Saiu a edição de Dezembro de 2011 da revista virtual Lush! Entrevista com designer Sergio J. Matos, alguns ambientes de primeiro mundo, dicas de decoração e muito mais! Vele a pena dar uma conferida! E o melhor, é de graça
www.revistalush.com.br
Prof. Anderson Ferreira
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Forros diversificados para cada necessidade e ambiente
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Atualmente, os forros de gesso estão entre os mais encontrados em obras no Brasil. Ele é bastante prático e rápido de fazer, além de existirem muitas empresas e autônomos especializados no assunto. O sistema consiste de uma superfície de gesso presa por arames à cobertura ou a uma estrutura intermediária de forma que, por baixo, o usuário veja apenas um plano liso. Izabel explica que o forro de gesso está basicamente dividido em duas grandes opções: o forro em placas (pequenas), que é mais barato, e o forro de drywall (grandes placas), que tem mais facilidade para trabalhar curvas e detalhes, inclusive pode ser usado na parede.
O perfeito alinhamento entre as placas também demanda um ótimo instalador. Uma vez instalado, o forro de gesso pode ser facilmente furado para instalação de luminárias, além de poder receber qualquer tipo de pintura e detalhes.
Existem, ainda, os clássicos forros de madeira prontos, que muitos conhecem por lambri (na verdade lambri é um tipo de revestimento para as paredes) e que são de instalação simples: as ripas vêm com um encaixe do tipo macho e fêmea e devem ser pregados ou parafusados a distâncias regulares, numa estrutura de madeira auxiliar, ou diretamente na laje. Vários tipos de madeira e acabamentos para esse tipo de forro são encontrados no mercado, e é possível, também, realizar variações com vernizes e tintas. Entretanto, há forros de madeira projetados sob medida que são impossíveis de serem alterados.
Outra alternativa são os forros metálicos, mais raros de encontrar no Brasil. Há tipos bastante diferentes, mas, no geral, podem ser divididos em dois grandes grupos: os lisos e os compostos. Os forros metálicos lisos são constituídos por finas chapas metálicas, usualmente perfuradas ou também podem ser estampadas com alto ou baixo relevo, como se encontrava em uma espécie de forro metálico muito comum nos anos 60 em bares e padarias. Já os forros compostos são como elementos vazados colocados na horizontal. “Temos diversos tipos disponíveis, mas provavelmente, o mais comum é o do tipo colméia: um quadriculado com cerca de 10 centímetros de altura. Este forro foi bastante popular nos anos 80 e era encontrado na maioria dos grandes shoppings dessa época”, detalha Izabel.
Já os forros modulares são muito comuns em escritórios e ambientes corporativos. São chamados de forros modulares ou removíveis porque são formados por um conjunto de estrutura metálica (que, em geral, fica semi-aparente), e dos fechamentos, que são placas de tamanhos variáveis apenas apoiadas sobre essas estruturas metálicas. Assim, caso seja necessário ter acesso à rede elétrica, sprinklers, detectores de fumaça, alarmes ou outras instalações, isso ocorre de forma muito rápida e prática. A troca de elementos também é bastante simples.
Os forros de PVC chegaram ao mercado a partir da década de 90 e são bastante comuns atualmente. Trata-se basicamente de lâminas de PVC com uma pequena estrutura interna e que encaixam entre si. Essas lâminas possuem diferentes larguras, conforme os padrões de cada fabricante, e são afixadas de acordo com cada sistema. Quase todos os forros de postos de gasolina contemporâneos, por exemplo, são de PVC. O material é leve e tem preço muito competitivo. Izabel alerta: “Não é indicado para pintura, mas é passível de limpeza, o que é muito interessante dependendo da aplicação. Um lado negativo é a questão dos acabamentos, que apresentam uma linha mais ou menos restrita”.
A engenheira aponta que, além dos mais tradicionais citados acima, outros produtos podem ser usados como forros, por exemplo, tecidos, bambu e palha. “Pesquisar é a melhor alternativa antes de executar o seu forro. Verifique como ele irá se ancorar na cobertura e quais as possibilidades de harmonia com os outros elementos de sua construção. E, se possível, sempre procure um especialista para orientar sobre a opção ideal”, finaliza Izabel.
