terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Casa Modelo traz novidades para capacitações ambientais em 2012

A Casa Modelo Experimental, construída pelo Consórcio PCJ e parceiros em Americana/SP, iniciou 2012 com novidades para os visitantes e participantes das capacitações ambientais promovidas pelo Programa de Educação e Sensibilização Ambiental do Consórcio PCJ. A mostra Casa Modelo EcoDecor deixou como herança, além dos conceitos de consumo racional de água e energia, as novidades de decoração e construção sustentável. A maioria das melhorias realizadas seguirão expostas por meio de agendamentos no próximo ano. A visitação será gratuita.

Inaugurada em 2009, a Casa Modelo Experimental surgiu com o intuito de demonstrar alternativas para o melhor aproveitamento da água e energia no cotidiano. Assim, conceitos como aproveitamento de tubos de creme dental para a fabricação do forro e do telhado, a inclinação da Casa em 45° para se utilizar, ao máximo, a energia solar e eólica e toda a construção com tijolos confeccionados a partir de agregados siderúrgicos foram apresentados e aprovados pelo público por possuírem a mesma qualidade e durabilidade dos produtos convencionais. Mas um detalhe ainda incomodava. “As crianças, por exemplo, vinham até aqui e diziam tia, esse não é o quarto? Onde está a cama?. Então, nós percebemos que tínhamos que mudar”, lembra a coordenadora do Programa de Educação Ambiental do Consórcio PCJ, Andréa Borges.

Hoje, é possível encontrar pela Casa, móveis fabricados a partir de restos de mármore ou com madeira de reflorestamento de eucalipto revestidos com laminado de garrafas plásticas. A utilização de lâmpadas prioriza os modelos LED ou fluorescente, pelo baixo consumo de energia elétrica. Os tecidos são de retalhos, fibra de garrafas PET e até mesmo palha de milho. Além disso, toda a madeira utilizada vem de reflorestamento ou restos de demolição. Até mesmo os pisos, que imitam perfeitamente o material, são de porcelanato ou restos de PCV.

Segundo o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, além de apresentar as novidades do setor, a mostra foi fundamental para a atualização dos conceitos do imóvel, o que implica em benefícios para o processo de educação e sensibilização ambiental. “Os efeitos desse evento não se restringem apenas aos 30 dias de exposição. Cada arquiteto, fornecedor, consorciado ou participante da mostra deve ter a certeza de que está nos ajudando a construir cidadãos ambientalmente conscientizados, e isso é de extrema importância em uma região com tanta escassez de recursos naturais como as bacias PCJ”, ressalta Lahóz.

Visitas monitoradas voltam em 2012 com empresa especializada
A Casa Modelo está em recesso desde o encerramento da mostra EcoDecor, em oito de dezembro. Para a nova etapa, o Consórcio PCJ contratou uma empresa especializada para monitorar as visitas, com objetivo de proporcionar mais conhecimento ambiental para os visitantes.

Segundo Andrea Borges, “desde que a Casa foi construída já recebemos quase 6 mil visitas. São pessoas que, de alguma forma, foram capacitadas com relação ao uso racional dos recursos naturais no seu cotidiano. Com as mudanças, vamos expandir ainda mais esse conhecimento e promover mudanças maiores de conceitos e práticas ambientais”.

As visitações poderão ser agendadas a partir de fevereiro de 2012, através do telefone (19) 3475 9405 ou pelo e-mail casamodelo@agua.org.br . No próximo ano, elas serão feitas de terça e quinta-feira, nos períodos da manhã e da tarde, além de alguns sábados, mediante solicitação e agendamento, atendimento às universidades. Podem participar estudantes do ensino público e privado, universitários, profissionais e toda a comunidade.


Da Redação, original AtibaiaNews.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Revista Rochas

Olha ai mais uma publicação virtual gratuita que descobrimos! A revista Rochas traz tudo o que se precisa saber sobre granitos, marmores e outros tipos de pedras usadas na Contrução Civil! Vale a pena dar uma olhada.


www.revistarochas.com.br

Prof. Anderson Ferreira


sábado, 21 de janeiro de 2012

FGTS cria linha de crédito para material de construção

O governo federal adotou mais uma medida popular com recursos do trabalhador para estimular o aumento da concessão de crédito em um ano de incertezas internacionais. Ontem, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou uma linha de crédito especial para a compra de material de construção pela classe média.

Inicialmente, serão destinados R$ 300 milhões, mas, dependendo da demanda, o valor poderá chegar a R$ 1 bilhão.

