terça-feira, 1 de novembro de 2011

Etapas da Obra

A maior parte dos profissionais ligados à construção civil em algum momento ouviu falar desses programas.

O Mãos à Obra pro é uma coletânea que aborda os principais sistemas construtivos, para os profissionais que trabalham com a construção, ampliação e reforma de casas populares.





Seu conteúdo traz orientações para quantificação, planejamento, execução de obras e dicas para a o dia a dia do profissional.
Acesse o link abaixo e tire todas as suas dúvidas com relação a cada etapa de uma obra.

Anderson Ferreira

Dicionario Vedacit

Dicionario da Vedacit com varias informacoes interessantes:


Abrasão - Desgaste causado pelo atrito de objetos em superfícies sólidas.

Clarabóia - É uma área envidraçada na laje de cobertura de uma construção, cujo objetivo é suprir de iluminação um ambiente desprovido de janelas externas.

Graute - Argamassa com aditivos e cargas especiais que lhe conferem características de fluidez ou expansão, utilizada em assentamento de máquinas e equipamentos, leves ou pesados.

Mástique - Produto de consistência pastosa, com cargas adicionais a si, adquirindo consistência adequada para preenchimento ou calafetação ou vedação, plásticas ou elásticas de aberturas de trincas, fendas ou juntas.

Shed - Tipo de cobertura dividida em seções verticais que proporcionam iluminação e seções inclinadas que escoam a água das chuvas. Seu perfil se assemelha aos dentes de uma serra.


Tem muito mais no link abaixo:

http://www.vedacit.com.br/infoteca/glossario

Prof. Anderson Ferreira

Aprenda a calcular o consumo de chapas, pontaletes e sarrafos para fazer fôrmas de madeira

Madeira para fôrmas



Reportagem: Daniele Rissi





A fôrma é o elemento que molda a geometria das peças estruturais - vigas, lajes, pilares e outras. Essa etapa tem muita influência nos custos da obra. Pode ocorrer muito desperdício de madeira e também, se a estrutura não ficar aprumada e nivelada, vai ser preciso mais argamassa para "consertar" a estrutura torta ou muito irregular.
Como há diversos tipos e formatos de pilares e vigas de concreto, com alturas diferentes, não há uma regra básica para calcular a quantidade de madeira. As fôrmas precisam ser projetadas e construídas para suportar o peso do concreto até ele endurecer. Nas grandes obras, as fôrmas são projetadas por um consultor especializado, que vai ajudar a reduzir desperdício com cortes errados e vai calcular quantas vezes a fôrma pode ser usada, entre outras coisas. Nós vamos ver a seguir a quantidade de madeira necessária para fazer um pilar, uma viga e uma laje.




RECOMENDAÇÕES
» Veja se as chapas e outras madeiras não apresentam defeitos nem estão podres
» Verifique se a carpintaria tem todas as ferramentas para executar o trabalho
» Confira os projetos de instalações de água, esgoto, elétrica, telefone etc.
» Estude o projeto de fôrmas
» Confira se existem frestas nas fôrmas que podem deixar o concreto vazar
» Verifique o peso próprio dos operários e equipamentos
» Tenha cuidado para não danificar as fôrmas ao vibrar o concreto para preencher as fôrmas

Veja o exemplo de cálculo proposto pelo projetista:

No final, serão necessários:
- 13 chapas de compensado 18 mm - 1,22 m x 2,44 m
- 55 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (vigas)
- 162 m de sarrafos 2,2 cm x 7,0 cm (pilares)
- 28 m de sarrafos 2,2 cm x 3,5 cm (fundo de vigas)
- 54 m de pontaletes 7,0 cm x 7,0 cm (pilares)

Apoio técnico: engenheiro Nilton Nazar, da Hold Engenharia; engenheiro Carlos Grazina, da Cyrela Construtora e engenheiro Paulo Assahi, da Assahi Engenharia.


A construção civil nos passos da sustentabilidade



O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de "50 anos em 5" fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.

Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.

Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.

Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).

Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agressões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.

Jardins suspensos
A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.

Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes mais, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.

Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades. 

Mais eficiência, menos energia
As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.

Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vêm de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.

Carneiro defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de uma edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.

A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação. Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável.
 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

25 de outubro: Dia do Padroeiro da Construção Civil

Data será lembrada com uma missa hoje cedo

Dia 25 de outubro é o Dia dos Profissionais da Construção Civil e dia do Patrono da Construção Civil. As duas datas foram oficializadas pelo CREA SP e aprovadas por unanimidade pelo Plenário do Conselho.