Fonte:
www.obra24horas.com.br/materias/decoracao-de-interiores/forros-diversificados-para-cada-necessidade-e-ambiente
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Tipos de Fundações
Na construção um elemento de suma importância e a fundação, pois e ela que vai suportar todo o peso da obra e a deixa fixa e nivelada ao terreno. Fica totalmente enterrada no solo, e serve para apoiar a edificação ao terreno.
A fundação varia de acordo com cada tipo de solo. A primeira coisa é tentar conhecer o tipo e a capacidade de suporte do solo, após o qual é definido o tipo de fundação a ser executada. Uma sondagem e essencial, pois ela permite saber qual é a fundação mais indicada para cada solo. A maneira mais confiável, e mandar uma amostra das camadas do solo para firmas especializadas fazerem os estudos. Às vezes, mesmo que o solo e bastante rígido, e necessário uma fundação muito resistente devido à construção que pode ser de um prédio de 20 andares, por exemplo.
Se a fundação não estiver de acordo com as cargas que ela deve suportar, toda a segurança da obra estará comprometida, trazendo outros problemas para a estrutura, com paredes entortando, vigas se partindo, e pilares afundando.
É importante a união entre os projetos estrutural e o projeto de fundações num
grande e único projeto, uma vez que mudanças em um provocam reações imediatas no outro, resultando obras mais seguras e otimizadas.
São vários parâmetros a serem seguidos para uma boa escolha da fundação. Deve-se avaliar a topografia, para saber se cortes ou aterros serão feitos. Analisar a característica do solo, classificando em resistentes, rochosos, moles. Pesquisar qual a profundidade da água que corre sob este terreno. Levar em consideração o tipo de construção que será feita, se será uma casinha, ou um shopping center, e os parâmetros econômicos. Uma pesquisa na vizinhança para saber qual o tipo de fundação feita por eles, e seu comportamento ao longo do tempo, ajuda ao profissional a ter dados mais completos.
As fundações são classificadas em dois grupos, que levam em consideração a complexidade que e feita, e a carga que terá que suportar. São as fundações rasas e as fundações profundas, ou seja, direta e indireta, respectivamente.
As fundações rasas transmitem a carga do edifício ao terreno através das pressões distribuídas sob a base da fundação. Mais utilizadas em pequenas construções para solos rígidos e rochosos. As fundações superficiais estão assentadas a uma profundidade de até duas vezes a sua menor dimensão em planta. Os principais tipos de fundação superficial são: bloco, sapata e radier.
O bloco e um elemento de fundação composto por concreto simples, dimensionado de maneira que as tensões de tração nele produzidas possam ser resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura. Utilizadas em solos de alta resistência, com o custo mais baixo em relação as outros tipos de fundação. E de simples execução e não requer muito tempo.
A sapata e um elemento de fundação de concreto armado, de altura menor que o bloco, utilizando armadura para resistir a esforços de tração. Feita em solos resistentes, com um custo baixo. Pode assumir diversas formas geométricas para facilitar o apoio de pilares excêntricos, ou seja, que ficam no canto do terreno, formados por apenas a metade da sapata, precisa de uma viga de equilíbrio a ligando com outra sapata para que fique estável.
A sapata isolada tem geralmente formato de tronco de pirâmide e uma viga baldrame ligando umas as outras. Recebem uma camada de concreto magro embaixo para fazer um isolamento com o solo, assim evitando que ele absorva água do concreto.
Outro tipo de sapata e a sapata corrida, que se instala ao longo de toda a construção, embaixo de todas as paredes. O concreto e colocado numa vala feita embaixo de onde serão feitas as paredes. As cargas devem ser sempre transmitidas horizontalmente. Consome muito material.
