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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Que cuidados tomar ao contratar a mão de obra para uma reforma ou construção?

por Arqºs Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz

Se você pensa em fazer sua obra diretamente com um empreiteiro, sem o gerenciamento ou acompanhamento de um profissional da área, como um engenheiro ou arquiteto, existem
alguns cuidados que devem ser tomados. 
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Alguns destes cuidados são interessantes de serem observados, seja para obras maiores, como a reforma inteira de uma residência como para obras pequenas como uma reforma de um banheiro. 

1. Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos “faz-tudo” no mercado que na verdade não fazem nada. 

2. Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes! 

3. Reveja se tudo está contemplado - Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro. 

4. Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado “x” tempo para a obra e um adicional de “y” tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso. 

5. Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação. 

6. Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra. 

7. Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo? 

8. Seguro de obra - Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio. 

9. Entenda a metodologia - Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho. 

10. Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não “sufoque” o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra. 

11. Faça um recebimento de obra - Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação. 

A maior parte da obra gera pequenos problemas e algumas preocupações. A postura com que você acompanha esse processo é muitas vezes fundamental e pode fazer a diferença entre ver o seu sonho ser erguido ou ver tudo se transformar num pesadelo. Caso os problemas estejam incomodando ao ponto de você estar infeliz, está na hora de chamar um profissional da área para interceder. 

Boa sorte com a sua obra e tente se divertir! 




Fonte:www.casaeimoveis.uol.com.br

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Como projetar um telhado

Projetar o telhado elimina os eventuais erros de cálculo que podem surgir quando não há

nenhum projeto anterior, gerando desperdício de material ou prejuízo financeiro por não saber as dimensões de cobertura com exatidão.






Esse é um dos erros mais frequentes nas construções realizadas sem a prévia elaboração. Para esclarecer algumas dúvidas, destacamos orientações para projeto de telhado. 

Instruções

- Analise a disposição dos cômodos e avalie qual deles precisará de maior luminosidade. Essa análise tem como objetivo saber o afastamento (distância) e inclinação do telhado para evitar escurecer o ambiente, pois uma vez que o local não receba muita luz natural, um telhado extenso tende a cobrir muito as janelas contribuindo para que o ambiente fique mais escuro. 

- Para que seu projeto fique de acordo com as medidas do imóvel, antes de desenhar, tire a medida de toda a área que será coberta pelo telhado, incluindo área de serviço e varanda. Quando estiver tirando as medidas, meça também quanto será feito de afastamento a partir da parede do imóvel para fora considerando o limite para calha. 

- Hora de passar para o papel. Projete o telhado sempre pensando em manter a linha horizontal. Pegue a régua e trace as dimensões em centímetros conforme as dimensões que receberão cobertura. Trace os graus de inclinação que o telhado terá para escoamento da água a partir da cumeeira mais alta, essa inclinação deve ter altura de 45º graus em relação ao fim das paredes na parte superior. 

- Faça desenhos em formato retangular para melhor compor a projeção, depois risque um traço de 2 centímetros no meio. No sentido de frente para trás, trace 2 triângulos, sendo que um representando a frente e outro que ficará no sentido oposto. No meio do primeiro risco, faça uma linha reta na lateral e anote a largura que cada lado que o telhado terá. 

- Crie outro projeto como se estivesse vendo a casa de frente, com esse modelo poderá visualizar como ficará a inclinação de cobertura com o ângulo da cumeeira. Nesse novo desenho, inclua as paredes externas do imóvel tal como estão construídas. Desenhe também o espaço onde ficará a calha para melhor visualização. 

Dicas

 - Se a casa foi construída em um local que faz muito calor, faça o ponto do telhado mais alto para refrigerar melhor. Sendo que nesse caso a cumeeira terá 90° graus ao invés de 45º. 

 - Onde o espaçamento do telhado poderá escurecer o ambiente, não é necessário diminuir a distância com intenção de clarear. Substitua algumas telhas que escolheu para o telhado, por telhas que permitam passar luminosidade. 

 - Para construir um telhado, use cinto de segurança e andaime. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Construindo as paredes

Exemplo de uma matéria no site www.fazerfacil.com.br, onde podemos encontrar muitas informações pertinentes e em uma linguagem mais acessível ao leigo. Vale a pena conferir!