Parabéns, profissionais da Construção Civil!
Missa no Mosteiro da Luz
Hoje, 25 de outubro às 10hs, Missa no Mosteiro da Luz - Av. Tiradentes, 676 - Luz - São Paulo - SP. Em frente à Faculdade FATEC ou Metrô Tiradentes.
A atividade religiosa conta com a organização da ALEASP - Associação Leste dos Engenheiros e Arquitetos de São Paulo e o apoio do CREA SP, da FEBRAE, FAEASP e Uniões do Estado de São Paulo.
Esta página é a homenagem e o justo reconhecimento do CREA SP, seus diretores e profissionais, à todos aqueles que diretamente ou indiretamente, contribuem para o crescimento do nosso país.

Com a canonização de Frei Galvão, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) decidiu, por unanimidade em Plenário, instituir, em 2007, como Dia dos Profissionais da Construção Civil a mesma data em que se comemora o Dia da Construção Civil, 25 de outubro, em homenagem ao franciscano, considerado desde o ano 2000 o Patrono da Construção Civil.

Este grande religioso brasileiro já era considerado, pelos profissionais que conhecem sua história, engenheiro e arquiteto de notório conhecimento técnico-científico.

Frei Antônio de Sant’Anna Galvão fundou, projetou e construiu o prédio do centenário Mosteiro da Luz, ficando a seu cargo também a edificação da igreja e sua decoração.

Inspirado em templos da Bahia e do Rio de Janeiro, Frei Antonio de Sant’Anna Galvão (1739-1822) projetou e fundou o Mosteiro da Luz, datado de 1774. Sua planta octogonal é uma característica que não fazia parte da arquitetura paulistana da época. A obra conseguiu se manter até hoje com uma das principais construções de taipa de pilão da cidade. Muito bem conservada, abriga ainda o Museu de Arte Sacra, com mais de 4 000 obras, entre imagens de santos, retábulos, oratórios, livros e moedas pontifícias (um dos mais importantes acervos de arte sacra no Brasil).

Em 25 de outubro de 2000, Frei Galvão foi proclamado "Patrono da Construção Civil" pelo Papa João Paulo II, num processo iniciado por Dom Cláudio Hummes. Por iniciativa do Crea-SP, esse título é agora estendido pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) a todos os profissionais do Brasil que atuam subordinados a engenheiros e arquitetos, como pedreiros, oleiros, serventes, mestres, encarregados, etc

No dia 25 de outubro de 2007, o Crea-SP inaugurou em São Paulo sua Sede Rebouças, na esquina da Avenida Rebouças com a Rua Oscar Freire, batizando-a como “Edifício Santo Antônio de Sant'Anna Galvão” - a Casa da Ética do Conselho paulista.

É também desse ano – 2007, a concessão, ao Santo Padroeiro da Construção Civil, do Diploma com o Título de Honoris Causa que foi entregue no ano seguinte, 2008, quando o CREA SP iniciou as comemorações do seu Jubileu de Diamante. Se estivesse vivo, Frei Galvão teria, sem nenhuma sombra de dúvida, registro no CREA SP e direito a uma Carteira Profissional com seu número CREASP.



FONTE: http://www.creasp.org.br/noticia/institucional/2011/10/24/25-de-outubro-dia-do-padroeiro-da-construcao-civil/232

Mosteiro da Luz (Museu de Arte Sacra)
FONTE DA FOTO: http://savprocasp.blogspot.com/2010/11/em-busca-da-identidade-do-catolicismo.html

Prof. Anderson Ferreira

domingo, 23 de outubro de 2011

Reparo Instalação Hidráulica

Olá pessoal!

Atendendo a solicitação de nosso colega Dionatas, do 1º Módulo, seguem duas dicas para reparos.

Abçs!

http://www.youtube.com/watch?v=_Ai5Jo9Dpi8

http://www.youtube.com/watch?v=wF5nOJAWofo&feature=related

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Revista LUSH - Arquitetura e Decoração

Esta publicacao, alem de ser gratuita, traz grandes materias, fotos e ideias para quem esta atraido por arquitetura e decoracao! Nao deixe de dar uma olhada!