Somente os cotistas do FGTS poderão pegar o empréstimo limitado a R$ 20 mil para pagamento em até 120 meses. O grande atrativo é a taxa de juros, que será de no máximo 12% ao ano. Atualmente, bancos cobram algo entre 25% e 56% ao ano em linhas de crédito semelhantes. O representante do Ministério do Trabalho no Conselho Curador do FGTS, Paulo Furtado, explicou que não há limite de renda para solicitar o empréstimo, porém, o valor do imóvel que será reformado ou ampliado deve atender ao limite estabelecido pelo Sistema Nacional de Habitação, que é de até R$ 500 mil.

Além disso, se a operação for superior a R$ 10 mil, o interessado terá de apresentar documentação de que os benefícios previdenciários dos trabalhadores da obra estão sendo pagos. A expectativa é de que a linha esteja disponível na Caixa Econômica Federal a partir de fevereiro.

Furtado lembrou que já existe uma linha semelhante para atender a população de renda mais baixa, até R$ 5,4 mil. Nos últimos oito anos, foram emprestados R$ 3,5 bilhões para esse público. Uma fonte que participa do conselho ressaltou, no entanto, que a linha para o público de menor renda não está tendo o desempenho esperado porque a margem de ganho para os bancos que operaram com a linha, basicamente a Caixa, é muito baixo e o risco elevado. Por isso, a decisão de começar a destinar o produto para a classe média.

Estímulo Segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC) no conselho curador do FGTS, Claudio Conz, que também é presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, a nova linha de crédito deve dar um estímulo adicional às vendas de material de construção neste ano. A expectativa é de uma expansão entre 7% e 8% das vendas do setor este ano. Em 2011, esse porcentual foi de 4,5%.

Para Conz, o limite de empréstimo de R$ 20 mil é adequado à necessidade da demanda. "Acreditamos que o empréstimo, médio, não deve ultrapassar R$ 8 mil", frisou, acrescentado que a linha deverá ter uma suplementação de recursos nos próximos meses. Atualmente, 33 milhões de trabalhadores contribuem com o FGTS mensalmente e poderão ser potenciais tomadores do recurso.

Da Redação, original O Estado de S. Paulo.

Fonte:  http://www.obra24horas.com.br/noticias/fgts-cria-linha-de-credito-para-material-de-construcao

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Revista Lush Janeiro 2011

Demorou um pouquinho mais saiu a primeira edição do ano da revista digital Lush, destacando:


Perfil: Felipe Locatelli
  ESPECIAL: Piscinas
    6 projetos para você se refrescar
  Projeto Corporativo: HQ da Skype
    Blitz Architecture + Design | EUA
  Projeto: Resort Particular
    Thiago Manarelli | Ana Paula Guimarães
  Projeto Clean Contemporâneo
    Samara Barbosa | Michele Krauspenha

Link:  www.revistalush.com.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

MS Project

Quando falamos de MS Project, logo pensamos em um programa de gerenciamento de obras, o que não é de todo verdade. Este programa é um programa de gerenciamento de PROJETOS, quer dizer, ele possibilita o controle de etapas, recursos, materiais, entre outros. Antes de mais nada, segue um link com uma excelente apostila da Universidade Federal do Parana.

http://www.cesec.ufpr.br/pet/biblioteca/temporada/MS%20Project.pdf

E neste proximo link da para baixar a versao 2010

http://baixaki.com.br/download/microsoft-project-professional.htm

Prof. Anderson Ferreira

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DICAS DE ALVENARIA CONVENCIONAL - VEDAÇÃO







ALVENARIA CONVENCIONAL.
É formada por pilares, vigas e lajes de concreto, sendo que os vãos são preenchidos com tijolos cerâmicos para vedação. Neste caso, o peso da construção é distribuído nos pilares, vigas, lajes e fundações e, por isso, as paredes são conhecidas como “não-portantes”.
Entre as vantagens da estrutura convencional estão a possibilidade de criação de um projeto mais arrojado e a utilização de portas e janelas fora das medidas padronizadas. Apesar de ser mais caro que a alvenaria estrutural, é possível realizar qualquer tipo de reforma.
Para a construção de elementos como pilares e vigas são usados aço estrutural e formas de madeira. Depois da construção das paredes, é preciso “rasgá-las” para embutir as instalações hidráulicas e elétricas. Em seguida, deve ser iniciada a etapa de revestimento, caracterizada pela aplicação do chapisco, massa grossa, massa fina e pintura.