A fundação rasa do tipo radier trata-se de uma laje de concreto que e feita sobre o solo ao longo de toda a construção. Utilizada em solos de baixa resistência, com uma camada fraca profunda. A laje recebe carga de todos os pilares, e deve ser feita usando armadura. Tem um custo muito elevado, pois utiliza muito material. Uma lona plástica pode ser estendida sob a laje para garantir impermeabilização.
Já para solos mais instáveis ou obras muito grandes, que depositaram muita carga ao terreno, a fundação tem que ser profunda, que fica muito abaixo do solo. Em terreno arenoso é só bater a estaca pré-moldada no solo, enquanto em terrenos mais firmes deve ser feita a retirada da terra e depois a concretagem do burraco.
Dois tipos de fundações profundas são as estacas e os tubulões:
As estacas são elementos estruturais que são enterrados no solo, providenciam estabilidade. São usados nas fundações de edificações, em marinas, terminais portuários, etc. Estacas podem ter várias formas, e serem construídas de vários materiais conforme a sua utilização. Tradicionalmente eram de feitas madeira, mas atualmente usa-se o aço, betão e até materiais compósitos. Nas obras portuárias a forma mais habitual é um tubo, que depois de cravado no fundo marinho são cheias de betão.
Os tipos de estacas mais comuns são:
Estacas de Madeira: As estacas de madeira são troncos de árvores cravados com bate-estacas de pequenas dimensões e martelos leves. Antes da difusão da utilização do concreto, elas eram empregadas quando a camada de apoio às fundações se encontrava em profundidades grandes. Característica de preço baixo; fácil emenda; resiste a cravação e transporte; fácil corte; são leves comparadas com outros materiais. Porem é atacável por micro-organismos; aplicável somente para solos submersos em obras permanentes; quando cravadas através de solos moles ou água para atingir um estrato firme estão sujeitas a romperem sem ser visível o dano; não admitem carga de trabalho elevada; vulnerável a deterioração quando não tratada em situação submersa intermitentemente.
Estacas Metálicas: Indicadas para transmitir cargas horizontais muito resistentes; causam pouca vibração (penetração fácil); adequadas para penetrar em rochas brandas ou através de materiais duros com esforço e tempo mínimo; não necessitam de procedimentos auxiliares de cravação 9jateamento, etc.); podem ser cravadas em locais de altura restrita; podem ser cravadas próxima de estruturas existentes. As desvantagens são de alto custo; atacável por águas agressivas; atacável por solos corrosivos.
Estacas Strauss: tipo de fundação profunda executada por perfuração através de balde sonda (piteira), com uso parcial ou total de revestimento recuperável e posterior concretagem. Tem baixo custo, uso de revestimento, diâmetro de até 50 cm; capacidade de carga média; causam pouca vibração; não causam danos às construções vizinhas quando bem executadas. Em geral controle inadequado; não são recomendadas executá-las abaixo do nível d’água, principalmente em solos arenosos, nem em argilas moles.
Estacas tipo Franki: as estacas tipo Franki são executadas enchendo-se de concreto perfurações previamente executadas no terreno, através de cravação de tubo de ponta fechada, recuperado. Este fechamento pode ser feito no inicio da cravação do tubo ou em etapa intermediária, por meio de material granular ou peça pré-fabricada de aço ou de concreto. Possui boa qualidade de execução; boa e alta capacidade de carga; execução permite controle; solos coesivos são compactados durante a cravação; o comprimento pode ser ajustado de acordo com a variação do nível da camada resistente. Porem seu comprimento é limitado; pouca eficiência do equipamento; vibração na cravação; exigem cuidados durante a cravação do revestimento para que as estacas adjacentes não sejam danificadas; em certas condições a execução de uma estaca provoca o levantamento das adjacentes.
Estacas Escavadas: tipo de fundação profunda executada por escavação mecânica, com uso ou não de lama bentonítica, de revestimento total ou parcial, e posterior concretagem. Elimina o uso de bloco; podem atingir horizontes de alta resistência; rápida instalação; sem levantamento da estaca; sem ruído e vibração; podem ser inspecionado o solo visualmente; são muito econômicas quando empregadas em comprimento curto; comprimento pode variar de acordo com o nível da camada resistente; Precisa de bom controle na fabricação e instalação, e apresenta problemas com a água.
