistura em um ponto estratégico da obra, preferencialmente em um local com fácil acesso ao recebimento de materiais e à estocagem deles e a uma distância adequada até o ponto de aplicação.
É imprescindível fazer uma vistoria preliminar no local, observando detalhadamente a área de aplicação e verificando pontos necessários para uma recuperação prévia, como necessidade ou não de tratamento de fissuras, de cavidades acentuadas e de fresamento, por exemplo. Antes de iniciar a execução do serviço, é importante verificar se o local apresenta instalações adequadas para a utilização dos equipamentos. Tanto os pontos de elétrica como os de hidráulica devem ser exclusivos para o sistema (que requer alimentação constante devido à alta produtividade) e dimensionados para atender às necessidades dos equipamentos a serem usados.
Se necessário, realiza-se o tratamento prévio de fissuras da base e regularizam- se cavidades acentuadas ( figura 6). Em obras industriais, a etapa de preparo da base deve ser reforçada, assim como o produto que será aplicado, justamente por conta das cargas que serão aplicadas sobre o piso. No uso residencial, por exemplo, dispensa-se a etapa de fresagem do piso.
A base deve estar íntegra, seca, sem sujeira ou material solto e isenta de material contaminante ou oleoso. Nessas condições, a base deve ser preparada com fresamento (figura 7) ou polimento com disco de vídea. A raspagem deve ser feita em sentidos cruzados.
A superfície deve ser varrida com vassoura, a fim de retirar a sujeira grossa da base (figura 8). Em seguida, o pó será aspirado. O não cumprimento desses procedimentos prejudicará a aderência da argamassa na base, prejudicando o desempenho do sistema.
Com a superfície corretamente preparada, raspada, limpa e seca, aplicar a primeira camada de selante, utilizando uma vassoura de pelo limpa para fazer o espalhamento do produto (figura 9). Reaplicar o selante após quatro horas ou se a primeira camada estiver seca ao tato.
Aplicar uma fita de polietileno expandido nos cantos inferiores das paredes e em peças estruturais existentes no local, a fim de absorver qualquer movimentação. Demarcar a base em panos de acordo com a disposição das juntas de dilatação do piso (figuras 10 e 11).
Misturar o produto obedecendo à quantidade de água indicada pelo fabricante, utilizando um misturador mecânico. Para pequenas superfícies, a mistura pode ser feita em balde com haste metálica acoplada a uma furadeira profissional. Para grandes áreas, utilizar um misturador mecânico adequado que garanta a homogeneidade da mistura, atendendo à maior demanda de aplicação.
Para verificar a fluidez da argamassa, deve-se realizar o flow test despejando a massa sobre o gabarito nivelado (figura 12). A argamassa deve atingir o limite da marcação azul.
Aplicar a mistura sobre a camada seladora seca, respeitando a espessura final (figura 13). A aplicação é rápida e o consumo é de aproximadamente 1,7 kg/m²/mm.
Imediatamente após a aplicação, usar um rolo quebra-bolhas ou um rastelo denteado para remover o ar aprisionado (figura 14). Esperar 24 horas, até o endurecimento do piso, retirar as demarcações e recortar as rebarbas da fita de polietileno expandido. Em caso de aplicação de pintura, recomenda-se o lixamento prévio da superfície.
Figura 8 - Limpeza Figura 9 - Selante
Figura 10 - Fita de polietileno expandido Figura 11 - Demarcação das juntas de dilatação
Figura 12 - Flow test Figura 13 - Aplicação
Figura 14 - Acabamento

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pisos drenantes: ecologicamente corretos

Escrito por Larissa Gould



Os pisos drenantes estão cada vez mais populares entre os arquitetos, eles evitam a formação de poças e drenam a água para o solo.