VEDAÇÃO

Na alvenaria de vedação, como o próprio nome sugere, o objetivo das paredes é fechar a estrutura da obra entre colunas e vigas sem contribuir de forma direta para a estrutura do projeto. Esta característica não dispensa a utilização de tijolo cerâmico com tecnologia e dimensionados para atender com praticidade as diferentes exigências de cada projeto.
Trabalhamos com três linhas de tijolos cerâmicos de vedação:
FACE LISA

Tijolos cerâmicos de vedação mais robustos, com paredes mais espessas indicados para obras de alto padrão. Ideal para a aplicação de acabamentos em gesso e aparente.
FACE RANHURADA

Tijolos cerâmicos de vedação mais leves, porém com alta resistência. Indicado na maioria das obras onde o acabamento será em chapisco, emboço e reboco, podendo também em gesso.
TIJOLOS CERÂMICO MODULAÇÃO “25“

Além do tijolo cerâmico básico para alvenaria vedação trabalhamos também com a linha de modulação “25“ especialmente desenvolvida para aplicações especiais, proporcionando assim uma agilidade maior na obra. Tijolos que possuem marcações em seu corpo (bizoteio) que facilitam o corte do material, evitando assim a quebra desnecessária e concequentemente desperdício de material tijolos como tijolo “SECCIONADO“ desenvolvido especialmente para preenchimento de vãos que são facilmente cortados em divisões de 1/2, 1/4 e 3/4 de sua altura. Já visando facilitar a passagem de tubos hidráulico e conduites elétricos, tijolos que trazem marcações (bizoteio) para remoção de até duas de suas paredes, visando passagem de tubos de até 3/4 por secção. O tijolo “Elétrico“ desenhado para acomodar caixa padrão 4x2 e 4x4. A “CANALETA“ desenvolvida para facilitar a passagem de ferragens e concreto, evitando trincas em portas, janela e lajes. Material que proporciona melhor isolação térmica e acústica, possibilitam a aplicação direta de gesso.
• Dicas
- A alvenaria com a função de vedação, mas pode pode também ser parte da própria estrutura da construção. Constituídas com tijolos cerâmicos vedação. As dicas que mostraremos aqui servem para as alvenarias feitas , elementos construtivos com dimensões pré-determinadas e constantes. Seja como elemento estrutural ou como simples vedação, as alvenarias são sempre assentadas em cima de uma base. Esta pode ser o baldrame, alicerce ou algum outro elemento estrutural, como:
• Baldrame
– Dá-se este nome à viga da fundação que serve justamente de base para a alvenaria, ficando ao rés do chão. O baldrame deve ser devidamente impermeabilizado, sendo preciso esperar ao menos um dia para a secagem completa da camada de impermeabilização antes de se iniciar a alvenaria sobre ele.
• Alicerce
– Em pequenas obras, com fundação rasa, ou mesmo em obras que utilizam vigas baldrame, é preciso fazer levantar algumas fiadas de tijolos, devidamente impermeabilizadas, para interligar a fundação às paredes. Esta pequena parede costuma-se chamar de alicerce, frequentemente confundida com o baldrame, mas são coisas distintas.
• Elemento estrutural
São vigas ou lajes de concreto armado, podendo também ser algum elemento da estrutura metálica. Em qualquer destes casos provavelmente estaremos falando de paredes longe do solo, no primeiro pavimento ou acima dele.
• Planejamento
- O projeto determinará espessura de cada parede. Seja como for, o serviço sempre é iniciado pelos cantos principais, devidamente posicionados pelo mestre de obras que usará para isto o gabarito da obra, para paredes no térreo, ou a planta, para obras que tenham um ou mais pavimentos. Feita esta localização das paredes no plano horizontal, resta fazer a localização das fiadas no plano vertical, o que deverá ser planejado com precisão e sua modulação. Muitos pedreiros deixam de fazer este planejamento das fiadas, dizendo que “depois eu acerto na massa”, mas este é um engano e leva a desperdícios. O correto é prever quantas fiadas serão necessárias para alcançar a altura do respaldo das paredes evitando recortes no final. O levantamento da parede de modo desordenado, além de dar muito mais trabalho no acabamento, piora o aspecto e pode diminuir a resistência.
Feito este cálculo podemos fazer a régua (ou “cantilhão”), que nada mais é do que uma cantoneira de ferro ou aluminio podendo ser também de sarrafo perfeitamente reto onde é marcado a quantidade de fiadas e colocado perfeitamente no prumo exatamente em um dos cantos colocando outra régua na extremidade oposta, conforme mostra a figura abaixo:
ASSENTAMENTO VEDAÇÃO

