Mostrando postagens com marcador impermeabilização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador impermeabilização. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Impermeabilização de banheiro

Veja como impermeabilizar áreas molháveis, como banheiros, com o uso de emulsão à base de asfalto aplicada em demãos, com trincha e broxa


Reportagem: Juliana Nakamura

A aplicação de emulsão asfáltica é uma solução simples, de baixo custo, eficaz para impermeabilizar áreas como banheiros, cozinhas, áreas de serviço, terraços e sacadas. Compostos por asfaltos especiais, com minerais e polímeros diluídos em água, esses produtos proporcionam uma membrana de alta impermeabilidade em poucas demãos e sem técnicas ou ferramentas especiais.
O sucesso desse sistema, contudo, depende de alguns cuidados. A começar pelo preparo da superfície a ser tratada, que deve estar limpa, sem poeira, óleo ou partículas soltas. Outra recomendação é respeitar o tempo de secagem entre as demãos, variável de acordo com o clima e com o produto a ser utilizado. Vale sempre ter atenção às recomendações do fornecedor do impermeabilizante presentes nos rótulos das embalagens.
Também é importante que os impermeabilizantes de origem asfáltica sejam protegidos da exposição às intempéries e do tráfego de pessoas. Por isso, após a realização do teste de estanqueidade e da eliminação de toda a água, deve-se criar uma camada de proteção sobre camada separadora entre a impermeabilização e o revestimento. Isso pode ser feito executando-se uma camada de argamassa de cimento e areia com pelo menos 2 cm de espessura. Só então a área estará pronta para receber o revestimento. Confira, neste passo-a-passo, a aplicação de emulsão asfáltica em um banheiro.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Ferramentas e materiais necessários: broxa, desempenadeira, bloco de espuma, estilete, colher de pedreiro, trincha, impermeabilizante, tela de poliéster, argamassa. EPIs obrigatórios: capacete, luvas, óculos e avental.

Fotos: Marcelo Scandaroli
1 O serviço tem início com a regularização da superfície a ser impermeabilizada. Para isso, você pode utilizar argamassa preparada no traço 1:4 ou, se preferir, pode empregar argamassa pronta. A regularização deve ser feita com caimento mínimo de 1% em direção aos pontos de escoamento de água. A camada deve estar perfeitamente aderida ao substrato. Portanto, é necessário limpar e molhar o concreto antes de aplicar a argamassa.
Fotos: Marcelo Scandaroli

2 A argamassa deve receber acabamento desempenado, com espessura mínima de 2 cm. Utilize uma régua ou uma desempenadeira para conseguir esse resultado.


Fotos: Marcelo Scandaroli

3 Áreas críticas, como os rodapés, merecem cuidado redobrado. Antes de aplicar o impermeabilizante, umedeça essas regiões e realize o arredondamento dos cantos aplicando argamassa com a colher de pedreiro.

Fotos: Marcelo Scandaroli

4 Outra região que merece muito cuidado é o entorno dos ralos. Por isso, umedeça a superfície e realize o rebaixo dos ralos eliminando todos os cantos vivos.


Fotos: Marcelo Scandaroli



5 Finalize o arredondamento dos cantos limpando o excesso de argamassa com uma esponja.


Fotos: Marcelo Scandaroli
O passo seguinte é preparar a tela estruturante de poliéster que será posteriormente aplicada em ralos e rodapés. Esse procedimento é importante para elevar a resistência do sistema impermeabilizante às movimentações. Com o auxílio de um estilete ou de uma tesoura, corte um pedaço da malha de tamanho suficiente para cobrir os pontos mais críticos. Guarde a tela para aplicá-la mais tarde.

Atenção
Fotos: Marcelo ScandaroliPara aplicar a malha nos ralos, você deve fazer vários cortes diagonais, em forma de pétalas.


Fotos: Marcelo Scandaroli



7 Antes de iniciar a primeira demão do impermeabilizante, dilua o produto em até 15% de água. Mas atenção: apenas a primeira demão da emulsão asfáltica pode ser diluída.


Fotos: Marcelo Scandaroli



Sobre a superfície limpa e seca, aplique o produto na região dos ralos com broxa, trincha ou pincel.





Fotos: Marcelo Scandaroli


9 Sobre a emulsão recém-aplicada, coloque a tela previamente cortada.



Fotos: Marcelo Scandaroli

10 Sobre a tela, aplique mais uma camada de impermeabilizante, sem diluição, até que ela fique completamente coberta.



Fotos: Marcelo Scandaroli

11 O mesmo procedimento realizado no ralo deve ser feito nos rodapés. Ou seja, coloque a tela de poliéster entre duas camadas do impermeabilizante. O produto deverá ser aplicado em uma faixa de 10 cm no piso e de 10 cm na parede.