Pisos para áreas externas que evitam enchentes

pisos para piscinas


Piso drenante, atérmico da Hardscape

Ideais para áreas externas, principalmente beiras de piscinas, calçadas e outros espaços que ficam constantemente sujeitos a serem molhados, os revestimentos drenantes são uma solução tecnológica e sustentável para evitar acidentes e deixar os projetos esteticamente belos.
Além de deixar o ambiente mais bonito e confortável, esses revestimentos têm a função sustentável de ajudar e escoar a água para o solo.
Eles são indicados para projetos que exijam área externa com permeabilidade, podendo ser utilizado para garagens, composição de jardins, parques e até calçadas públicas.
É uma solução ecológica, pois a água escoa entre o revestimento que é poroso de forma natural, mantendo o piso seco e sem poças
É o que explica a arquiteta Barbara Oriani, ela também argumenta que esses modelos são a melhor opção para aproveitamento de áreas que necessitem de permeabilidade.

Pisos que deixam a água retornar ao solo

Os pisos drenantes absorvem a água e reduzem o risco de enchentes, pois escoam quase completamente a água (alguns modelos ultrapassam os 95% de drenagem) com muita rapidez, impedindo o acumulo do liquido.
Por não deixar poças – e também por sua qualidade antiderrapante – também aumenta a segurança das calçadas ou dos em tornos de piscinas, pois evita acidentes como quedas e escorregões.
Para os passeios públicos, a arquiteta orienta “Uma porcentagem efetiva de drenagem ideal para calçadas é de permeabilidade de 95%, reduzindo muito o empoçamento de água e enchentes”.
pisos permeáveis
A arquiteta Ana Ono usou o revestimento da Castelatto Ekko, castanho, para compor esse ambiente.
É, também, uma opção sustentável, pois, assim como em ambientes naturais, como jardins ou praias, a água é devolvida ao solo, ou seja, aos lençóis freáticos.
“Esses revestimentos possuem capacidade de vazão de água que varia de 82 a quase 100%, permitindo a drenagem das águas pluvias para o subsolo”, completos Barbara.
Por suas características sustentáveis e de proteção urbanística, esses pisos são indicados, inclusive, pelos órgãos públicos para a construção de áreas externas, já que se enquadram nas leis de áreas de permeabilidade impostas.
Com isso, conciliam-se as exigências de permeabilidade dos terrenos mantendo sua área útil.

Pisos intertravados ou drenantes ?

Eles podem ser do tipo intertravados, pisograma ou drenantes, feitos com diferentes tipos de materiais, tais como resinas, pedras ou cimetícios.
Todos eles têm a mesma função permeável, o que varia é a porcentagem de drenagem dos mesmos.
pisos intertravados
Os pisos intertravados e os drenantes tem a mesma função.
A diferença é: os intertravados são de concreto pré – fabricado, tem grande resistência ao trafego pesado, substituindo os antigos paralelepípedos.
Já a permeabilidade dos drenantes é melhor, pois, o material é poroso para a devida absorção.
No entanto, os intertravados podem ser projetados para esta finalidade, formando espaços entre os blocos e colocados até junto com grama, dando a mesma função e beleza dos pisos drenantes.

Esclarece a profissional.
piso drenante
Ambiente, projetado pelos arquitetos Eduardo Mera e Beatriz Mera, para a Casa Cor São Paulo de 2012. Piso Ekko Plus da Castelatto, nas cores rosso e cinza.
Os pisos drenantes não esquentam
Assim como pedras e areia natural, alguns revestimentos drenantes também funcionam como filtros, ao devolverem a água ao solo, portanto, melhoram sua qualidade.
Outra vantagem é o conforto térmico, pois esses revestimentos reduzem a absorção do calor.
“Possui um bom isolamento térmico, pois retém menos o calor, deixando o ambiente mais fresco, totalmente ao contrário do asfalto, por exemplo.” Completa Barbara.

É preciso saber instalar o piso drenante!