Estacas Hélice Contínua: Evitam a necessidade de revestimento (e problemas associados); evitam ruídos; rapidez de execução; evitam vibração; são econômicas; desenvolvem elevado atrito lateral. Exige mão-de-obra especializada; não indicada para solos compressíveis.
Estacas Raiz: é uma estaca de pequeno diâmetro concretada “in loco”, cuja perfuração é realizada por rotação ou por rotopercussão, em direção vertical ou inclinada. Essa perfuração se processa com um tubo de revestimento e o material escavado é eliminado continuamente, por uma corrente fluida (água, lama bentonítica ou ar) que introduzida através do tubo refluí pelo espaço entre o tubo e o terreno. Completada a perfuração, coloca-se a armadura ao longo da estaca, concretando-se à medida que o tubo de perfuração é retirado. Usam-se normalmente concretos especiais auto-adensáveis com agregados com granulométrica fina. Alta capacidade de carga; equipamento com acesso fácil; mínima perturbação; usam volumes pequenos de materiais; não provocam vibração ou choque na execução. Necessita de equipamento especial e necessidade de controle construtivo apurado.
O tubulão é empregado em locais de solo pouco resistentes ou que apresentam abundância de água. É empregado também para fundações dentro d'água como as fundações de pontes. A construção de um tubulão pode ser feita pelo método "a céu aberto" ou pelo método "a ar comprimido". Possui uma forma cilíndrica, e em pelo menos na etapa final ha a descida de um operário na escavação.
O concreto utilizado para fundações com tubulões também não exige especificações mais severas. Em geral, pode ser utilizado um concreto de 20 MPa, com pedra 2, tanto para o fuste quanto para a base.
A fundação do tipo tubulão a céu aberto e simples; não pode ser executado abaixo do nível d´água. Dispensa escoramento em terreno coesivo, mostrando-se uma alternativa econômica para altas cargas solicitadas, superior a 250 Tf. Limitado pelo nível da água. Se for encontrada água em pouca quantidade, ela pode ser tirada com uma bomba que a suga. Uma vantagem da fundação do tipo tubulão e que não provoca vibrações que possam incomodar a vizinhança ou mesmo movimentar o terreno.
Em contraste, a pelo método a ar comprimido, e utilizado em terrenos que apresentam dificuldade de empregar escavação mecânica ou cravação de estacas, como em áreas com alta densidade de matações, lençóis d´água elevados ou cotas insuficiente entre o terreno e o apoio da fundação. Nesse tipo de fundação, pode-se utilizar uma camisa metálica ou de concreto. Atinge uma profundidade do tubulão a 34 m abaixo do nível d´água. Custo elevado, de ate cinco vezes mais que uma fundação a céu aberto, e riscos de acidentes no trabalho altíssimos. A campânula, o compressor de ar, os guinchos e o encamisamento são equipamentos utilizados para execução de tubulões a ar comprimido.
O tubulão deverá permanecer comprimido durante 6 horas após a concretagem da base visando preservar a qualidade do concreto lançado, que poderá ser danificado por pressões do lençol freático ou presença de interferências geradas pela presença de ar comprimido de escavações próximas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011
Especificações de materiais

Quem projeta uma obra a ser executada tem por obrigação tomar certo cuidado para que todos os itens que compõem a edificação estejam no local em harmonia. Para isso representamos graficamente, o que nós chamamos de projeto executivo, memorial justificativo e memorial descritivo, o que orientará a mão de obra para a execução fiel do que projetamos.
Ao projetar uma edificação é necessário que seja feita uma excelente especificação dos materiais que serão utilizados e precisamos levar em consideração as características funcionais, estéticas e econômicas, como por exemplo a resistência, resistência ao fogo, elasticidade e rigidez, condutividade térmica, densidade ou dureza, resistência a abrasão e entre outras.