Fotos: Marcelo Scandaroli

12 Após o tratamento das regiões críticas, pode-se iniciar a aplicação do impermeabilizante. Em banheiros, é importante aplicá-lo em todo o piso e nas paredes até 1,5 m de altura. Para a primeira demão (imprimação), no boxe de chuveiro, pode-se utilizar a emulsão diluída em 15% de água limpa.

Fotos: Marcelo Scandaroli



13 Após a secagem - o que normalmente ocorre após cerca de quatro horas - aplique a segunda demão de forma cruzada em relação à primeira. Espere novamente a secagem antes de aplicar a terceira demão de impermeabilizante, mais uma vez, de forma cruzada.






Fotos: Marcelo Scandaroli



14 Após a secagem das três demãos, a impermeabilização do banheiro é concluída.







Atenção Às Dicas
» Todos os cantos dos ralos e dos rodapés devem ser arredondados no formato meia-cana antes de receberem a emulsão asfáltica
» Inicie a aplicação do produto pelas paredes, deixando o piso para o final. Isso porque uma vez aplicado o produto, a área deverá ser interditada para a circulação de pessoas até a secagem completa
» À base de água, as emulsões asfálticas podem ser removidas facilmente de ferramentas e instrumentos. Basta lavá-los em água corrente
» Quanto impermeabilizante você irá precisar? Essa é uma informação que pode ser encontrada nos rótulos das embalagens dos produtos disponíveis no mercado. Em média, utiliza-se cerca de 2,5 kg para impermeabilizar 1 m2

Fotos: Marcelo Scandaroli


15 Uma vez terminada a secagem completa, realize o teste de estanqueidade. Comece vedando os ralos. Coloque uma lâmina de água de aproximadamente 5 cm de altura sobre a superfície. Aguarde pelo menos 72 horas para ter certeza de que não há vazamentos.

Fonte - Revista Equipe de Obra
http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/24/passo-a-passo-impermeabilizacao-de-banheiro-144236-1.aspx

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Impermeabilização de Fundação

Impermeabilização x Fundação



Todos nós sabemos a importância que água tem na nossa vida, mas quando se trata de estruturas e de edifícios, a água pode ser muito danosa quando em contato com locais onde não deveriam. Um bom exemplo são as fundações, que caso não tenham a correta impermeabilização podem apresentar vários problemas, desde danos na pintura até sérias complicações respiratórias.

Os alicerces, vigas baldrames ficam expostas a constante umidade do solo, tal umidade pode variar de local para outro em função de vários fatores. Caso tais vigas não tenham a correta impermeabilização pode ocorrer o fenômeno da umidade ascendente, que é a ascensão da água pelos capilares existentes no concreto, argamassa e alvenaria. Desta forma a água em contato com a viga baldrame sobe pelo concreto e alvenaria podendo atingir alturas de até 1,50 m.

É importante especificar um sistema impermeabilizante de comprovada eficiência, e se atentar para os detalhes de aplicação.

Dentre os sistemas impermeabilizantes mais utilizados em fundações podemos destacar as argamassas poliméricas, mantas asfálticas aplicadas a frio ou a quente, emulsões acrílicas, emulsões asfálticas, soluções asfálticas, cristalizantes e etc.

Qualquer um dos sistemas mencionados acima passa por etapas básicas.



articles: Impermeabi-2.jpg      



                                Danos causados pela umidade no rodapé   






Escolha do sistema impermeabilizante



Determinante no sucesso da impermeabilização é a escolha correta do sistema a ser utilizado. Podemos dividir todos os sistemas impermeabilizantes em flexíveis e rígidos, desta forma optando por um sistema rígido a fundação não poderá possuir deformações que acarretem o aparecimento de fissuras no impermeabilizante e conseqüente abertura para passagem dos fluídos. Já os sistemas flexíveis suportam maiores deformações sem o aparecimento de fissuras. Outro ponto a ser observado são as condições da obra, ou seja, para escolha do sistema de manta asfáltica aplicado a quente é necessário a existência de mão de obra especializada o que talvez não seja possível, entretanto este sistema apresenta uma grande velocidade na execução, item que pode ser fundamental na escolha.



Preparação da superfície



Antes de receber o sistema impermeabilizante a superfície deve ser preparada, ou seja, estar limpa, sem partes soltas, isenta de óleos, isenta de desformantes, seca, regularizada e etc. Regularizar a superfície significa deixá-la uniforme, ausente de falhas de concretagem, sem a presença de quinas vivas, sem juntas de alvenaria com ausência de argamassa. A regularização deve ser executada com argamassa de areia, cimento e aditivos em traço compatível com as condições de aplicação.