Você vai colocar o primeiro tijolo. Tijolo em pé ou tijolo deitado?
Esta coluna tem de ser feita antes de você iniciar a sua construção, pois colunas e alicerces precisarão possuir medidas idênticas.

como colocar os tijolos para construir uma parede
Importante
A decisão de usar tijolo deitado ou em pê deve ser tomada na planta, pois vai influenciar todas as medidas da casa.
O correto seria usar tijolo deitado nas paredes externas e tijolo em pé nas paredes internas. Você terá que decidir.
Tendo usado o método do nível de tubo para nivelar o concreto do alicerce, você não terá problemas para assentar os tijolos usando apenas o prumo. Apronte a massa: cimento e areia de emboço ou terra preta no traço 1:6. Faça somente uma quantidade para um dia de trabalho ou se arriscará a perder material.
Veja a figura 12. Você colocará o tijolo a pelo menos 10 cms do ferro da coluna. Este cuidado é necessário para que o concreto da coluna envolva a ferragem por completo, aderindo também ao tijolo para proporcionar firmeza às paredes. Assente o tijolo com uma forte pressão; a massa comprimida deverá ficar em torno de 2 cms de largura. Retire o excesso.
Você vai levantar uma fiada de tijolos em cada canto, para que possam servir de guia. É claro que você já sabe, mas vamos repetir que os tijolos são colocados desencontrados; nunca deixe de colocar uma camada de massa na cabeça do tijolo. Ao levantar estas fiadas-mestras, use constantemente o prumo para certificar-se de que a parede está subindo nivelada.

Depois, estenda uma linha de uma fiada a outra; assim, terá facilidade para completar o meio da parede, mudando a Unha toda vez que subir mais uma carreira de tijolos. Não esqueça de que os tijolos devem ficar a pelo menos 10 cms das ferragens (mesmo que você para isso tenha de usar metade de um tijolo).

Como você observou, estamos tratando de uma construção típica, na qual você construiu uma coluna em cada quina. As paredes serão construídas até a altura de l ,50 m, quando então se tornará necessário preencher as colunas com conc reto, conforme tratado no próximo tópico, vigas/ colunas.

FONTE: http://www.fazerfacil.com.br/Construcao/parede.htm

Prof. Anderson Ferreira

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Impermeabilização de Fundação

Impermeabilização x Fundação



Todos nós sabemos a importância que água tem na nossa vida, mas quando se trata de estruturas e de edifícios, a água pode ser muito danosa quando em contato com locais onde não deveriam. Um bom exemplo são as fundações, que caso não tenham a correta impermeabilização podem apresentar vários problemas, desde danos na pintura até sérias complicações respiratórias.

Os alicerces, vigas baldrames ficam expostas a constante umidade do solo, tal umidade pode variar de local para outro em função de vários fatores. Caso tais vigas não tenham a correta impermeabilização pode ocorrer o fenômeno da umidade ascendente, que é a ascensão da água pelos capilares existentes no concreto, argamassa e alvenaria. Desta forma a água em contato com a viga baldrame sobe pelo concreto e alvenaria podendo atingir alturas de até 1,50 m.

É importante especificar um sistema impermeabilizante de comprovada eficiência, e se atentar para os detalhes de aplicação.

Dentre os sistemas impermeabilizantes mais utilizados em fundações podemos destacar as argamassas poliméricas, mantas asfálticas aplicadas a frio ou a quente, emulsões acrílicas, emulsões asfálticas, soluções asfálticas, cristalizantes e etc.

Qualquer um dos sistemas mencionados acima passa por etapas básicas.



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                                Danos causados pela umidade no rodapé   






Escolha do sistema impermeabilizante



Determinante no sucesso da impermeabilização é a escolha correta do sistema a ser utilizado. Podemos dividir todos os sistemas impermeabilizantes em flexíveis e rígidos, desta forma optando por um sistema rígido a fundação não poderá possuir deformações que acarretem o aparecimento de fissuras no impermeabilizante e conseqüente abertura para passagem dos fluídos. Já os sistemas flexíveis suportam maiores deformações sem o aparecimento de fissuras. Outro ponto a ser observado são as condições da obra, ou seja, para escolha do sistema de manta asfáltica aplicado a quente é necessário a existência de mão de obra especializada o que talvez não seja possível, entretanto este sistema apresenta uma grande velocidade na execução, item que pode ser fundamental na escolha.



