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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Construindo as paredes

Exemplo de uma matéria no site www.fazerfacil.com.br, onde podemos encontrar muitas informações pertinentes e em uma linguagem mais acessível ao leigo. Vale a pena conferir!


Você vai colocar o primeiro tijolo. Tijolo em pé ou tijolo deitado?
Esta coluna tem de ser feita antes de você iniciar a sua construção, pois colunas e alicerces precisarão possuir medidas idênticas.

como colocar os tijolos para construir uma parede
Importante
A decisão de usar tijolo deitado ou em pê deve ser tomada na planta, pois vai influenciar todas as medidas da casa.
O correto seria usar tijolo deitado nas paredes externas e tijolo em pé nas paredes internas. Você terá que decidir.
Tendo usado o método do nível de tubo para nivelar o concreto do alicerce, você não terá problemas para assentar os tijolos usando apenas o prumo. Apronte a massa: cimento e areia de emboço ou terra preta no traço 1:6. Faça somente uma quantidade para um dia de trabalho ou se arriscará a perder material.
Veja a figura 12. Você colocará o tijolo a pelo menos 10 cms do ferro da coluna. Este cuidado é necessário para que o concreto da coluna envolva a ferragem por completo, aderindo também ao tijolo para proporcionar firmeza às paredes. Assente o tijolo com uma forte pressão; a massa comprimida deverá ficar em torno de 2 cms de largura. Retire o excesso.
Você vai levantar uma fiada de tijolos em cada canto, para que possam servir de guia. É claro que você já sabe, mas vamos repetir que os tijolos são colocados desencontrados; nunca deixe de colocar uma camada de massa na cabeça do tijolo. Ao levantar estas fiadas-mestras, use constantemente o prumo para certificar-se de que a parede está subindo nivelada.

Depois, estenda uma linha de uma fiada a outra; assim, terá facilidade para completar o meio da parede, mudando a Unha toda vez que subir mais uma carreira de tijolos. Não esqueça de que os tijolos devem ficar a pelo menos 10 cms das ferragens (mesmo que você para isso tenha de usar metade de um tijolo).

Como você observou, estamos tratando de uma construção típica, na qual você construiu uma coluna em cada quina. As paredes serão construídas até a altura de l ,50 m, quando então se tornará necessário preencher as colunas com conc reto, conforme tratado no próximo tópico, vigas/ colunas.

FONTE: http://www.fazerfacil.com.br/Construcao/parede.htm

Prof. Anderson Ferreira

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Impermeabilização de Fundação

Impermeabilização x Fundação



Todos nós sabemos a importância que água tem na nossa vida, mas quando se trata de estruturas e de edifícios, a água pode ser muito danosa quando em contato com locais onde não deveriam. Um bom exemplo são as fundações, que caso não tenham a correta impermeabilização podem apresentar vários problemas, desde danos na pintura até sérias complicações respiratórias.

Os alicerces, vigas baldrames ficam expostas a constante umidade do solo, tal umidade pode variar de local para outro em função de vários fatores. Caso tais vigas não tenham a correta impermeabilização pode ocorrer o fenômeno da umidade ascendente, que é a ascensão da água pelos capilares existentes no concreto, argamassa e alvenaria. Desta forma a água em contato com a viga baldrame sobe pelo concreto e alvenaria podendo atingir alturas de até 1,50 m.

É importante especificar um sistema impermeabilizante de comprovada eficiência, e se atentar para os detalhes de aplicação.

Dentre os sistemas impermeabilizantes mais utilizados em fundações podemos destacar as argamassas poliméricas, mantas asfálticas aplicadas a frio ou a quente, emulsões acrílicas, emulsões asfálticas, soluções asfálticas, cristalizantes e etc.

Qualquer um dos sistemas mencionados acima passa por etapas básicas.



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                                Danos causados pela umidade no rodapé   






Escolha do sistema impermeabilizante



Determinante no sucesso da impermeabilização é a escolha correta do sistema a ser utilizado. Podemos dividir todos os sistemas impermeabilizantes em flexíveis e rígidos, desta forma optando por um sistema rígido a fundação não poderá possuir deformações que acarretem o aparecimento de fissuras no impermeabilizante e conseqüente abertura para passagem dos fluídos. Já os sistemas flexíveis suportam maiores deformações sem o aparecimento de fissuras. Outro ponto a ser observado são as condições da obra, ou seja, para escolha do sistema de manta asfáltica aplicado a quente é necessário a existência de mão de obra especializada o que talvez não seja possível, entretanto este sistema apresenta uma grande velocidade na execução, item que pode ser fundamental na escolha.