Para produtos de base asfáltica como mantas, emulsões e soluções antes da aplicação é necessário a imprimação da superfície. O mercado oferece primers a base d’água e base de solvente, ambos devem possuir a mesma eficiência na promoção da aderência. Um erro muito comum encontrado nesta etapa é a utilização do primer como impermeabilização definitiva.



articles: Impermeabi-3.jpg articles: Impermeabi-4.jpg

Regularização do embasamento


 


Aplicação



Após a preparação da superfície se inicia a aplicação propriamente dita. Cada sistema apresenta formas específicas de aplicação, basicamente podemos dividir em pré-moldados e moldados in loco.

Os sistemas moldados in loco são aplicados na forma de pintura, nesta etapa deve-se levar ao pé da letra a recomendação do fabricante. Por exemplo, caso o fabricante recomende 3 kg/m² deve ser respeitado o consumo, independente do numero de demãos. Na obra se fala muito em número de demãos o que pode levar a um erro de aplicação, pois, 3 demãos não significam necessariamente 3 kg/m². Outro ponto a se observar é o tempo de secagem entre as demãos, alguns produtos exigem a cura completa entre uma demão e outra, ao passo que alguns é exatamente o contrário, não se deve esperar a cura. No caso de produtos a base de cimento é necessário realizar a cura úmida com intuito de evitar fissuras.

Os sistemas pré-moldados podem ser aderidos a quente, aderidos a frio, ou simplesmente dispostos sobre as vigas baldrames. A vantagem de tal sistema é a espessura constante, não ficando atrelada a um controle rigoroso do consumo de produto, bem como a velocidade de execução, pois, independe de secagem. A impermeabilização deve envolver a viga baldrame de forma não permitir a ascensão da umidade.

Depois de concluída a aplicação pode-se iniciar a alvenaria, tomando os devidos cuidados com o trânsito de pessoas e equipamento sobre as vigas impermeabilizadas. Após tanto cuidado não é desejável que a impermeabilização seja rompida por mero descuido.

 articles: Impermeabi-5.jpg 
Cura úmida para produtos a base de cimento    

 

 

articles: Impermeabi-6.jpg

Movimentação da terra antes  da impermeabilização

 


 articles: Impermeabi-7.jpg

   Detalhe do cuidado com a impermeabilização



Correção do problema já instalado



Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria, é uma impermeabilização preventiva.

Entretanto no caso de já existir a patologia, o tratamento se restringe a alguns sistemas impermeabilizantes, que suportem a pressão que atua atrás do sistema (pressões negativas). Alguns sistemas utilizados são as argamassas poliméricas, cristalizantes, etc. Esta solução pode não ser suficiente, pois como a água ficará atrás do impermeabilizante ela poderá “correr” para outra parede que não apresentava o problema, ou então subir um pouco mais do que o impermeabilizante danificando a parede.

Para a correção deve-se remover todo o revestimento danificado pelo menos meio metro acima do local máximo aonde a umidade chegou, preparar a superfície e aplicar o sistema resistente a pressão negativa. Em algumas situações como a de tijolos maciços é possível utilizar cristalizantes injetados na própria alvenaria através de furos.

Assim fica óbvio que o custo menor é o da impermeabilização preventiva.

 articles: Impermeabi-8.jpg            articles: Impermeabi-9.jpg

                                 Patologia instalada                    Remoção do reboco danificado

 

                                       

                 articles: Impermeabi-10.jpg             articles: Impermeabi-11.jpg

Regularização                            Impermeabilização



 articles: Impermeabi-12.jpg

 Acabamento concluído


 

Erros comuns



Durante a impermeabilização das fundações os erros mais comuns são:

- Escolha do sistema inadequado;

- Falha na preparação da superfície;

- A inobservância das instruções do fabricante no momento de preparação do produto como adicionar água sem necessidade, não homogeneizar adequadamente, não seguir a proporção adequada dos produtos constituintes e etc;

- A falsa idéia que o impermeabilizante é uma pintura, sem preocupação com a espessura;

- Consumos muito abaixo da recomendação do fabricante.

- Tempos de cura em desacordo com as instruções do produto;

- Falhas nas emendas dos sistemas pré-moldados;

- Falta de cuidado com as vigas impermeabilizadas, o que acarreta em furos que comprometem a estanqueidade;

- O descuido com o nível do contrapiso, que em alguns casos tem o arremate acima do nível da viga baldrame impermeabilizada, favorecendo a passagem da umidade do contra piso para parede sem passar pela viga;
    articles: Impermeabi-13.jpg      
Erro na impermeabilização do alicerce

 

articles: Impermeabi-14.jpg

Impermeabilização somente nas laterais da viga

 

 

 articles: Impermeabi-15.jpg

  Produto ineficiente usado para impermeabilização

 

 

Fonte - http://www.ibisp.org.br/?pagid=vrevista_obra&id=16