Fazendo a marcação da parede, usando o cantilhão devidamente alinhado e aprumado e 
planejado a modulação, iniciar o levantamento da parede, sempre pelos cantos. Coloca-se 
algumas fiadas de um lado e do outro, depois vai esticando a linha entre os dois lados e 
preenchendo o meio com uma fiada completa de blocos, mantendo as devidas amarrações, 
conforme mostrado na figuara anterior até o final, ou seja, até chegar ao respaldo da parede. 
Neste ponto, a parede esta estará perfeitamente nivelada, no prumo e na altura correta. Este
procedimento vai se repetindo ao longo de todas as paredes do mesmo pavimento. 
Alvenarias feitas com este cuidado são mais econômicas, economizando material e tempo 
de execução, além de ter maior resistência à compressão, sendo perfeitamente adequadas 
para uso como alvenaria convencional. Se o projeto arquitetônico prever alvenaria aparente, 
então o planejamento de cada parede e o levantamento com cantilhão são medidas 
obrigatórias, para não ficar aquele aspecto horrível de coisa mal feita e improvisada. Para que 
se tenha uma alvenaria perfeita e que dure por muitas e muitas décadas é importante que a 
parede seja feita sobre base firme. Entretanto, mais importante que isto, é bom seguir alguns 
procedimentos importantes mas que, infelizmente, são desprezados pela esmagadora maioria 
dos profissionais que, via de regra, trabalham por empreitada e querem terminar seu serviço 
o quanto antes, ou seja, o relaxo é uma atitude compreensível mas não justificável. O bom 
profissional deveria ter orgulho de seu trabalho e, portanto, deveria procurar fazê-lo da maneira 
mais irrepreensível de que fosse capaz. Bem, vamos então às regras tão importantes mas que, 
infelizmente, nem sempre são seguidas: É muito importante manter prumo e nível perfeitos na 
disposição das diversas fiadas com espassamento de 1cm (junta). Com o cantilhão o prumo 
será quase que automático, porem o correto é conferir o prumo da parede a cada fiada. As 
juntas na vertical devem ser desencontradas e no formato de amarração escolhida para cada 
parede, não poderá ter sobreposição de juntas em nenhum ponto. Vãos de porta devem ter uma 
vergas em cima do vão, e os peitoris das janelas devem ter contravergas. Com isto evita-se as 
trincas que aparecem nos cantos das portas e janelas em paredes mal feitas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Alvenaria com tijolos comuns

Por Iberê M. Campos


Fabricação do tijolo comum

A matéria prima do tijolo comum é a argila misturada com um pouco de terra arenosa. Depois de selecionada e misturada a argila é misturada com água até formar uma pasta, que é moldada em formas apropriadas que vão dar o formato ao tijolo. As formas são retiradas com a massa ainda mole, os tijolos crus são deixados a secar no sol formando o que se chama de adobe.

Uma vez atingida a dureza inicial e retirado o excesso de umidade, os tijolos são cozidos em fornos com temperatura entre 900 a 1.100ºC. As peças que ficarem mais próximas do fogo ficarão mais escuros e terão resistência física maior. A cor do tijolo varia com o tipo da argila, porém a mais encontrada é aquela que fica entre o vermelho e o amarelo.

Como saber se o tijolo é bom?

Testes mais específicos, para selecionar material em obras de responsabilidade maior, precisam ser feitos em laboratório. Mas com um pouco de experiência e algumas dicas básicas será possível fazermos um bom exame preliminar:

• O tijolo bem cozido produz um som peculiar quando batido com a colher de pedreiro. Através da sonoridade pode-se distinguir o grau de cozimento, quando mais metálico e firme for o som melhor será o tijolo.

• Outro teste para saber se o tijolo é bom é quebrá-lo e verificar seu interior. Se o meio ainda estiver meio barrento ou com cor mais escura é sinal de que o tijolo está mal cozido.

• A superfície do bom tijolo é porosa e áspera, suas arestas são vivas e duras. Quando quebrado apresenta saliências e reentrâncias.

• A absorção da água deve estar por volta de 7% do peso do tijolo, que deveria variar entre 2 a 3 kg, mas infelizmente hoje se encontra tijolos até mesmo de 1 kg...

Formato e dimensões

Tipos especiais de tijoloO tijolo comum pode ter vários formatos, atendendo a várias finalidades como paredes curvas, cantos arredondados e efeitos decorativos. Além do tradicional em formato de paralelepípedo existem os redondos e os fracionados: meio-tijolo no sentido horizontal e meio-tijolo no formato vertical. Existem também com largura de e 1/4 de tijolo, usados no revestimento de fachadas. Algumas olarias fornecem peças com meio-corte, para facilitar a separação das metades na obra, mas nada impede que se corte com uma serra elétrica ou até mesmo com a colher de pedreiro. Já também os em formato de tramela e em curva (vide ilustração ao lado)

