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terça-feira, 16 de junho de 2015

Contêineres de navio se tornam matéria-prima para a construção de casas

 
Pré-fabricados, resistentes, baratos e portáteis, os contêineres de transporte de carga reúnem uma série de características que credenciam seu uso como "matéria-prima estrutural" para a produção de casas. É verdade que a adaptação não é simples: eles precisam passar por um rigoroso processo de seleção e transformação antes de poderem compor as construções, o que exige conhecimento técnico especializado.

O desenvolvimento de detalhes técnicos, como a interface entre os caixilhos e o contêiner, por exemplo, também exige domínio do sistema por parte do projetista. Outra necessidade é a elaboração de um plano de logística para descarregamento e posicionamento do recipiente de carga no terreno. Mesmo com tamanha complexidade, a tecnologia ainda pode se mostrar uma opção economicamente viável em projetos residenciais, com a vantagem adicional de dar novo uso a um material que já havia cumprido com sua função no transporte de cargas.

Os contêineres High Cube de 40 pés que têm 2,89 m de altura, 12,19 m de comprimento e 2,44 m de largura - são os mais empregados na construção de casas em função do pé-direito maior, que favorece, por exemplo, o embutimento das instalações no forro de gesso. Os recipientes usados custam cerca R$ 9,5 mil e, depois de adaptados para a construção civil, têm durabilidade estimada de 90 anos, desde que sejam realizadas intervenções periódicas de manutenção.

"Trata-se de um mercado diferenciado, voltado para as pessoas que querem inovar com algo diferente das construções em alvenaria", afirma José Eleutério Jardim, diretor do Grupo IRS, empresa especializada na reforma e modificação de contêineres para a construção civil. "Estamos reciclando e dando forma aos contêineres que seriam descartados e se tornariam sucata", diz Jardim.

Seleção

Os contêineres normalmente chegam à obra parcialmente adaptados, com aberturas recortadas, molduras soldadas (que substituem os contramarcos) e instalações técnicas embutidas. A seleção técnica do produto que será usado no projeto residencial é a primeira etapa do processo, que acontece ainda no terminal de contêineres. "Excluímos os contêineres com ataque químico, problemas estruturais e com tetos danificados", afirma Ronaldo Hultmann, presidente e diretor geral da Delta Containers, empresa paranaense que comercializa os recipientes de carga já transformados para projetos arquitetônicos. Os recipientes de carga são examinados e manuseados por mão de obra especializada, treinada segundo os critérios internacionais do The Institute of International Container Lessors (IICL), órgão que estabelece as normas relativas aos contêineres.

Depois de escolhidos, os contêineres passam por serviços de serralheria (corte, solda e moldura). Os cortes, quase sempre feitos por máquinas de plasma com ar comprimido, devem ser executados com precisão para evitar soldas adicionais, causadoras de eletrólise ou problemas estruturais. "Discos de corte ou lixadeiras são usados quando há necessidade de emendar peças que tenham cortes com ângulos de 45o", diz Pablo Castilho, responsável técnico da Delta.

Após os cortes, segue-se às etapas de limpeza, remoção de graxa e tratamento abrasivo, que é feito com granalha de aço em contêineres novos (com carepa de laminação). "Em outros casos, é feita uma limpeza mecânica com escova e lixadeira rotativas e pistola de agulha. Posteriormente, aplica- -se a pintura anticorrosão com sistema airless", complementa Castilho.

Primeiro projeto

Projeto piloto do arquiteto Danilo Corbas, a casa da Granja Vianna, em Cotia (SP), concebida para ser sua residência, teve boa parte das atividades executadas no canteiro, já que os recipientes chegaram à obra somente com os vãos recortados. "A casa levou sete meses para ser finalizada. Teria levado cinco se todo o material estivesse disponível no tempo da obra e não no dos fornecedores", justifica o arquiteto.

Na morada do arquiteto, destacam-se uma cobertura verde, que capta águas pluviais para irrigação do jardim, e os grandes vãos e aberturas que proporcionam espaços integrados. "Vencer o vão não foi problema, mas sim a vibração e um provável curvamento, que foi combatido com o posicionamento do corpo da escada e com os pilaretes da caixilharia", complementa o autor do projeto, que considera a criatividade e a experiência importantes para quem vai projetar ou executar construções com contêineres.