Sobre as características estéticas se faz necessário prestar atenção se o material escolhido atende as necessidades de cor, textura, dimensões, acabamento e padrões da obra. Já com relação à funcionalidade e economia é sempre bom analisar se aquele material vai atender com durabilidade e funcionalidade ao uso para o qual foi destinado dentro da construção, para que o investimento feito no respectivo material seja em vão, quando desconhecidas as suas características ele pode se desgastar, causar acidentes e entre outros problemas se mal colocado.
Os materiais de construção influenciam diretamente nas condições de conforto do ambiente interior e sua especificação exige o entendimento das propriedades físicas e operacionais e de sua adequação às características plásticas e funcionais do projeto.
As grandes construtoras já aprenderam que é necessária a especificação de materiais, onde a disputa fica pelo preço e condições de pagamento, evitando assim desperdícios e retrabalhos.
Existem hoje dentro do mercado de construção civil, escritórios especializados em especificação de materiais, os quais de acordo com o memorial descritivo e justificativo do arquiteto elaboram as especificações sem prejudicar o conjunto.

Conversar com algum profissional sobre especificações dos materiais é muito importância, pois este serviço com certeza trará economia e qualidade para a sua obra independente do porte.
FONTE http://www.cirneinformatica.com.br/tec/?page_id=127
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bienal de Arquitetura
São Paulo - A 9ª Bienal Internacional de Arquitetura (BIA) vai até 4 de dezembro de 2011 na OCA, no Parque do Ibirapuera, com o tema "Arquitetura para todos, construindo cidadania". São cerca de 400 projetos vindos de mais de 30 países e 20 estados brasileiros, divididos em 20 exposições. A OCA também tem 7 oficinas de projetos, 13 seminários, 11 debates, e um festival de cinema. Quatorze países contam com representações oficiais. Em frente à OCA está instalado um mock up de um veículo leve sobre trilhos para instigar o debate sobre transporte urbano. A visitação acontece de terça a domingo, das 10h às 22h, e a entrada custa de R$ 5 a R$ 10. "Queremos que a Bienal seja interessante para arquitetos e público em geral. Queremos mostrar a presença da arquitetura no dia a dia das pessoas", explica o curador Valter Caldana.
Além da OCA, a Bienal estará em pelo menos nove escolas de arquitetura na capital e cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo. As estações Sé, República, Tamanduateí e Vila Prudente do Metrô também receberão exposições. Pontos selecionados do centro de São Paulo são o roteiro paulistano da 9ª BIA - espaços significativos do ponto de vista do tema da Bienal. Outras sugestões de visitação são a escultura Cidade Suspensa, na Praça Victor Civita, e o Centro Cultural São Paulo. Com o objetivo de envolver todos os visitantes na proposta "arquitetura para todos", a exposição "A cidade em movimento" merece destaque. O público poderá criar uma cidade com 200 mil peças de Lego, num espaço de 27m². A maquete estará cercada por imagens ao vivo de São Paulo, de outras cidades do mundo e da própria montagem. "A ideia é promover o exercício da cidadania", diz Caldana. Grandes nomes da arquitetura do Brasil e exterior estarão presentes. A primeira palestra acontece hoje, com o premiado arquiteto francês Dominique Perrault. No dia 26 de novembro, acontece A Conferência Magna Urban Age, pesquisa internacional que investiga as cidades do futuro.
Estudantes e profissionais poderão participar de oficinas, ateliês internacionais, seminários técnicos e debates com arquitetos renomados.
Os projetos elaborados nestes encontros também serão expostos na Bienal. "Com isso, a Bienal produzirá conhecimento na medida em que acontece", explica Caldana. http://www.nonabia.com.br/.
FONTE VIDEO: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1683212-7823-BIENAL+DE+ARQUITETURA+TEM+400+PROJETOS+DE+30+PAISES,00.html
FONTE MATERIA: http://www.dci.com.br/Bienal-de-Arquitetura-propoe-a-construcao-da-cidadania-8-396853.html
Empresas para facilitar nossa vida!