As medidas dos tijolos seguem a chamada “Regra de Frisch” que determina que o comprimento (C) deve ser igual a duas vezes a largura (L) mais a espessura da junta (J), e também que a largura (L) seja duas vezes a altura (H) mais a espessura da junta, ou seja,

C = 2L + J

e também

L = 2H + I

Estas proporções foram pensadas para possibilitar diferentes formas de assentamento, conforme veremos a seguir. Considerando-se a junta de 1 cm conseguimos as seguintes medidas (em cm):


MEDIDAS DE TIJOLOS COMUNS SEGUNDO A REGRA DE FRISCH JUNTA DE 1 CM
C (cm)L (cm)H (cm)
23 11 5
20 9,5 4,25
11 8 3,5

Entretanto, atualmente é quase ficção imaginar que um pedreiro vai ter a paciência de trabalhar com junta de 1 cm. O mais realista seríamos falar em junta de 1,5 cm, assim teríamos as seguinte medidas:

MEDIDAS DE TIJOLOS COMUNS SEGUNDO A REGRA DE FRISCH JUNTA DE 1,5 CM
C (cm)L (cm)H (cm)
23 10,75 4,63
21 9,75 4,13
17 7,75 3,13


Devemos alertar que estas medidas são teóricas. Na prática o que se encontra no mercado é bem diferente, por isto é conveniente saber a regra de Frisch para poder fazer o cálculo da junta em função do material adquirido. A espessura da junta influi também na quantidade de tijolos por m², conforme vemos a seguir:

Quantidade de tijolos por m²

Em função do tamanho dos tijolos e da espessura da junta podemos calcular quantas unidades de tijolos precisamos para preencher um metro quadrado de alvenari, e, a partir daí, chegar ao consumo de material. O cálculo é bem simples, basta ver quantos tijolos precisamos na horizontal, quantos na vertical e multiplicar um pelo outro, ou seja,

N = TH x TV

Onde:
N = Número de tijolos por m²
TH = Quantidade de tijolos na horizontal, por metro linear
TV = Quantidade de tijolos na vertical, por metro linear

A variável TH é igual a:


TH = 100 / (C + J)

Enquanto que:

TV = 100 / (H + J)

Exemplo: supondo-se uma parede de ½ tijolo de 23 x 11 x 5 e junta de 1 cm, temos:

N = 100 / (23 + 1) x 100 / (5 + 1) = 4,2 x 16,7 = 70

Portanto, para esta parede precisamos de 70 tijolos por m².

Outro exemplo: parede de 1/2 tijolo feita com tijolos de 21 x 9,8 x 4,1 e junta de 1,5 cm. Neste caso ficaria assim:

N = 100 / (21 + 1,5) x 100 / (4,1 + 1,5) = 79

Nos exemplos acima, fizemos o cálculo para paredes de ½ tijolo. Se a parede for de 1 tijolo de espessura, basta multiplicar o resultado por 2.

Tipos de parede com tijolo comum

As paredes feitas com tijolo comum se diferenciam pela espessura e, consequentemente, pela maneira com que os tijolos são assentados. Assim, temos as espessuras de ½ tijolo, 1 tijolo, 1 ½ tijolo e até de 2 tijolos ou mais. Aqui em São Paulo temos vários prédios construídos em alvenaria estrutura de mais de 2 tijolos como, por exemplo, os prédios antigos da Universidade Mackenzie e as construções da antiga Rede Ferroviária, uma das quais virou um requintado auditório.

Para cada largura de parede é feito um tipo de amarração dos tijolos. A intenção é desencontrar as juntas e com isto conseguir maior resistência ao cizalhamento, além de melhorar o comportamento geral da alvenaria quando recebe as cargas, ou seja, a parede fica mais resistente com as juntas devidamente amarradas. Veja a seguir as amarrações feitas nos diversos tipos de alvenaria com tijolo comum:

Alvenaria de ½ tijolo

É a mais usada para as paredes internas, pois recomenda-se que as paredes externas ou que recebem mais carga sejam feitas com espessura de 1 tijolo (vide a seguir). As alvernarias de ½ tijolo devem ser feitas com as juntas desencontradas fiadas a fiadas, inclusive nas junções de parede. Vide o desenho a seguir:



No desenho acima vemos a junção de duas paredes de ½ tijolo, onde a primeira fiada é assentada normalmente enquanto que a segunda fiada é desencontrada da primeira exatamente a metade do comprimento do tijolo. A terceira fiada será igual à primeira, a quarta igual à segunda e assim por diante. Quando ocorrer o cruzamento de duas paredes o procedimento será o mesmo, conforme mostrado na figura abaixo:



Quando ocorrer a a junção entre parede de ½ tijolo e outra de 1 tijolo as fiadas ficam desencontradas da mesma forma, conseguindo a amarração necessária, vide figura abaixo:



Seguindo estes mesmos princípios para desencontrar as juntas, é só usar a criatividade e conseguiremos solucionar os mais diversos tipos de encontros. Vejamos então como fica no caso de paredes de 1 tijolo:

Alvenaria de 1 tijolo

A idéia é a mesma, ou seja, deslocar as fiadas ½ tijolo de uma para outra, só que aqui o deslocamento acontece juntamente com um travamento no mesmo sentido da colocação dos tijolos, conforme ilustra a figura a seguir:



Repare no desenho acima que há duas alternativas de travamento. O primeiro caso é usado quando o tijolo vai ficar à vista, pois quem olha a parede de um lado não sabe se ela é de 1 ou de 1/2 tijolo pois a amarração é igual. Entretanto, em paredes de mais responsabilidade o certo é usar a alternativa 2, pois causa uma distribuição mais uniforme das cargas.
Atualmente não se costuma usar outras espessuras de alvenaria de tijolo maciço, mas é possível fazer também de 1½ tijolo e até de 2 tijolos ou mais. Os cuidados são os mesmo, as juntas devem ser desencontradas o tanto quanto possível.

Execução de pilares

Além de servirem para paredes de vedação ou estruturais, os tijolos maciços se prestam muito bem à execução de pilares, meramente decorativos ou mesmo com função estrutual sendo comuns em varandas, por exemplo, pelo seu efeito estético. A figura abaixo mostra algumas possibilidades de pilares executados com tijolos maciços:



Analisando a figura acima, vemos ser possível fazer pilares simples -- dois tijolos lado a lado e aproximadamente 24 x 24 cm de largura -- até pilares de dois tijolos -- aproximadamente 48 x 48 cm -- passando pelo pilar de 1 ½ tijolo e cerca de 37 x 37 cm.

Note que nos pilares feitos com mais de 1 tijolo fica um espaço central, que pode ser deixado vazio ou pode ser preenchido com cacos de tijolos ou até mesmo com concreto armado, para aumentar a resistência do pilar, tanto à compressão quanto à flexão, fator muito importante quando o pilar vai ser usado para fixar uma viga de telhado. A dilatação térmica da estrutura pode causar esforços de flexão no pilar e o consequente rompimento da alvenaria.

Formato das juntas

A forma e o acabamento das juntas nas alvenarias, principalmente as que ficarão aparentes, pode influir na qualidade e na durabilidade. A figura abaixo mostra os tipos de junta mais comuns.



As juntas côncavas, planas e em “V” são recomendáveis, enquanto que não se recomenda as juntas rebaixadas pois diminuem a área de contato com o tijolo e aumentam a fragilidade do canto do tijolo, que pode se romper mesmo com um pequeno choque, além de facilitar a infiltração de umidade, retenção de poeira e formação de limo. Além das juntas acima, também se pode fazer nos formatos abaixo:



As chanfradas e as aprofundadas são recomendáveis, enquanto que as corridas e com chanfro invertido devem ser evitadas.

Conclusão

Há muito o que dizer sobre as alvenarias com tijolos comuns, vimos aqui apenas uma pequena introdução. O tijolo comum é muito versátil, mas vem sendo condenado pois sua execução precisa dos fornos a lenha, que devastam as florestas e poluem o ar, assim os preocupados com as construções sustentáveis e ecologia recomendam o uso dos tijolos laminados pois consomem menos energia na sua execução. Poderíamos também citar o uso dos tijolos de solo-cimento, que podem ser feitas nos mesmos formatos e usados nas mesmas finalidades que o tijolo comum, infelizmente a sociedade ainda não descobriu as vantagens do tijolo de solo-cimento.

Os conceitos básicos que vimos aqui neste pequeno artigo em relação ao assentamento servem também para alvenarias feitas com outros elementos como blocos de concreto, tijolos laminados e outros.

FONTE -  http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=97

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Impermeabilização de Fundação

Impermeabilização x Fundação



Todos nós sabemos a importância que água tem na nossa vida, mas quando se trata de estruturas e de edifícios, a água pode ser muito danosa quando em contato com locais onde não deveriam. Um bom exemplo são as fundações, que caso não tenham a correta impermeabilização podem apresentar vários problemas, desde danos na pintura até sérias complicações respiratórias.

Os alicerces, vigas baldrames ficam expostas a constante umidade do solo, tal umidade pode variar de local para outro em função de vários fatores. Caso tais vigas não tenham a correta impermeabilização pode ocorrer o fenômeno da umidade ascendente, que é a ascensão da água pelos capilares existentes no concreto, argamassa e alvenaria. Desta forma a água em contato com a viga baldrame sobe pelo concreto e alvenaria podendo atingir alturas de até 1,50 m.