Não faltam cores ou modelos para todos os tipos de projetos.
Mas, atenção!
Para garantir a permeabilidade dessas peças, seu assentamento não é feito de maneira convencional – com argamassa e sobre contra-piso – já que nesse processo a característica drenante do piso é anulada.



“A permeabilidade desses pisos está ligada a sua correta instalação.”
“Só a correta instalação garante a durabilidade do seu revestimento e sua efetividade como o correto escoamento da água” enfatiza a arquiteta.

Etapas do assentamento do piso drenante

A instalação do revestimento drenante consiste no correto assentamento do piso.
  • A contenção lateral deve ser realizada com antecedência possibilitando o travamento do piso assentado.
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  • O solo deve ser preparado com uma enxada, preparado com os caimentos necessários para o perfeito escoamento.

  • Feito todo o processo corretamente, após a colocação e compactação do produto a liberação para o transito de pessoas e veículos é imediata.

Com esses pisos, os projetos podem unir sustentabilidade, urbanismo e praticidade, já que possibilitam a drenagem de água para o solo, evitam enchentes e possuem fácil manutenção (comparado a outros revestimentos para área externa).

Manutenção e limpeza dos pisos permeáveis

Só é necessário tomar os devidos cuidados na hora da limpeza, como por exemplo, não utilizar ácidos ou produtos de limpeza que sejam de base ácida.
Para limpar a sujeira acumulada na superfície do material, a melhor alternativa é utilizar lavadoras de alta pressão para a manutenção de sua função drenante.
É a dica da profissional.
pisos permeaveis
Projeto da arquiteta Silvia Lapenta que utilizou o revestimento Ekko, na cor castanho, da Castelatto.

Outros materiais naturais, como grama ou seixos, também permitem a drenagem, mas, muitas vezes, são de difícil manutenção e limpeza.
A arquiteta ainda dá uma dica final para a utilização desses revestimentos nos projetos:
“Sua função indicada para áreas externas não impede sua utilização em um jardim de inverno de uma residência – que tenha algum contato externo – para fazer alguma composição de paisagismo ou algum tipo de paginação diferente”.
Mas, adverte “É um revestimento bem rústico, por ser de material poroso ele acaba dando melhores acabamentos em áreas externas”.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assentamento de piso sobre piso

 

Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas


Reportagem: Verônica Rodrigues


A aplicação de um novo revestimento sem quebrar o antigo torna do assentamento de piso sobre piso em áreas externas uma técnica prática, já que os transtornos da reforma e o tempo em que a área fica interditada são reduzidos.
O serviço é simples, mas é preciso saber os cuidados certos para a verificação, regularização e limpeza da base a ser revestida. Essas medidas são muito importantes, pois se você colocar o piso sem retirar as peças antigas que estão soltas, por exemplo, as novas placas poderão se descolar também.
Materiais como portas, janelas, tomadas e pontos de saída de água deverão ser ajustados ao novo nível, que aumentará com o recebimento da nova camada de revestimento. Já existem placas mais finas que evitam as perdas de espaço e a necessidade de modificações, como o corte de portas. Mas antes de optar por essas peças, verifique se suportam as cargas de uso da área.
A argamassa colante é indicada para o assentamento de placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias com formatos de até 45 cm x 45 cm e para bases revestidas com cerâmica, cimentados lisos, granilite, ardósia, porcelanato e pedras. No caso da ardósia ou pedras envernizadas, é necessário remover a camada de resina impregnada à superfície antes de aplicar a argamassa.
Este passo-a-passo foi realizado em uma área externa, com argamassa fabricada para esse fim, mais resistente a locais com alto tráfego.



Materiais


Fotos: Marcelo Scandaroli



Materiais necessários: EPIs, desempenadeira 8 mm ou raio 10 mm, martelo comum e martelo de borracha, colher de pedreiro, trena, espaçador, talhadeira, régua, nível de bolha, masseira, dosador de água, trincha, escova, caneta e esponja.