Preparação da superfície



Antes de receber o sistema impermeabilizante a superfície deve ser preparada, ou seja, estar limpa, sem partes soltas, isenta de óleos, isenta de desformantes, seca, regularizada e etc. Regularizar a superfície significa deixá-la uniforme, ausente de falhas de concretagem, sem a presença de quinas vivas, sem juntas de alvenaria com ausência de argamassa. A regularização deve ser executada com argamassa de areia, cimento e aditivos em traço compatível com as condições de aplicação.

Para produtos de base asfáltica como mantas, emulsões e soluções antes da aplicação é necessário a imprimação da superfície. O mercado oferece primers a base d’água e base de solvente, ambos devem possuir a mesma eficiência na promoção da aderência. Um erro muito comum encontrado nesta etapa é a utilização do primer como impermeabilização definitiva.



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Regularização do embasamento


 


Aplicação



Após a preparação da superfície se inicia a aplicação propriamente dita. Cada sistema apresenta formas específicas de aplicação, basicamente podemos dividir em pré-moldados e moldados in loco.

Os sistemas moldados in loco são aplicados na forma de pintura, nesta etapa deve-se levar ao pé da letra a recomendação do fabricante. Por exemplo, caso o fabricante recomende 3 kg/m² deve ser respeitado o consumo, independente do numero de demãos. Na obra se fala muito em número de demãos o que pode levar a um erro de aplicação, pois, 3 demãos não significam necessariamente 3 kg/m². Outro ponto a se observar é o tempo de secagem entre as demãos, alguns produtos exigem a cura completa entre uma demão e outra, ao passo que alguns é exatamente o contrário, não se deve esperar a cura. No caso de produtos a base de cimento é necessário realizar a cura úmida com intuito de evitar fissuras.

Os sistemas pré-moldados podem ser aderidos a quente, aderidos a frio, ou simplesmente dispostos sobre as vigas baldrames. A vantagem de tal sistema é a espessura constante, não ficando atrelada a um controle rigoroso do consumo de produto, bem como a velocidade de execução, pois, independe de secagem. A impermeabilização deve envolver a viga baldrame de forma não permitir a ascensão da umidade.

Depois de concluída a aplicação pode-se iniciar a alvenaria, tomando os devidos cuidados com o trânsito de pessoas e equipamento sobre as vigas impermeabilizadas. Após tanto cuidado não é desejável que a impermeabilização seja rompida por mero descuido.

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Cura úmida para produtos a base de cimento    

 

 

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Movimentação da terra antes  da impermeabilização

 


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   Detalhe do cuidado com a impermeabilização



Correção do problema já instalado



Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria, é uma impermeabilização preventiva.

Entretanto no caso de já existir a patologia, o tratamento se restringe a alguns sistemas impermeabilizantes, que suportem a pressão que atua atrás do sistema (pressões negativas). Alguns sistemas utilizados são as argamassas poliméricas, cristalizantes, etc. Esta solução pode não ser suficiente, pois como a água ficará atrás do impermeabilizante ela poderá “correr” para outra parede que não apresentava o problema, ou então subir um pouco mais do que o impermeabilizante danificando a parede.

Para a correção deve-se remover todo o revestimento danificado pelo menos meio metro acima do local máximo aonde a umidade chegou, preparar a superfície e aplicar o sistema resistente a pressão negativa. Em algumas situações como a de tijolos maciços é possível utilizar cristalizantes injetados na própria alvenaria através de furos.

Assim fica óbvio que o custo menor é o da impermeabilização preventiva.

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                                 Patologia instalada                    Remoção do reboco danificado

 

                                       

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Regularização                            Impermeabilização



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 Acabamento concluído


 

Erros comuns



Durante a impermeabilização das fundações os erros mais comuns são:

- Escolha do sistema inadequado;

- Falha na preparação da superfície;

- A inobservância das instruções do fabricante no momento de preparação do produto como adicionar água sem necessidade, não homogeneizar adequadamente, não seguir a proporção adequada dos produtos constituintes e etc;

- A falsa idéia que o impermeabilizante é uma pintura, sem preocupação com a espessura;

- Consumos muito abaixo da recomendação do fabricante.