Revista LUSH - Arquitetura e Decoração

Prof. Anderson Ferreira

Execução de alvenaria

Um dos principais objetivos dos projetos de execução de alvenaria é a racionalização dos serviços, o que proporciona economia de tempo e material. Mas para que tudo corra bem, é importante que haja um bom entendimento da planta.
Com essa ferramenta em mãos, você terá todas as informações sobre os elementos de alvenaria como blocos, juntas de assentamento, vergas e contravergas, pontos de grauteamento e armação. Além de dados específicos sobre pontos de hidráulica e elétrica, elementos que interferem diretamente na execução da alvenaria.
Fique atento, pois esse tipo de planta é bem diferente das dos projetos de estrutura e arquitetura. Em geral, há uma planta baixa onde é possível visualizar a alvenaria do alto para baixo com a primeira e a segunda fiadas, que se intercalam durante a execução da parede. Já na elevação, estará especificada a localização dos vãos de portas e janelas, além do tipo de amarração dos blocos, pontos de hidráulica, elétrica, gás e outras.
Geralmente, os projetos de alvenaria são desenhados levando em conta a especificação de blocos modulares de concreto ou de cerâmica. Os tamanhos padronizados dos blocos, assim como suas posições, também são mostrados nessas plantas.



A primeira das duas ilustrações traz uma planta baixa indicando a modulação da segunda fiada de uma casa popular*. Em vermelho, está indicada a localização da parede 12, a mesma em elevação no desenho seguinte. Na elevação da parede aparecem as tubulações de água fria do banheiro e da cozinha, os blocos 'J' na última fiada, com um vergalhão de 10 mm de diâmetro e 305 cm de comprimento, que será concretado dentro das canaletas. Além dos eletrodutos e caixas de passagem das instalações elétricas.
*(modelo Casa 1.0, projetada pela Associação Brasileira de Cimento Portland)


Dicas
» A maior dificuldade quanto à leitura de projetos para execução de alvenaria é a identificação dos diferentes elementos que estão na planta, como a posição e tamanho dos blocos, eletrodutos e tubulação de água e esgoto que passam pelos furos dos blocos.
» É importante estar atento às elevações. Identifique a posição onde você observa a parede na planta. Geralmente, a indicação da posição do observador está especificada na planta baixa do projeto.
» Antes de iniciar a alvenaria, estude bem as plantas do projeto. Tire as dúvidas com o mestre-de-obras ou com o engenheiro. Jamais inicie a execução da alvenaria sem ter certeza sobre o que o projeto está especificando, pois o risco de ter de refazer o serviço é muito grande, causando atrasos no cronograma de obras e desperdício de materiais.


Reportagem: Giseli C. Cichinelli

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Assentamento de piso sobre piso

 

Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas


Reportagem: Verônica Rodrigues


A aplicação de um novo revestimento sem quebrar o antigo torna do assentamento de piso sobre piso em áreas externas uma técnica prática, já que os transtornos da reforma e o tempo em que a área fica interditada são reduzidos.
O serviço é simples, mas é preciso saber os cuidados certos para a verificação, regularização e limpeza da base a ser revestida. Essas medidas são muito importantes, pois se você colocar o piso sem retirar as peças antigas que estão soltas, por exemplo, as novas placas poderão se descolar também.
Materiais como portas, janelas, tomadas e pontos de saída de água deverão ser ajustados ao novo nível, que aumentará com o recebimento da nova camada de revestimento. Já existem placas mais finas que evitam as perdas de espaço e a necessidade de modificações, como o corte de portas. Mas antes de optar por essas peças, verifique se suportam as cargas de uso da área.
A argamassa colante é indicada para o assentamento de placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias com formatos de até 45 cm x 45 cm e para bases revestidas com cerâmica, cimentados lisos, granilite, ardósia, porcelanato e pedras. No caso da ardósia ou pedras envernizadas, é necessário remover a camada de resina impregnada à superfície antes de aplicar a argamassa.
Este passo-a-passo foi realizado em uma área externa, com argamassa fabricada para esse fim, mais resistente a locais com alto tráfego.



Materiais


Fotos: Marcelo Scandaroli



Materiais necessários: EPIs, desempenadeira 8 mm ou raio 10 mm, martelo comum e martelo de borracha, colher de pedreiro, trena, espaçador, talhadeira, régua, nível de bolha, masseira, dosador de água, trincha, escova, caneta e esponja.


Passo 1


Fotos: Marcelo Scandaroli


Antes de iniciar a instalação, verifique se a superfície não apresenta desvios de prumo e planicidade acima do previsto pela norma de revestimentos (NBR 13.749).