É importante especificar um sistema impermeabilizante de comprovada eficiência, e se atentar para os detalhes de aplicação.

Dentre os sistemas impermeabilizantes mais utilizados em fundações podemos destacar as argamassas poliméricas, mantas asfálticas aplicadas a frio ou a quente, emulsões acrílicas, emulsões asfálticas, soluções asfálticas, cristalizantes e etc.

Qualquer um dos sistemas mencionados acima passa por etapas básicas.



articles: Impermeabi-2.jpg      



                                Danos causados pela umidade no rodapé   






Escolha do sistema impermeabilizante



Determinante no sucesso da impermeabilização é a escolha correta do sistema a ser utilizado. Podemos dividir todos os sistemas impermeabilizantes em flexíveis e rígidos, desta forma optando por um sistema rígido a fundação não poderá possuir deformações que acarretem o aparecimento de fissuras no impermeabilizante e conseqüente abertura para passagem dos fluídos. Já os sistemas flexíveis suportam maiores deformações sem o aparecimento de fissuras. Outro ponto a ser observado são as condições da obra, ou seja, para escolha do sistema de manta asfáltica aplicado a quente é necessário a existência de mão de obra especializada o que talvez não seja possível, entretanto este sistema apresenta uma grande velocidade na execução, item que pode ser fundamental na escolha.



Preparação da superfície



Antes de receber o sistema impermeabilizante a superfície deve ser preparada, ou seja, estar limpa, sem partes soltas, isenta de óleos, isenta de desformantes, seca, regularizada e etc. Regularizar a superfície significa deixá-la uniforme, ausente de falhas de concretagem, sem a presença de quinas vivas, sem juntas de alvenaria com ausência de argamassa. A regularização deve ser executada com argamassa de areia, cimento e aditivos em traço compatível com as condições de aplicação.

Para produtos de base asfáltica como mantas, emulsões e soluções antes da aplicação é necessário a imprimação da superfície. O mercado oferece primers a base d’água e base de solvente, ambos devem possuir a mesma eficiência na promoção da aderência. Um erro muito comum encontrado nesta etapa é a utilização do primer como impermeabilização definitiva.



articles: Impermeabi-3.jpg articles: Impermeabi-4.jpg

Regularização do embasamento


 


Aplicação



Após a preparação da superfície se inicia a aplicação propriamente dita. Cada sistema apresenta formas específicas de aplicação, basicamente podemos dividir em pré-moldados e moldados in loco.

Os sistemas moldados in loco são aplicados na forma de pintura, nesta etapa deve-se levar ao pé da letra a recomendação do fabricante. Por exemplo, caso o fabricante recomende 3 kg/m² deve ser respeitado o consumo, independente do numero de demãos. Na obra se fala muito em número de demãos o que pode levar a um erro de aplicação, pois, 3 demãos não significam necessariamente 3 kg/m². Outro ponto a se observar é o tempo de secagem entre as demãos, alguns produtos exigem a cura completa entre uma demão e outra, ao passo que alguns é exatamente o contrário, não se deve esperar a cura. No caso de produtos a base de cimento é necessário realizar a cura úmida com intuito de evitar fissuras.

Os sistemas pré-moldados podem ser aderidos a quente, aderidos a frio, ou simplesmente dispostos sobre as vigas baldrames. A vantagem de tal sistema é a espessura constante, não ficando atrelada a um controle rigoroso do consumo de produto, bem como a velocidade de execução, pois, independe de secagem. A impermeabilização deve envolver a viga baldrame de forma não permitir a ascensão da umidade.

Depois de concluída a aplicação pode-se iniciar a alvenaria, tomando os devidos cuidados com o trânsito de pessoas e equipamento sobre as vigas impermeabilizadas. Após tanto cuidado não é desejável que a impermeabilização seja rompida por mero descuido.

 articles: Impermeabi-5.jpg 
Cura úmida para produtos a base de cimento    

 

 

articles: Impermeabi-6.jpg

Movimentação da terra antes  da impermeabilização

 


 articles: Impermeabi-7.jpg

   Detalhe do cuidado com a impermeabilização



Correção do problema já instalado



Todos os sistemas descritos acima podem ser utilizados na fase da construção, ou seja, quando ainda não se iniciou a alvenaria, é uma impermeabilização preventiva.