Preparação da superfície



Antes de receber o sistema impermeabilizante a superfície deve ser preparada, ou seja, estar limpa, sem partes soltas, isenta de óleos, isenta de desformantes, seca, regularizada e etc. Regularizar a superfície significa deixá-la uniforme, ausente de falhas de concretagem, sem a presença de quinas vivas, sem juntas de alvenaria com ausência de argamassa. A regularização deve ser executada com argamassa de areia, cimento e aditivos em traço compatível com as condições de aplicação.

Para produtos de base asfáltica como mantas, emulsões e soluções antes da aplicação é necessário a imprimação da superfície. O mercado oferece primers a base d’água e base de solvente, ambos devem possuir a mesma eficiência na promoção da aderência. Um erro muito comum encontrado nesta etapa é a utilização do primer como impermeabilização definitiva.



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Regularização do embasamento


 


Aplicação



Após a preparação da superfície se inicia a aplicação propriamente dita. Cada sistema apresenta formas específicas de aplicação, basicamente podemos dividir em pré-moldados e moldados in loco.

Os sistemas moldados in loco são aplicados na forma de pintura, nesta etapa deve-se levar ao pé da letra a recomendação do fabricante. Por exemplo, caso o fabricante recomende 3 kg/m² deve ser respeitado o consumo, independente do numero de demãos. Na obra se fala muito em número de demãos o que pode levar a um erro de aplicação, pois, 3 demãos não significam necessariamente 3 kg/m². Outro ponto a se observar é o tempo de secagem entre as demãos, alguns produtos exigem a cura completa entre uma demão e outra, ao passo que alguns é exatamente o contrário, não se deve esperar a cura. No caso de produtos a base de cimento é necessário realizar a cura úmida com intuito de evitar fissuras.

Os sistemas pré-moldados podem ser aderidos a quente, aderidos a frio, ou simplesmente dispostos sobre as vigas baldrames. A vantagem de tal sistema é a espessura constante, não ficando atrelada a um controle rigoroso do consumo de produto, bem como a velocidade de execução, pois, independe de secagem. A impermeabilização deve envolver a viga baldrame de forma não permitir a ascensão da umidade.

Depois de concluída a aplicação pode-se iniciar a alvenaria, tomando os devidos cuidados com o trânsito de pessoas e equipamento sobre as vigas impermeabilizadas. Após tanto cuidado não é desejável que a impermeabilização seja rompida por mero descuido.

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Cura úmida para produtos a base de cimento    

 

 

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Movimentação da terra antes  da impermeabilização

 


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   Detalhe do cuidado com a impermeabilização



Correção do problema já instalado



Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria, é uma impermeabilização preventiva.

Entretanto no caso de já existir a patologia, o tratamento se restringe a alguns sistemas impermeabilizantes, que suportem a pressão que atua atrás do sistema (pressões negativas). Alguns sistemas utilizados são as argamassas poliméricas, cristalizantes, etc. Esta solução pode não ser suficiente, pois como a água ficará atrás do impermeabilizante ela poderá “correr” para outra parede que não apresentava o problema, ou então subir um pouco mais do que o impermeabilizante danificando a parede.

Para a correção deve-se remover todo o revestimento danificado pelo menos meio metro acima do local máximo aonde a umidade chegou, preparar a superfície e aplicar o sistema resistente a pressão negativa. Em algumas situações como a de tijolos maciços é possível utilizar cristalizantes injetados na própria alvenaria através de furos.

Assim fica óbvio que o custo menor é o da impermeabilização preventiva.

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                                 Patologia instalada                    Remoção do reboco danificado

 

                                       

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Regularização                            Impermeabilização



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 Acabamento concluído


 

Erros comuns



Durante a impermeabilização das fundações os erros mais comuns são:

- Escolha do sistema inadequado;

- Falha na preparação da superfície;

- A inobservância das instruções do fabricante no momento de preparação do produto como adicionar água sem necessidade, não homogeneizar adequadamente, não seguir a proporção adequada dos produtos constituintes e etc;

- A falsa idéia que o impermeabilizante é uma pintura, sem preocupação com a espessura;

- Consumos muito abaixo da recomendação do fabricante.

- Tempos de cura em desacordo com as instruções do produto;

- Falhas nas emendas dos sistemas pré-moldados;

- Falta de cuidado com as vigas impermeabilizadas, o que acarreta em furos que comprometem a estanqueidade;

- O descuido com o nível do contrapiso, que em alguns casos tem o arremate acima do nível da viga baldrame impermeabilizada, favorecendo a passagem da umidade do contra piso para parede sem passar pela viga;
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Erro na impermeabilização do alicerce

 

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Impermeabilização somente nas laterais da viga

 

 

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  Produto ineficiente usado para impermeabilização

 

 

Fonte - http://www.ibisp.org.br/?pagid=vrevista_obra&id=16