Passo 2


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a batida de um martelo, cheque as peças antigas e verifique se todas estão coladas à base. O som oco ajudará a reconhecer as placas descoladas. Como o desplacamento geralmente ocorre do meio para os cantos da peça, comece o exame pelo centro.


Passo 3


Fotos: Marcelo Scandaroli


Retire as peças descoladas e corrija os espaços vazios com argamassa de areia e cimento em espessura suficiente para regularizar e nivelar a área.


Passo 4


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe e seque totalmente a superfície. Utilize produtos adequados para a remoção dos diferentes tipos de impurezas.



Passo 5


Fotos: Marcelo Scandaroli


Prepare a argamassa colante conforme as instruções do fabricante até que fique homogênea. Deixe-a descansar por 15 minutos. Depois, misture a massa novamente. Após preparada, a argamassa deve ser utilizada no máximo em duas horas e meia (tempo de caixote).



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli


As peças que serão instaladas também devem estar limpas, mas não podem ser lavadas. Utilize uma escova seca para retirar a camada de pó no verso das placas.


Passo 6


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a colher de pedreiro, coloque a argamassa na superfície e espalhe com o lado liso da desempenadeira. Como a placa deve ser assentada no máximo em 20 minutos, estenda a argamassa em áreas de até 2 m².


Passo 7


Fotos: Marcelo Scandaroli


Com a superfície coberta uniformemente desenhe os cordões, com o lado denteado da desempenadeira posicionado em ângulo de 60°, sem deixar que a base apareça.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se as placas tiverem área igual ou superior a 900 cm², os passos 6 e 7 também deverão ser realizados no verso da peça. Esse processo, de dupla camada, também é solicitado em áreas de alto tráfego.


Passo 8


Fotos: Marcelo Scandaroli


Assente a placa sobre a base. Não é preciso seguir a disposição do revestimento antigo. Para esmagar os cordões, pressione a peça com as mãos, movendo-a ligeiramente.



DICA


Fotos: Marcelo Scandaroli



Utilize o martelo de borracha para auxiliar no amassamento dos cordões. O som da batida ainda ajuda a identificar locais que não foram bem preenchidos com a argamassa.


Passo 9


Fotos: Marcelo Scandaroli


Durante a aplicação, faça o teste de verificação, levantando aleatoriamente algumas placas para confirmar se os cordões foram realmente esmagados sem deixar lacunas.



Atenção!


Fotos: Marcelo Scandaroli



Se houver espaços vazios, como o da foto, corrija-os. Em seguida, coloque a peça no mesmo local.


Passo 10


Fotos: Marcelo Scandaroli


Aplique os espaçadores entre as placas, demarcando os espaços para rejuntamento. Depois, retire os excessos de argamassa das juntas.


Passo 11


Fotos: Marcelo Scandaroli


Certifique-se de que as peças estão niveladas.


Passo 12


Fotos: Marcelo Scandaroli


Limpe a área com uma esponja molhada em até 40 minutos do início da instalação. A área pode receber tráfego depois de 24 horas, mas o ideal é a liberação completa em dois dias.



Confira outras dicas
Dê preferência ao uso da desempenadeira raio 10 mm no serviço em que é necessária a dupla camada de argamassa. Essa ferramenta pode fazer de uma só vez o que a desempenadeira 8 mm faria em duas etapas.
Fotos: Marcelo Scandaroli








A técnica "bolão" não é recomendada para argamassas colantes. A aplicação da massa somente no centro e nos cantos da peça facilita seu desplacamento.
Fotos: Marcelo Scandaroli






Apoio técnico: Diogo Gonçalves e Ecilio Lima, assistente de Produto e instrutor técnico, respectivamente, da Weber Quartzolit, e Ercio Thomaz,  pesquisador do Cetac-IPT (Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).

Fotos: Marcelo Scandaroli


Fonte:
Revista Equipe de Obra Assentamento de piso sobre piso - Saiba quais são os cuidados para aplicar revestimentos em áreas externas sem precisar retirar as placas antigas Construção e Reforma