"Se não tiver experiência no campo, o arquiteto deve contar com o respaldo de um engenheiro experiente", aconselha. Para ele, um dos itens mais difíceis de se lidar em um projeto desse tipo é a interface dos caixilhos com o contêiner, cujo painel corrugado pode repuxar das formas mais inesperadas, dependendo do corte feito. "É possível usar caixilhos convencionais, mas os contramarcos devem ter uma base especial", alerta.

Quando questionado sobre como seria a base ideal, Corbas evitou dar informações e fornecer detalhes técnicos que elucidassem visualmente o sistema. "Não divulgo todos os detalhes por estratégia comercial", justifica o arquiteto. O mesmo fez a Delta Containers. "Trata- se de um segredo de produção", afirma Ronaldo Hultmann.


Fonte:http://www.obra24horas.com.br/materias/tecnologia-e-sustentabilidade/conteineres-de-navio-se-tornam-materia-prima-para-a-construcao-de-casas

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Que cuidados tomar ao contratar a mão de obra para uma reforma ou construção?

por Arqºs Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz

Se você pensa em fazer sua obra diretamente com um empreiteiro, sem o gerenciamento ou acompanhamento de um profissional da área, como um engenheiro ou arquiteto, existem
alguns cuidados que devem ser tomados. 
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Alguns destes cuidados são interessantes de serem observados, seja para obras maiores, como a reforma inteira de uma residência como para obras pequenas como uma reforma de um banheiro. 

1. Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos “faz-tudo” no mercado que na verdade não fazem nada. 

2. Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes! 

3. Reveja se tudo está contemplado - Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro. 

4. Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado “x” tempo para a obra e um adicional de “y” tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso. 

5. Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação. 

6. Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra. 

7. Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo? 

8. Seguro de obra - Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio. 

9. Entenda a metodologia - Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho. 

10. Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não “sufoque” o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra. 

11. Faça um recebimento de obra - Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação. 

A maior parte da obra gera pequenos problemas e algumas preocupações. A postura com que você acompanha esse processo é muitas vezes fundamental e pode fazer a diferença entre ver o seu sonho ser erguido ou ver tudo se transformar num pesadelo. Caso os problemas estejam incomodando ao ponto de você estar infeliz, está na hora de chamar um profissional da área para interceder. 

Boa sorte com a sua obra e tente se divertir! 




Fonte:www.casaeimoveis.uol.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Site auxilia pesquisa de preços e fornecedores


Novo site do Guia da Construção oferece pesquisa de preços, reportagens técnicas, contatos de fornecedores e fichas técnicas de materiais, serviços, equipamentos e mão de obra

Por: Gustavo Mendes
Edição 130 - Maio/2012


Está no ar desde 26 de março o Guia da Construção Web (www.guiadaconstrucao.pini.com.br), um portal de referência técnica sobre materiais, mão de obra, serviços e equipamentos de construção. O site agrega os principais conteúdos da PINI para apoiar os profissionais do setor em pesquisas de preços, contatos de fornecedores e soluções técnicas.
Todos os mais de 20 mil preços de insumos e serviços, levantados e atualizados pela PINI, estão disponíveis para consulta. Quando o usuário realiza uma pesquisa, o site também retorna uma lista de fornecedores com contatos completos e área geográfica de atuação e fichas técnicas de produtos e serviços relacionados. O usuário também tem à disposição uma lista de reportagens de apoio, publicadas nas revistas AU - Arquitetura e Urbanismo, Construção Mercado, Equipe de Obra, Guia da Construção, Infraestrutura Urbana e Téchne. As reportagens apresentam, entre outros conteúdos, orientações de especificação, compra, venda e locação; passo a passos ilustrados de execução; orçamentos detalhados; e comparativos de custos de sistemas construtivos e serviços de construção.
Conheça algumas funcionalidades do Guia da Construção Web
1. Busca rápida - A caixa de busca permite a pesquisa rápida de preços e referências técnicas de materiais, serviços, equipamentos e mão de obra de construção.
2. Navegação por categorias - Nas abas laterais, o usuário pode navegar pelas categorias-mestras do site (materiais, serviços, equipamentos e mão de obra) e suas subcategorias. Por exemplo: aço é uma subcategoria de materiais e está dividido em outras subcategorias, como vigas de aço, cantoneira, barras de aço etc.
3. Cadastro gratuito - Fornecedores da construção de todo o País podem cadastrar gratuitamente suas empresas e, em seguida, informar os materiais e/ou serviços que oferece, com fotos e dados técnicos.
4. Login simplificado - A maior parte dos conteúdos do site pode ser acessada com o mesmo login e senha obtidos no cadastro grátis do Portal PINIweb.