- Tempos de cura em desacordo com as instruções do produto;

- Falhas nas emendas dos sistemas pré-moldados;

- Falta de cuidado com as vigas impermeabilizadas, o que acarreta em furos que comprometem a estanqueidade;

- O descuido com o nível do contrapiso, que em alguns casos tem o arremate acima do nível da viga baldrame impermeabilizada, favorecendo a passagem da umidade do contra piso para parede sem passar pela viga;
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Erro na impermeabilização do alicerce

 

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Impermeabilização somente nas laterais da viga

 

 

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  Produto ineficiente usado para impermeabilização

 

 

Fonte - http://www.ibisp.org.br/?pagid=vrevista_obra&id=16

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cálculo de Materiais

Uma das dúvidas mais freqüentes de nossos leitores é a maneira de calcular as quantidades de materiais necessários para execução de uma parede de alvenaria.
Neste artigo, vamos demonstrar um método de cálculo simples através de um exemplo, que poderá ser adotado para quaisquer tipos de tijolos, blocos, pedras e traços de argamassas de assentamento e revestimento.

Dados da parede
  • Comprimento: 4,00m
  • Altura: 2,50m
  • Tipo de elemento: tijolos cerâmicos maciços, dimensões 22 x 11 x 6cm
  • Espessura das juntas: 1cm
  • Tipo de assentamento: a chato
  • Espessura: 11cm (meio tijolo), sem os revestimentos
  • Argamassa de assentamento: cimento, cal hidratada e areia grossa lavada, traço 1:2:8 em volume
  • Argamassas de revestimento interno:
    1. Chapisco - cimento e areia grossa lavada, traço 1:4 em volume
    2. Emboço - cal hidratada e areia média lavada, traço 1:4 em volume
    3. Reboco - cal hidratada e areia fina lavada, traço 1:4 em volume
  • Argamassas de revestimento externo:
    1. Chapisco - cimento e areia grossa lavada, traço 1:4 em volume
    2. Emboço - cimento, cal hidratada e areia média lavada, traço 1:2:9 em volume
    3. Reboco - cal hidratada e areia fina lavada, traço 1:3 em volume
  • Pesos específicos médios considerados:
    • Cimento portland comum - 1200kg/m3
    • Cal hidratada - 1700kg/m3
    • Areia fina seca - 1400kg/m3
    • Areia média seca - 1500kg/m3
    • Areia grossa seca - 1700kg/m3
Cálculo da quantidade de tijolos
  1. Área da parede: 4,00 x 2,50 = 10,00m2
  2. Área de 1 tijolo, incluindo juntas: 0,23m (23cm) x 0,07m (7cm) = 0,0161m2
  3. Quantidade de tijolos por m2: 1,00m2 ÷ 0,0161m2 = 62 peças
  4. Quantidade de tijolos para 10,00m2: 10 x 62 = 620 peças
Cálculo das quantidades para a argamassa de assentamento
  1. Área de 1 tijolo, excluindo juntas: 0,22m (22cm) x 0,06 (6cm) = 0,0132m2
  2. Área de 62 tijolos: 62 x 0,0132 = 0,8184m2
  3. Área das juntas: 1,00 - 0,8184 = 0,1816m2
  4. Volume de argamassa de assentamento por m2: 0,1816m2 x 0,11m (11cm) = 0,02m3
  5. Volume de argamassa de assentamento para 10,00m2: 10 x 0,02 = 0,2m3
    • Volume de cimento, considerando 1 parte sobre 11 (traço 1:2:8) = 0,2 ÷ 11 = 0,0182m3
      • Peso de cimento, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,0182 x 1200 = 21,84kg
    • Volume de cal, considerando 2 partes sobre 11 (traço 1:2:8) = 0,0182 x 2 = 0,0364m3
      • Peso de cal, considerando um peso específico de 1700kg/m3 = 0,0364 x 1700 = 61,88kg
    • Volume de areia, considerando 8 partes sobre 11 (traço 1:2:8) = 0,0182 x 8 = 0,1456m3
      • Peso de areia grossa, considerando um peso específico de 1700kg/m3 = 0,1456 x 1700 = 247,52kg
Cálculo das quantidades para o revestimento interno
  1. Volume de chapisco para 10,00m2, considerando espessura de 5mm: 10m2 x 0,005m (5mm) = 0,05m3
    • Volume de cimento, considerando 1 parte sobre 5 (traço 1:4) = 0,05 ÷ 5 = 0,01m3