Grandes empresas da industria da Construção Civil disponibilizam ferramentas em sites para que possamos comparar quantidade, quantificar e muitas outros dados que nos ajudam na hora de comprar ou projetar. Segue uma lista de empresas e ferramentas para quem possa interessar
http://www.eternit.com.br/
A Eternit disponibiliza ferramentas para comparar e encontrar o modelo que melhor se adequa ao seu projeto. Através de uma série de informações, como tamanho do beiral, inclinação, maior comprimento de pano, entre outras, você descobre qual o melhor modelo de telha para a sua cobertura. Indicado o modelo, use o o Etercalc Express para saber a quantidade e depois o Orçar Eternit para saber quanto custa.
http://www.suvinil.com.br/
A Suvinil tem uma parte chamada "Guia da Pintura", que calcula quanto de tinta você precisa, como corrigir patologias, preparação e muitas outras ferramentas.
http://www.tigre.com.br/
Faca o download do TigreCAD, um aplicativo para o software AutoCAD® e Revit® desenvolvido para a Tigre S/A Tubos e Conexões pela OFCDesk. O TigreCAD® não é meramente um conjunto de Desenhos (Biblioteca) mas sim um software completo, destinado ao desenvolvimento e detalhamento dos projetos de instalações de Esgoto Predial, Água Fria (soldável, roscável e PEX), Água Quente (Aquatherm e PEX). Utilizando os mais modernos conceitos de BIM o TigreCAD® também atende plenamente aos usuários da plataforma Revit®.
http://www.portobello.com.br/
Coloca a disposição todo o catalogo, onde encontrar, comparativo entre produtos, etc.
http://www.vcimentos.com.br/
Esse eh o site da Votorantim Cimentos, que traz todo o processo de fabricação do cimento e agregados, Engemix e toda a informação sobre seus produtos.
Prof Anderson Ferreira
http://www.eternit.com.br/
A Eternit disponibiliza ferramentas para comparar e encontrar o modelo que melhor se adequa ao seu projeto. Através de uma série de informações, como tamanho do beiral, inclinação, maior comprimento de pano, entre outras, você descobre qual o melhor modelo de telha para a sua cobertura. Indicado o modelo, use o o Etercalc Express para saber a quantidade e depois o Orçar Eternit para saber quanto custa.
http://www.suvinil.com.br/
A Suvinil tem uma parte chamada "Guia da Pintura", que calcula quanto de tinta você precisa, como corrigir patologias, preparação e muitas outras ferramentas.
http://www.tigre.com.br/
Faca o download do TigreCAD, um aplicativo para o software AutoCAD® e Revit® desenvolvido para a Tigre S/A Tubos e Conexões pela OFCDesk. O TigreCAD® não é meramente um conjunto de Desenhos (Biblioteca) mas sim um software completo, destinado ao desenvolvimento e detalhamento dos projetos de instalações de Esgoto Predial, Água Fria (soldável, roscável e PEX), Água Quente (Aquatherm e PEX). Utilizando os mais modernos conceitos de BIM o TigreCAD® também atende plenamente aos usuários da plataforma Revit®.
http://www.portobello.com.br/
Coloca a disposição todo o catalogo, onde encontrar, comparativo entre produtos, etc.
http://www.vcimentos.com.br/
Esse eh o site da Votorantim Cimentos, que traz todo o processo de fabricação do cimento e agregados, Engemix e toda a informação sobre seus produtos.
Prof Anderson Ferreira
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Etapas da Obra
A maior parte dos profissionais ligados à construção civil em algum momento ouviu falar desses programas.
O Mãos à Obra pro é uma coletânea que aborda os principais sistemas construtivos, para os profissionais que trabalham com a construção, ampliação e reforma de casas populares.

Seu conteúdo traz orientações para quantificação, planejamento, execução de obras e dicas para a o dia a dia do profissional.
Acesse o link abaixo e tire todas as suas dúvidas com relação a cada etapa de uma obra.
Anderson Ferreira
Dicionario Vedacit
Dicionario da Vedacit com varias informacoes interessantes:
Abrasão - Desgaste causado pelo atrito de objetos em superfícies sólidas.