Passo 1


Fotos: Marcelo Scandaroli


Antes de iniciar a instalação, verifique se a superfície não apresenta desvios de prumo e planicidade acima do previsto pela norma de revestimentos (NBR 13.749).


Passo 2


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a batida de um martelo, cheque as peças antigas e verifique se todas estão coladas à base. O som oco ajudará a reconhecer as placas descoladas. Como o desplacamento geralmente ocorre do meio para os cantos da peça, comece o exame pelo centro.


Passo 3


Fotos: Marcelo Scandaroli


Retire as peças descoladas e corrija os espaços vazios com argamassa de areia e cimento em espessura suficiente para regularizar e nivelar a área.


Passo 4


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe e seque totalmente a superfície. Utilize produtos adequados para a remoção dos diferentes tipos de impurezas.



Passo 5


Fotos: Marcelo Scandaroli


Prepare a argamassa colante conforme as instruções do fabricante até que fique homogênea. Deixe-a descansar por 15 minutos. Depois, misture a massa novamente. Após preparada, a argamassa deve ser utilizada no máximo em duas horas e meia (tempo de caixote).



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli


As peças que serão instaladas também devem estar limpas, mas não podem ser lavadas. Utilize uma escova seca para retirar a camada de pó no verso das placas.


Passo 6


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a colher de pedreiro, coloque a argamassa na superfície e espalhe com o lado liso da desempenadeira. Como a placa deve ser assentada no máximo em 20 minutos, estenda a argamassa em áreas de até 2 m².


Passo 7


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a superfície coberta uniformemente desenhe os cordões, com o lado denteado da desempenadeira posicionado em ângulo de 60°, sem deixar que a base apareça.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se as placas tiverem área igual ou superior a 900 cm², os passos 6 e 7 também deverão ser realizados no verso da peça. Esse processo, de dupla camada, também é solicitado em áreas de alto tráfego.


Passo 8


Fotos: Marcelo Scandaroli


Assente a placa sobre a base. Não é preciso seguir a disposição do revestimento antigo. Para esmagar os cordões, pressione a peça com as mãos, movendo-a ligeiramente.



DICA


Fotos: Marcelo Scandaroli



Utilize o martelo de borracha para auxiliar no amassamento dos cordões. O som da batida ainda ajuda a identificar locais que não foram bem preenchidos com a argamassa.


Passo 9


Fotos: Marcelo Scandaroli


Durante a aplicação, faça o teste de verificação, levantando aleatoriamente algumas placas para confirmar se os cordões foram realmente esmagados sem deixar lacunas.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se houver espaços vazios, como o da foto, corrija-os. Em seguida, coloque a peça no mesmo local.


Passo 10


Fotos: Marcelo Scandaroli


Aplique os espaçadores entre as placas, demarcando os espaços para rejuntamento. Depois, retire os excessos de argamassa das juntas.


Passo 11


Fotos: Marcelo Scandaroli


Certifique-se de que as peças estão niveladas.


Passo 12


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe a área com uma esponja molhada em até 40 minutos do início da instalação. A área pode receber tráfego depois de 24 horas, mas o ideal é a liberação completa em dois dias.



Confira outras dicas
Dê preferência ao uso da desempenadeira raio 10 mm no serviço em que é necessária a dupla camada de argamassa. Essa ferramenta pode fazer de uma só vez o que a desempenadeira 8 mm faria em duas etapas.
Fotos: Marcelo Scandaroli








A técnica "bolão" não é recomendada para argamassas colantes. A aplicação da massa somente no centro e nos cantos da peça facilita seu desplacamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli






Apoio técnico: Diogo Gonçalves e Ecilio Lima, assistente de Produto e instrutor técnico, respectivamente, da Weber Quartzolit, e Ercio Thomaz,  pesquisador do Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).

Fotos: Marcelo Scandaroli


Fonte:
Revista Equipe de Obra Assentamento de piso sobre piso - Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas Construção e Reforma