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ORIENTACOES SOLARES

Uma das principais dúvidas que as pessoas têm no momento de escolher um imóvel, para comprar ou alugar, ou mesmo ao planejar uma construção, é a questão das orientações solares.
De maneira geral, para quem vive no hemisfério sul (ao sul da linha do equador), caso de quase todo o Brasil, pode-se dizer que a orientação norte (quando as janelas são voltadas para o norte) é a que atende de maneira mais satisfatória as principais demandas da maioria dos usuários, a saber: um nível mínimo de insolação diária, Sol quando se precisa de calor (inverno), e sombra quando não se quer calor (verão). Quanto mais para o sul se vive, mais válido é este conceito. Isto se deve à variação dos ângulos que o Sol forma com a superfície da Terra em seu movimento aparente, nas diferentes épocas do ano. No inverno, as fachadas voltadas para o norte recebem insolação quase que o dia todo, pois o Sol forma um ângulo pequeno em relação à superfície da Terra em seu percurso. No verão, como o ângulo que o Sol forma com a superfície da Terra em seu percurso é bem maior, a tendência é a de que passe sobre as coberturas do edifícios. Desta forma, um pequeno beirado nas coberturas sobre as fachadas voltadas para o norte, já proporcionaria sombra para as mesmas.
A orientação sul é a mais problemática, pois não recebe Sol em nenhum momento no inverno (exemplo: Porto Alegre) e, no verão, recebe apenas nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde (isto varia conforme a latitude, quanto mais se aproxima do equador, mais horas de Sol se tem na fachada sul e vice-versa). Fachadas voltadas para o sul somente são favoráveis em ambientes em que o Sol é totalmente indesejado, tais como estúdios de som, laboratórios fotográficos e salas de projeção. Mesmo assim, é preciso cuidar-se os problemas decorrentes da falta de insolação, como a umidade e o mofo, por exemplo
As orientações leste e oeste têm características similares em termos de insolação, embora em momentos diferentes do dia. As fachadas voltadas para o leste recebem Sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). Nas fachadas voltadas para o oeste ocorre o contrário, recebem Sol pela tarde (do meio-dia ao ocaso). Em geral, ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste, apesar de receberem o mesmo número de horas de Sol, porque recebem Sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida (ver Curiosidades/Habitações Troglodíticas). (Fonte: MASCARÓ, Lúcia R. de - "Energia na Edificação" - Projeto Editores Associados - 1986)

Gráfico representativo do movimento aparente do Sol no hemisfério sul, em relação a uma edificação. O ângulo "A" é pequeno no verão e aumenta no inverno. O ângulo "B", pelo contrário, é grande no verão e diminui no inverno.

A tabela abaixo procura definir, de maneira prática, as orientações mais recomendáveis para os diferentes ambientes de uma edificação. Ambientes comerciais e industriais não foram relacionados pois podem ter premissas diferenciadas, dependendo das atividades neles desenvolvidas
TABELA DE ORIENTAÇÕES RECOMENDADAS (VÁLIDA PARA A REGIÃO SUL DO BRASIL)


Ambiente
Norte
Nordeste
Leste
Sudeste
Sul
Sudoeste
Oeste
Noroeste
salas de estar e de refeições
R
RRA
NR
A
A
R
jardins de invernoRRANRNRNRRR
salas de TV / projeção
R
RRA
A
A
A
R
estúdios de som / laboratórios fotográficos
NR
NRNRA
R
A
NR
NR
dormitórios
R
RRA
NR
A
A
R
closets
R
RRA
NR
A
R
R
cozinhas
R
RRA
NR
A
A
R
banheiros
R
RRA
NR
A
R
R
garagens
R
RRA
A
A
R
R
despensas
R
RRA
NR
A
R
R
adegas (sem janelas)AANRRRRNRA
escritórios
R
RRA
NR
A
A
R
consultórios
R
RRA
NR
A
A
R
laboratórios
R
RRA
NR
A
A
R
R = Recomendado / A = Aceitável / NR = Não Recomendado
Observações:
  • Fala-se em "movimento aparente do Sol" porque do ponto de observação dos habitantes da Terra, ela parece estática, dando a impressão de que é o Sol que se movimenta em relação à ela, quando na realidade ocorre o contrário. Os movimentos da Terra são a rotação (giro em torno de seu eixo), que dura 24 horas e leva à existência de dias e noites, e a translação (órbita elíptica em torno do Sol), que dura 1 ano, e leva à existência das diferentes estações.
  • Tudo o que se disse em relação às virtudes da orientação norte e aos problemas da orientação sul, é válido somente para o hemisfério sul. No hemisfério norte inverte-se a situação e o sul passa a ser a orientação mais favorável, passando a orientação norte a ser a menos favorável. As orientações leste e oeste mantêm as mesmas características nos dois hemisférios.
Fonte: http://www.cimentoeareia.com.br/orientacoes.htm