Clarabóia - É uma área envidraçada na laje de cobertura de uma construção, cujo objetivo é suprir de iluminação um ambiente desprovido de janelas externas.
Graute - Argamassa com aditivos e cargas especiais que lhe conferem características de fluidez ou expansão, utilizada em assentamento de máquinas e equipamentos, leves ou pesados.
Mástique - Produto de consistência pastosa, com cargas adicionais a si, adquirindo consistência adequada para preenchimento ou calafetação ou vedação, plásticas ou elásticas de aberturas de trincas, fendas ou juntas.
Shed - Tipo de cobertura dividida em seções verticais que proporcionam iluminação e seções inclinadas que escoam a água das chuvas. Seu perfil se assemelha aos dentes de uma serra.
Tem muito mais no link abaixo:
http://www.vedacit.com.br/infoteca/glossario
Prof. Anderson Ferreira
Abrasão - Desgaste causado pelo atrito de objetos em superfícies sólidas.
Clarabóia - É uma área envidraçada na laje de cobertura de uma construção, cujo objetivo é suprir de iluminação um ambiente desprovido de janelas externas.
Graute - Argamassa com aditivos e cargas especiais que lhe conferem características de fluidez ou expansão, utilizada em assentamento de máquinas e equipamentos, leves ou pesados.
Mástique - Produto de consistência pastosa, com cargas adicionais a si, adquirindo consistência adequada para preenchimento ou calafetação ou vedação, plásticas ou elásticas de aberturas de trincas, fendas ou juntas.
Shed - Tipo de cobertura dividida em seções verticais que proporcionam iluminação e seções inclinadas que escoam a água das chuvas. Seu perfil se assemelha aos dentes de uma serra.
Tem muito mais no link abaixo:
http://www.vedacit.com.br/infoteca/glossario
Prof. Anderson Ferreira
Aprenda a calcular o consumo de chapas, pontaletes e sarrafos para fazer fôrmas de madeira
Madeira para fôrmas
Reportagem: Daniele Rissi
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Como há diversos tipos e formatos de pilares e vigas de concreto, com alturas diferentes, não há uma regra básica para calcular a quantidade de madeira. As fôrmas precisam ser projetadas e construídas para suportar o peso do concreto até ele endurecer. Nas grandes obras, as fôrmas são projetadas por um consultor especializado, que vai ajudar a reduzir desperdício com cortes errados e vai calcular quantas vezes a fôrma pode ser usada, entre outras coisas. Nós vamos ver a seguir a quantidade de madeira necessária para fazer um pilar, uma viga e uma laje.
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RECOMENDAÇÕES
» Veja se as chapas e outras madeiras não apresentam defeitos nem estão podres
» Verifique se a carpintaria tem todas as ferramentas para executar o trabalho
» Confira os projetos de instalações de água, esgoto, elétrica, telefone etc.
» Estude o projeto de fôrmas
» Confira se existem frestas nas fôrmas que podem deixar o concreto vazar
» Verifique o peso próprio dos operários e equipamentos
» Tenha cuidado para não danificar as fôrmas ao vibrar o concreto para preencher as fôrmas
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Veja o exemplo de cálculo proposto pelo projetista:
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No final, serão necessários:
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)
Apoio técnico: engenheiro Nilton Nazar, da Hold Engenharia; engenheiro Carlos Grazina, da Cyrela Construtora e engenheiro Paulo Assahi, da Assahi Engenharia.
A construção civil nos passos da sustentabilidade
O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de "50 anos em 5" fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.
Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.
Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.
Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).
Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agressões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.
Jardins suspensos
A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes mais, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.
Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades.
Mais eficiência, menos energia
As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.
Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vêm de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.
Carneiro defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de uma edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.
A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação. Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.
Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.
Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.
Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).
Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agressões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.
Jardins suspensos
A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes mais, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.
Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades.
Mais eficiência, menos energia
As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.
Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vêm de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.
Carneiro defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de uma edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.
A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação. Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.
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