      • Peso de cimento, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,01 x 1200 = 12,00kg
    • Volume de areia, considerando 4 partes sobre 5 (traço 1:4) = 0,01 x 4 = 0,04m3
      • Peso de areia grossa, considerando um peso específico de 1700kg/m3 = 0,04 x 1700 = 68,00kg
  2. Volume de emboço para 10,00m2, considerando espessura de 20mm: 10m2 x 0,02m (20mm) = 0,2m3
    • Volume de cal, considerando 1 parte sobre 5 (traço 1:4) = 0,2 ÷ 5 = 0,04m3
      • Peso de cal, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,04 x 1700 = 68,00kg
    • Volume de areia, considerando 4 partes sobre 5 (traço 1:4) = 0,04 x 4 = 0,16m3
      • Peso de areia média, considerando um peso específico de 1500kg/m3 = 0,16 x 1500 = 240,00kg
  3. Volume de reboco para 10,00m2, considerando espessura de 5mm: 10m2 x 0,005m (5mm) = 0,05m3
    • Volume de cal, considerando 1 parte sobre 5 (traço 1:4) = 0,05 ÷ 5 = 0,01m3
      • Peso de cal, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,01 x 1700 = 17,00kg
    • Volume de areia, considerando 4 partes sobre 5 (traço 1:4) = 0,01 x 4 = 0,04m3
      • Peso de areia fina, considerando um peso específico de 1400kg/m3 = 0,04 x 1400 = 56,00kg
Cálculo das quantidades para o revestimento externo
  1. Volume de chapisco para 10,00m2, considerando espessura de 5mm: 10m2 x 0,005m (5mm) = 0,05m3
    • Volume de cimento, considerando 1 parte sobre 5 (traço 1:4) = 0,05 ÷ 5 = 0,01m3
      • Peso de cimento, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,01 x 1200 = 12,00kg
    • Volume de areia, considerando 4 partes sobre 5 (traço 1:4) = 0,01 x 4 = 0,04m3
      • Peso de areia grossa, considerando um peso específico de 1700kg/m3 = 0,04 x 1700 = 68,00kg
  2. Volume de emboço para 10,00m2, considerando espessura de 20mm: 10m2 x 0,02m (20mm) = 0,2m3
    • Volume de cimento, considerando 1 parte sobre 12 (traço 1:2:9) = 0,2 ÷ 12 = 0,0166m3
      • Peso de cimento, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,0166 x 1200 = 20,00kg
    • Volume de cal, considerando 2 partes sobre 12 (traço 1:2:9) = 0,0166 x 2 = 0,0333m3
      • Peso de cal, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,0333 x 1700 = 56,66kg
    • Volume de areia, considerando 9 partes sobre 12 (traço 1:2:9) = 0,0166 x 9 = 0,1494m3
      • Peso de areia média, considerando um peso específico de 1500kg/m3 = 0,1494 x 1500 = 224,10kg
  3. Volume de reboco para 10,00m2, considerando espessura de 5mm: 10m2 x 0,005m (5mm) = 0,05m3
    • Volume de cal, considerando 1 parte sobre 4 (traço 1:3) = 0,05 ÷ 4 = 0,0125m3
      • Peso de cal, considerando um peso específico de 1200kg/m3 = 0,0125 x 1700 = 21,25kg
    • Volume de areia, considerando 3 partes sobre 4 (traço 1:3) = 0,0125 x 3 = 0,0375m3
      • Peso de areia fina, considerando um peso específico de 1400kg/m3 = 0,0375 x 1400 = 52,50kg
Importante:
  • Cimento e areia medidos secos e soltos. Cal hidratada medida em estado pastoso firme.
  • Para cada m3 de argamassa, são consumidos de 350 a 370 litros de água limpa.
  • Considerar um acréscimo de 5% nas quantidades dos materiais a título de taxa de quebra.
  • No caso de tijolos furados, considerar um acréscimo de 5% nas quantidades dos materiais para argamassa de assentamento.
  • Os pesos específicos considerados para os diferentes materiais são médias estimadas.
  • Existem diferentes tipos de aditivos químicos que podem ser utilizados nas argamassas, entre eles: impermeabilizantes, adesivos, aceleradores de pega, retardadores de pega, plastificantes, controladores de fissuração, etc. Recomendamos que se consulte o fabricante dos aditivos para definição dos traços das argamassas a serem aditivadas e a especificação e proporção do aditivo a ser utilizado.