Entretanto no caso de já existir a patologia, o tratamento se restringe a alguns sistemas impermeabilizantes, que suportem a pressão que atua atrás do sistema (pressões negativas). Alguns sistemas utilizados são as argamassas poliméricas, cristalizantes, etc. Esta solução pode não ser suficiente, pois como a água ficará atrás do impermeabilizante ela poderá “correr” para outra parede que não apresentava o problema, ou então subir um pouco mais do que o impermeabilizante danificando a parede.

Para a correção deve-se remover todo o revestimento danificado pelo menos meio metro acima do local máximo aonde a umidade chegou, preparar a superfície e aplicar o sistema resistente a pressão negativa. Em algumas situações como a de tijolos maciços é possível utilizar cristalizantes injetados na própria alvenaria através de furos.

Assim fica óbvio que o custo menor é o da impermeabilização preventiva.

 articles: Impermeabi-8.jpg            articles: Impermeabi-9.jpg

                                 Patologia instalada                    Remoção do reboco danificado

 

                                       

                 articles: Impermeabi-10.jpg             articles: Impermeabi-11.jpg

Regularização                            Impermeabilização



 articles: Impermeabi-12.jpg

 Acabamento concluído


 

Erros comuns



Durante a impermeabilização das fundações os erros mais comuns são:

- Escolha do sistema inadequado;

- Falha na preparação da superfície;

- A inobservância das instruções do fabricante no momento de preparação do produto como adicionar água sem necessidade, não homogeneizar adequadamente, não seguir a proporção adequada dos produtos constituintes e etc;

- A falsa idéia que o impermeabilizante é uma pintura, sem preocupação com a espessura;

- Consumos muito abaixo da recomendação do fabricante.

- Tempos de cura em desacordo com as instruções do produto;

- Falhas nas emendas dos sistemas pré-moldados;

- Falta de cuidado com as vigas impermeabilizadas, o que acarreta em furos que comprometem a estanqueidade;

- O descuido com o nível do contrapiso, que em alguns casos tem o arremate acima do nível da viga baldrame impermeabilizada, favorecendo a passagem da umidade do contra piso para parede sem passar pela viga;
    articles: Impermeabi-13.jpg      
Erro na impermeabilização do alicerce

 

articles: Impermeabi-14.jpg

Impermeabilização somente nas laterais da viga

 

 

 articles: Impermeabi-15.jpg

  Produto ineficiente usado para impermeabilização

 

 

Fonte - http://www.ibisp.org.br/?pagid=vrevista_obra&id=16

Qual a diferença entre o baldrame e a sapata?



O baldrame é o tipo mais comum de fundação. Constitui-se de uma viga, que pode ser de alvenaria, de concreto simples ou armado construída diretamente no solo, dentro de uma pequena vala. É mais empregada em casos de cargas leves como residência construídas sobre solo firme. O alicerce é a base que sustenta a casa, dá solidez e transmite para o terreno toda carga (pêso) da casa (paredes, lajes, telhados,etc.). Um alicerce bem feito evita o surgimento de trincas nas paredes, evita o surgimento de umidade na parte de baixo das paredes.




A sapata é preferida onde o baldrame não é recomendado, quer pelo peso do prédio ou pela baixa resistência do solo. A sapata é um bloco de concreto armado construído diretamente sobre o solo dentro de uma escavação. Isto acontece quando o peso da casa é grande (como em sobrados) ou quando a casa é construída em terrenos fracos. Neste caso deverá ser adotada a sapata como fundação. A sapata pode ser do tipo SAPATA CORRIDA ou SAPATA SIMPLES.




A sapata corrida é contínua, isto é, percorre todo o comprimento da parede. A vantagem no custo da sapata corrida é que ela pode ser confeccionada em alvenaria e não necessita de vigas e pilares para a sustenção do peso da parede e do telhado, porém vale ressaltar que a alvenaria deve ser toda com tijolo maciço, com amarrações entre as paredes em “L” e “T”, com forro de gesso, estuque ou lambril, em caso de vãos pequenos podendo até utilizar laje pré.






A desvantagem no custo da sapata simples em comparação a sapata corrida, é que ela necessita de baldrames, vigas e pilares (colunas) para fazer a distribuição e a concentração do peso das paredes, laje e telhado, porem é o tipo de fundação que proporciona maior resistência em casos de moradias com mais de um pavimento (sobrados).







segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Norma de Desenho Arquitetônico

Complemetando os dois últimos posts, neste link vocês vão encontrar a Norma de Desenho Arquitetônico: o tamanho das folhas, das penas, margens, ampliações, cópias, todo explicado e com exemplos.

Link - http://www.belasartes.br/chocolatedigital/wp-content/uploads/2010/04/norma-de-desenho-BA.pdf

Prof. Anderson Ferreira