COMO PESQUISAR NO SITE
Os usuários do Guia da Construção Web podem realizar as pesquisas de materiais, serviços, equipamentos, mão de obra e fornecedores na caixa de busca (item 1 da figura da página ao lado). A consulta pode ser feita em todas as categorias ou apenas em uma das cinco disponíveis (materiais, serviços, equipamentos, mão de obra e fornecedores). Há ainda uma segunda opção de pesquisa, apenas por categorias. Para isso, o usuário deverá clicar nos itens que mais se adaptam à sua pesquisa. Por exemplo, caso o interesse seja em vergalhões Ca 50, o usuário primeiro deve acessar o item Materiais (no 2 na figura da página ao lado. Em seguida, clicar nos seguintes menus: Aço > Vergalhões > Ca 50.
Depois de realizada a pesquisa, o site mostrará todas as referências técnicas da PINI e de fornecedores cadastrados para o material, serviço, equipamento ou mão de obra consultada. No caso do exemplo acima, vergalhões, o usuário terá os seguintes resultados de busca:
Preços pesquisados pela PINI em até 26 capitais
Lista de fornecedores, com contatos, região de atuação e produtos/serviços disponíveis
Reportagens técnicas relacionadas ao assunto pesquisado, publicadas nas revistas da PINI

CONTEÚDO ASSOCIADOS
O Guia da Construção Web associa uma série de conteúdos técnicos aos materiais, equipamentos, serviços e mão de obra pesquisados pelos usuários.

Cadastro de fornecedores e usuários

Os fornecedores da construção de todo o País que quiserem aparecer em resultados de buscas de fornecedores e tecnologias do site podem utilizar as funcionalidades para autocadastramento gratuito. O primeiro passo é ter um cadastro prévio no Portal PINIweb. Depois disso, logado no próprio Guia da Construção Web o fornecedor poderá informar os dados básicos da empresa, que serão checados em até dois dias úteis pela PINI. Após a checagem, o próprio fornecedor poderá inserir e atualizar a qualquer momento os dados das linhas de seus produtos ou serviços, com informações técnicas, fotos e outros dados relevantes, como área geográfica de entrega ou prestação do serviço.
Para consultar preços pesquisados pela PINI e apresentados no site, o usuário deverá manter uma assinatura a pagamento da revista Guia da Construção (impressa ou digital). Já para consultar conteúdos sobre fornecedores, produtos e serviços, basta o login prévio gratuito no portal PINIweb.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a calcular o consumo de chapas, pontaletes e sarrafos para fazer fôrmas de madeira

Madeira para fôrmas



Reportagem: Daniele Rissi





A fôrma é o elemento que molda a geometria das peças estruturais - vigas, lajes, pilares e outras. Essa etapa tem muita influência nos custos da obra. Pode ocorrer muito desperdício de madeira e também, se a estrutura não ficar aprumada e nivelada, vai ser preciso mais argamassa para "consertar" a estrutura torta ou muito irregular.
Como há diversos tipos e formatos de pilares e vigas de concreto, com alturas diferentes, não há uma regra básica para calcular a quantidade de madeira. As fôrmas precisam ser projetadas e construídas para suportar o peso do concreto até ele endurecer. Nas grandes obras, as fôrmas são projetadas por um consultor especializado, que vai ajudar a reduzir desperdício com cortes errados e vai calcular quantas vezes a fôrma pode ser usada, entre outras coisas. Nós vamos ver a seguir a quantidade de madeira necessária para fazer um pilar, uma viga e uma laje.




RECOMENDAÇÕES
» Veja se as chapas e outras madeiras não apresentam defeitos nem estão podres
» Verifique se a carpintaria tem todas as ferramentas para executar o trabalho
» Confira os projetos de instalações de água, esgoto, elétrica, telefone etc.
» Estude o projeto de fôrmas
» Confira se existem frestas nas fôrmas que podem deixar o concreto vazar
» Verifique o peso próprio dos operários e equipamentos
» Tenha cuidado para não danificar as fôrmas ao vibrar o concreto para preencher as fôrmas

Veja o exemplo de cálculo proposto pelo projetista:

No final, serão necessários:
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)

Apoio técnico: engenheiro Nilton Nazar, da Hold Engenharia; engenheiro Carlos Grazina, da Cyrela Construtora e engenheiro Paulo Assahi, da Assahi Engenharia.